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Campinas, São Paulo, Brazil
Psicólogo Clínico Junguiano com formação pela Unicamp, terapia corporal Reichiana, Hipnoterapeuta com formação em Hipnose Ericksoniana com Stephen Gilligan.E outras formações com Ericksonianos: Ernest Rossi, Teresa Robles, Betty Alice Erickson. Formação em Constelação Familiar Sistémica pelo Instituto de Filosofia Prática da Alemanha. Uma rica e inovadora terapia divulgada em toda Europa. Professor de Hipnoterapia, além de ministrar cursos de Auto-conhecimento como Eneagrama da Personalidade e Workshop de Constelação Familiar Sistémica em todo o Brasil. Clínica em Campinas-SP. Rua Pilar do Sul, 173 Chácara da Barra. Campinas-SP F.(19) 32950381

Uma relação de ajuda

Como é bela, intensa e libertadora é a experiência de se aprender a ajudar o outro. É impossível descrever-se a necessidade imensa que têm as pessoas de serem realmente ouvidas, levadas a sério, compreendidas.
A psicologia de nossos dias nos tem, cada vez mais, chamado a atenção para esse aspecto. Bem no cerne de toda psicoterapia permanece esse tipo de relacionamento em que alguém pode falar tudo a seu próprio respeito, como uma criança fala tudo "a sua mãe.
Ninguém pode se desenvolver livremente nesse mundo, sem encontrar uma vida plena, pelo menos...
Aquele que se quiser perceber com clareza deve se abrir a um confidente, escolhido livremente e merecedor de tal confiança.
Ouça todas a conversas desse mundo, tanto entre nações quanto entre casais. São, na maior parte, diálogos entre surdos.
Paul Tournier.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Ametista.

Do grego ametusios – que não está embriagado. A ametista é uma pedra de temperança que protege contra toda embriaguez. Talvez por essa razão, segundo as crenças cristãs ortodoxas, era usada pelos bispos. O bispo, em sua qualidade de pastor de almas incumbido de uma responsabilidade espiritual e temporal (no que se diferencia do recluso contemplativo, que abandonou a vida secular), deve proteger-se contra toda embriaguez, até mesmo a espiritual. Certa tradição cristã moralizante faz da ametista o símbolo da humildade, porque ela é a cor da violeta.

Segundo plínio, é uma pedra que protege contra a feitiçaria, se nela estiverem gravadas as figuras da lua e do sol e se for presa ao pescoço como penugem subjacente de pavão e com as penas de uma andorinha. Cura a gota e, quando colocada debaixo do travesseiro, proporciona sonhos benéficos, reforça a memória e imuniza contra os venenos.

Ref. Dicionário de Símbolos. Jean Chevalier.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Altar

Microcosmo e catalisador do sagrado. Para o altar convergem todos os gestos litúrgicos, todas as linhas arquitetônicas. Reproduz em miniatura o conjunto de templo e do universo. É o recinto onde o sagrado se condensa com o máximo de intensidade. É sobre o altar, ou ao pé do altar, que se realiza o sacrifício,…, o que torna sagrado.

Por isso ele é elevado (altum) em relação a tudo o que o rodeia.

Reúne igualmente em si a simbólica do centro do mundo: é o centro ativo da espiral que sugere a espiritualização progressiva do universo. O altar simboliza o recinto e o instante em que um ser se torno sagrado, onde se realiza uma operação sagrada.

Ref. Dicionário de símbolos _ Jean Chevalier.

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Abstinência

Na tradição cristã, a idéia de purificação, através da renúncia em consumir sangue, acrescenta-se a de penitencia e expiação. O sangue, símbolo dos impulsos carnais, é considerado como a principal fonte do pecado; a expiação, portanto consistirá em abster-se de beber dessa fonte, em renunciar ao pecado em sua própria origem.

A vida será concentrada unicamente nas fontes espirituais, nas relações com o divino, o não-manifesto. A abstinência, nesse duplo aspecto purificador e expiatório, surge como um caminho para a interioridade. Assim a tradição cristã se encontra com a tradição oriental.

Entre os japoneses, por exemplo, vale como um método de purificação que permite adquirir uma pureza positiva, evitando as fontes de poluição. A pratica desse método diz respeito mais aos sacerdotes do que aos laicos. Consiste na observância de certar proibições: os sacerdotes devem evitar qualquer contato com a morte, a doença e o luto; devem, também, permanecer em casa, longe dos ruídos, danças e cantos, em suma, afastados de todas as atividades exteriores que possam gerar mácula.

Todas essas práticas simbolizam a oposição entre o não-manifesto e a manifestação e, também, a busca do não-manifesto através da concentração.

Fonte. Dicionário de símbolos – Jean Chevalier.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Abismo


Aquilo que é sem fundo, o mundo das profundezas ou das alturas indefinidas. Do mesmo modo aplica-se ao caos tenebroso das origens infernais dos dias derradeiros. No plano psicológico, também pode corresponder tanto a indeterminação da infância como a indiferenciação da morte, decomposição da pessoa. Mas pode indicar igualmente a integração suprema na união mística. A vertical já não se contenta em afundar-se, elevar-se há também um abismo das alturas como o há das profundezas; um abismo de ventura e luz, como o há de infelicidade e trevas. Todavia, o sentido de elevação apareceu posteriormente ao da descida.

O abismo intervém em todas as cosmogonias, na forma da gênese e do fim da evolução universal. Este último, como os monstros mitológicos, engole os seres para depois vomitá-los, transformados.

As profundezas abissais evocam o país dos mortos e, portanto, o culto da grande mãe Ctoniana. É sem dúvida nesse antigo fundo cultural que se apóia Jung ao estabelecer uma conexão entre o simbolismo do abismo e o arquétipo maternal, imagem da mãe amante e terrível. Nos sonhos, fascinante ou medonho, o abismo evocara o imenso e poderoso inconsciente; aparecerá como um convite a exploração das profundezas da alma, para livrá-la de seus fantasmas ou deixar que se soltem.

ref. Dicionário de Símbolos. Jean Chevalier.