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Campinas, São Paulo, Brazil
Psicólogo Clínico Junguiano com formação pela Unicamp, terapia corporal Reichiana, Hipnoterapeuta com formação em Hipnose Ericksoniana com Stephen Gilligan.E outras formações com Ericksonianos: Ernest Rossi, Teresa Robles, Betty Alice Erickson. Formação em Constelação Familiar Sistémica pelo Instituto de Filosofia Prática da Alemanha. Uma rica e inovadora terapia divulgada em toda Europa. Professor de Hipnoterapia, além de ministrar cursos de Auto-conhecimento como Eneagrama da Personalidade e Workshop de Constelação Familiar Sistémica em todo o Brasil. Clínica em Campinas-SP. Rua Pilar do Sul, 173 Chácara da Barra. Campinas-SP F.(19) 32950381

Uma relação de ajuda

Como é bela, intensa e libertadora é a experiência de se aprender a ajudar o outro. É impossível descrever-se a necessidade imensa que têm as pessoas de serem realmente ouvidas, levadas a sério, compreendidas.
A psicologia de nossos dias nos tem, cada vez mais, chamado a atenção para esse aspecto. Bem no cerne de toda psicoterapia permanece esse tipo de relacionamento em que alguém pode falar tudo a seu próprio respeito, como uma criança fala tudo "a sua mãe.
Ninguém pode se desenvolver livremente nesse mundo, sem encontrar uma vida plena, pelo menos...
Aquele que se quiser perceber com clareza deve se abrir a um confidente, escolhido livremente e merecedor de tal confiança.
Ouça todas a conversas desse mundo, tanto entre nações quanto entre casais. São, na maior parte, diálogos entre surdos.
Paul Tournier.

sábado, 18 de setembro de 2010

Ritos de passagens, adolescente. Campinas

Em algumas culturas, principalmente de povos primitivos, as normas da sociedade facilitam a passagem do adolescente para o mundo adulto, através de rituais de iniciação.

Esses rituais são marcados por conteúdos de natureza mágica, onde predomina elementos sádicos, representando uma barreira colocada para dificultar o acesso ao mundo adulto, e com o propósito de elevação de status na sociedade.

Corneau (1993) acredita que esse rito primitivo (tribal), tem como objetivo de tornar oficial a separação da mãe e transformar o adolescente em um homem. E a nível psicológico, essa iniciação ajuda a reforçar o ego masculino, onde a mutilação exprime a submissão ao princípio masculino.

Nessa submissão do iniciado ao sofrimento infligido pelo pai, é preciso ver o ato de amor masculino que significa a morte do filhinho da mamãe, e a dor da mutilação exprime o corte de um vínculo com sua mãe. Portanto a iniciação faz a passagem do jovem adolescente do estado de pubere para o de adulto, fazendo-o experienciar o fato de ser homem.

Bly nos mostra que os aborígenes Australianos imitam o nascimento. Eles constróem um túnel de ramos e galhos com vinte à trinta metros de comprimento, sendo que os meninos entram, e depois de muita gritaria são recebidos de braços abertos no outro ponto e declarados solenemente homens renascidos, pelo corpo do homem, com um novo espírito e corpo.

Ele nos lembra também os primogênitos da tribo dos Kihuyu, na África, onde o ritual ilustra o papel de machos alimentadores, onde os filhos adolescentes cortam os braços de seus pais com uma faca, e depois bebem o sangue, tornando-se homens. Simbolizando um segundo nascimento pelo sangue do pai, fazendo o luto do mundo infantil e leite materno.

Segundo Osório (1992), os ritos de iniciação contemporâneos lembram certas cerimônias religiosas, o serviço militar e o trote universitário.

Hoje em dia, a ausência do pai refere-se em nível coletivo na ausência de rituais que tenham por objetivo ajudar os homens a passar da adolescência para a idade adulta.

E que os rituais de passagem modernos são inconscientes, e ocorrem logo depois de uma crise, uma depressão e ou um acidente que o faz procurar uma terapia. E sem esses rituais de passagem para a fase adulta, a adolescência vem se tornando um período cada vez mais longo e mais complexo.

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