Quem sou eu

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Campinas, São Paulo, Brazil
Psicólogo Clínico Junguiano com formação pela Unicamp, terapia corporal Reichiana, Hipnoterapeuta com formação em Hipnose Ericksoniana com Stephen Gilligan.E outras formações com Ericksonianos: Ernest Rossi, Teresa Robles, Betty Alice Erickson. Formação em Constelação Familiar Sistémica pelo Instituto de Filosofia Prática da Alemanha. Uma rica e inovadora terapia divulgada em toda Europa. Professor de Hipnoterapia, além de ministrar cursos de Auto-conhecimento como Eneagrama da Personalidade e Workshop de Constelação Familiar Sistémica em todo o Brasil. Clínica em Campinas-SP. Rua Pilar do Sul, 173 Chácara da Barra. Campinas-SP F.(19) 32950381

Uma relação de ajuda

Como é bela, intensa e libertadora é a experiência de se aprender a ajudar o outro. É impossível descrever-se a necessidade imensa que têm as pessoas de serem realmente ouvidas, levadas a sério, compreendidas.
A psicologia de nossos dias nos tem, cada vez mais, chamado a atenção para esse aspecto. Bem no cerne de toda psicoterapia permanece esse tipo de relacionamento em que alguém pode falar tudo a seu próprio respeito, como uma criança fala tudo "a sua mãe.
Ninguém pode se desenvolver livremente nesse mundo, sem encontrar uma vida plena, pelo menos...
Aquele que se quiser perceber com clareza deve se abrir a um confidente, escolhido livremente e merecedor de tal confiança.
Ouça todas a conversas desse mundo, tanto entre nações quanto entre casais. São, na maior parte, diálogos entre surdos.
Paul Tournier.

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Auto-conceito

O auto-conceito é o conhecimento de si mesmo que o construtivismo estrutura em sua inteligência e expressa, aqui e agora, como atitude positiva ou negativa diante de sua auto-imagem, sendo um ato de inteligência, iminentemente Cognitivo.
O auto-conceito vem sendo estruturado desde a infância, pela quantidade e qualidade das interações em que cada um de nos tem com o meio, estruturando e reestruturando continuamente, um conhecimento de mim mesmo, uma concepção, um conceito de mim mesmo, um auto (de mim mesmo), conhecimento (conceito), no presente e, eventualmente, em relação ao futuro.
Um posicionamento que informa uma atitude, estabelecendo uma postura, aqui e agora; e dura o tempo de um juízo sobre mim mesmo: “eu sou um fracasso”, o que penso; a idéia que faço; como me percebo, me vejo; o que acho de mim; tomada de consciência; um posicionamento; uma atitude (valorização); uma postura; uma concepção; um conceito.
Podemos entender o auto-conceito, como a expressão do conhecimento que o indivíduo elabora de si mesmo, qualquer que seja a validade, a procedência e a amplitude de abrangência deste conhecimento: real, verdadeiro, parcial, fragmentário. Na construção do auto-Conceito, o sujeito busca uma avaliação de si mesmo, um juízo de valor ou uma desvalorização, implicando um posicionamento, uma postura, uma atitude diante de si mesmo, de acordo que com a construção de sua Auto-Imagem; assim sendo, o ato de conhecer-a-mim-mesmo é uma cognição construída diante de meu retrato, de minha Auto-Imagem.

terça-feira, 15 de outubro de 2013

Teoria das motivações

Segundo Maslow a pirâmide sugere que todo ser humano possui necessidade internas a serem atendidas, de um nível mais simples até um mais complexo. As necessidades fisiológicas dizem respeito a questões como alimentação, moradia, vestuário, dentro outras. Quando as necessidades fisiológicas estão razoavelmente satisfeitas, aparece uma nova categoria: necessidades de segurança. Como exemplo desse tipo de necessidades, encontramos proteção, preferência por um trabalho estável, reservas financeiras para o futuro, algum tipo de religião ou filosofia que fortaleçam a fé e a crença.
Quando os dois primeiros tipos de necessidades estão satisfeitos, aparecem as de amor e afeto. A pessoa sentirá necessidade de amigos, relacionamentos afetivos, parentes e integração nos grupos a que pertence.
Satisfeitas pelo menos parcialmente as necessidades de amor, a pessoa sente também a necessidade de fortalecer a sua auto-estima e de receber a estima dos outros. Essas necessidades têm os seguintes significados:
  • Auto-Estima: desejo de força, realização, suficiência, domínio, competência, confiança, independência e liberdade.
  • Estima dos outros: desejo de reputação e prestígio, dominação, reconhecimento, atenção, importância ou apreço dos demais. A satisfação das necessidades de estima leva ao desenvolvimento de sentimento de autoconfiança, capacidade de ser útil e ser necessário para os outros.
Por outro lado, sua frustração produzirá sentimentos de impotência e inferioridade podendo levar a pessoa a apresentar, inclusive, manifestações neuróticas.
Por fim, quando todas as demais necessidades estão satisfeitas, surge uma mais elevada, a de auto-realização. Isso implica querer realizar suas potencialidades, com um sentido de plenitude do ser, com desejos de autodesenvolvimento e autoconhecimento.
Ainda de acordo com o autor citado, acreditava que as pessoas só passavam de um degrau ao outro na escala de necessidade se o anterior estivesse satisfeito. No entanto, estudos mais modernos mostram que isso não é rígido assim, podendo variar de pessoa para pessoa.
Herzbeg avançou nos estudos de Maslow e se voltou aos aspectos mais ligados ao trabalho. Este autor considera as necessidades fisiológicas e de segurança como fatores higiênicos (se não satisfeitos, geram insatisfação, ao passo que, se satisfeitos, não geram satisfação). Nesse sentido, salários, benefícios e condições físicas de trabalho inadequado podem causar insatisfação e, se adequados, podem não motivar as pessoas.
Várias situações podem exemplificar o que foi dito, pois quando observamos o nosso Congresso Nacional, fica claro que, se salário fosse fator motivacional, teríamos sempre a casa lotada em todas as plenárias. E como explicar o envolvimento de pessoas que, sem receber salário algum, se comprometem de corpo e alma com causas sociais, instituições filantrópicas e outros movimentos?
Ainda segundo Herzberg, as necessidades afetivo-sociais, de estima e de auto-realização compõem o que ele chamou de fatores motivacionais. São estes que produzem efeitos duradouros nas pessoas, e englobam sentimentos profundos de satisfação, realização, crescimento e reconhecimento. É na atender essas necessidades que observamos surgir o fenômeno da motivação como uma força interna, uma energia interior própria e exclusiva do ser humano.
Podemos dizer que a motivação existe em função do nosso desejo interno de objetivos do mundo exterior. Desejando o conforto ou o prazer que um bem nos proporciona (por exemplo, carro novo, uma roupa nova etc), desejamos a estima e a aceitação das pessoas, desejamos nos desenvolver, e os nossos desejos são infindáveis. Isso nos coloca numa busca constante: a satisfação de uma necessidade não nos paralisa, ao contrário, desencadeia dentro de nós outra necessidade a ser suprida, e lá vamos nós atrás dela.
O estado de carência ou o desejo provoca em nós uma conduta de buscar sua satisfação. Ao se dar o encontro da necessidade com o seu correspondente fator motivacional, Herzberg considera que tenha ocorrido o “ato motivacional” rumo a um objetivo e, por conseguinte, a satisfação obtida pela saciação da necessidade.
A motivação é uma força interior (energia) que nos move a uma ação (motivos para ação), com a finalidade de alcançar um objetivo e realizar nossos desejos internos; é um conjunto de MOTIVOS que leva um ser humano a empreender uma determinada AÇÃO. MOTIVAÇÃO = MOTIVO à AÇÃO.
Segundo Good e Mcdowell, a motivação é uma força que se encontra no interior de cada pessoa, e que pode estar ligada a um desejo. Uma pessoa não consegue jamais motivar alguém; o que ela pode fazer é estimulara outra pessoa.
E os autores finalizam dizendo que, a ação de uma pessoa está diretamente ligada à força de um desejo, isto propõe que as pessoas façam as coisas como e quando querem, e que a motivação possui uma liberdade e autonomia. Entende-se assim que a motivação seja um impulso que venha de dentro, e que tem, portanto suas fontes de energia no interior de cada pessoa.
Alderfer propõe uma hierarquia modificada de necessidades que apresenta somente três níveis. Inicialmente as pessoas têm interesse de satisfazer suas necessidades de existência, como fisiológicos e de segurança, tais como salário, condições físicas no ambiente de trabalho, segurança no cargo e plano de benefícios. Vindo a seguir a necessidade de relacionamento, isto é, envolver-se compreendido e aceito por pessoas no trabalho, e fora dele.
Por último aparece a necessidade de crescimento, envolvendo tanto de desejo de auto-estima como de auto-realização. O autor aceita a possibilidade de que os três níveis estejam ativos a todo o momento, e o seu modelo (E-R-G) não assume com rigor no progresso de nível para nível, e quando ocorre insatisfação do nível acima, pode retornar a concentrar no nível mais baixo.
A auto-motivação é conseqüente de um processo de auto-conhecimento, onde aumentamos a percepção do mundo exterior, estabelecendo metas e objetivos de nossa vida. O nível de motivação será sentido pelos nossos atos, nossas ações, que tocam o mais íntimo de nosso ser, que recebemos dos estímulos externos, e que serão interpretadas por nossas referências internalizadas.

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Como motivar as pessoas

Como sabemos a motivação é um processo interno no ser humano, sendo que cada pessoa possui uma maneira própria de sentir, de perceber as coisas, pois vem de um processo interacional com o mundo que o cerca, de seu auto-conhecimento. Portanto a sua auto-estima é a percepção de conteúdos que ele adquiriu durante toda sua vida, de sua auto-imagem que veio sendo formada.
O comportamento motivacional dos seres humanos não é uniforme, mesmo que essencialmente as carências sejam as mesmas. As formas como elas se apresentam e a sua importância relativa são diferentes de indivíduo para indivíduo, pois seus comportamentos estão relacionados, como suas carências foram ou não satisfeitos; construindo uma personalidade, ou seja, um comportamento motivacional padrão que difere uma pessoa como única, diferente das demais.
Quando o ser humano sofre uma pressão externa para exercer determinadas tarefas, com um aumento de stress, em um ambiente hostil, não ocorre um processo motivacional, pois quando o indivíduo é energizado inadequadamente, o resultado final é a insatisfação, descontentamento, ou mesmo ausência de resultados.
A empresa não pode motivar seus funcionários, já que motivação é uma força interna, uma energia que nos move a uma ação (motivos para ação), com uma finalidade de alcançar um objetivo e realizar nossos desejos internos.
Então como conseguir que os colaboradores se motivem? Sem deixar que eles se desmotivem. O líder eficaz não mais concentra sua energia em motivar as pessoas, mas em reduzir ou eliminar fatores que possam vir a desmotivá-las. Ele tem que ter claro que ações como não cumprimentá-los, chamar a atenção na frente de outros, invadirem espaços previamente definidos, não saber ouvir e ser empático, designar duas pessoas simultaneamente para realizar a mesma tarefa, comparar desempenho de uma pessoa com outra, dentro outras, são ações que desmotivam.
Por outro lado, os incentivos e estímulos aos colaboradores são fundamentais, ativando um processo motivacional. Quando é apresentada às pessoas uma visão clara do futuro da organização como um todo, e todos sabem onde, como e quando a empresa quer chegar mais especificamente do trabalho a ser realizado, dando-lhes ainda a dimensão e a oportunidade de encarar e vencer os desafios.
Reconhecer um trabalho quando é bem realizado, sem paternalismo, demonstrar sentimentos pelas pessoas, promover uma integração das pessoas e proporcionar feed-backs construtivos são elementos poderosos para se atender as necessidades afetivo-sociais. A comunicação é aberta e as relações transparentes, e as pessoas se sentem à vontade para expor idéias, são livres para fazer críticas ou apresentar sugestões, e têm autonomia para pores em prática novas maneiras de fazer o trabalho.
Oferecer oportunidades reais de crescimento profissional para todos os funcionários, investindo no desenvolvimento profissional e pessoal, pois poucas coisas motivam mais as pessoas que perceber que a empresa está apostando nelas. Perceber-se participante integral desse processo como um todo, sendo valorizado e estimulado a crescer, leva ao profundo sentimento de realização, despertando a busca do autoconhecimento e do autodesenvolvimento. A energia interior gerada se exterioriza sob a forma de ações, atitudes que demonstram comprometimento com as metas e resultados a serem conquistados.
O mais rico produto que uma organização possui, são seus recursos humanos, sendo que ela necessita que todas as pessoas possuam um mesmo pensamento, um mesmo determinismo, agindo de forma harmônica para atingir uma meta, sendo competitiva, e de qualidade, onde cada membro da equipe exerça o seu papel corretamente, e incentive e seja incentivado pelos demais.
Nós podemos perceber esse sentimento de equipe, essa união, que conjuntamente harmoniosa e motivadora, onde cada membro da organização se sente útil, trabalhando para atingir o resultado, sem deixar de ser solidário.