Quem sou eu

Minha foto
Campinas, São Paulo, Brazil
Psicólogo Clínico Junguiano com formação pela Unicamp, terapia corporal Reichiana, Hipnoterapeuta com formação em Hipnose Ericksoniana com Stephen Gilligan.E outras formações com Ericksonianos: Ernest Rossi, Teresa Robles, Betty Alice Erickson. Formação em Constelação Familiar Sistémica pelo Instituto de Filosofia Prática da Alemanha. Uma rica e inovadora terapia divulgada em toda Europa. Professor de Hipnoterapia, além de ministrar cursos de Auto-conhecimento como Eneagrama da Personalidade e Workshop de Constelação Familiar Sistémica em todo o Brasil. Clínica em Campinas-SP. Rua Pilar do Sul, 173 Chácara da Barra. Campinas-SP F.(19) 32950381

Uma relação de ajuda

Como é bela, intensa e libertadora é a experiência de se aprender a ajudar o outro. É impossível descrever-se a necessidade imensa que têm as pessoas de serem realmente ouvidas, levadas a sério, compreendidas.
A psicologia de nossos dias nos tem, cada vez mais, chamado a atenção para esse aspecto. Bem no cerne de toda psicoterapia permanece esse tipo de relacionamento em que alguém pode falar tudo a seu próprio respeito, como uma criança fala tudo "a sua mãe.
Ninguém pode se desenvolver livremente nesse mundo, sem encontrar uma vida plena, pelo menos...
Aquele que se quiser perceber com clareza deve se abrir a um confidente, escolhido livremente e merecedor de tal confiança.
Ouça todas a conversas desse mundo, tanto entre nações quanto entre casais. São, na maior parte, diálogos entre surdos.
Paul Tournier.

domingo, 26 de setembro de 2010

Personalidade Obsessivo Compulsivo/Perfeccionista


A característica essencial do Personalidade Obsessivo-Compulsiva é uma preocupação com organização, perfeccionismo e controle mental e interpessoal, às custas da flexibilidade, abertura e eficiência. Este padrão começa no início da idade adulta.

Os indivíduos com Personalidade Obsessivo-Compulsiva tentam manter um sentimento de controle através de uma atenção extenuante a regras, detalhes triviais, procedimentos, listas, horários ou formalidades, chegando a perder o ponto mais importante da atividade. Eles são excessivamente cuidadosos e propensos à repetição, dando extraordinária atenção a detalhes e verificando repetidamente, em busca de possíveis erros.

Estas pessoas não percebem que os outros tendem a ficar muito aborrecidos com os atrasos e inconveniências que resultam de seu comportamento.

Por exemplo, quando extraviam uma lista de coisas a fazer, passam um período de tempo incomum procurando-a, ao invés de dispenderem alguns momentos recriando-a de memória e seguirem com a realização das tarefas. O seu tempo é mal distribuído, sendo as tarefas mais importantes deixadas para a última hora.

O perfeccionismo e os altos padrões auto-impostos de desempenho causam disfunção e sofrimento significativos nesses indivíduos, que podem envolver-se tanto na tarefa de tornar cada detalhe de um projeto absolutamente perfeito, a ponto de jamais terminá-lo.

Por exemplo, a redação de um relatório é atrasada por numerosas revisões demoradas que jamais estão "perfeitas". Prazos são perdidos, e os aspectos da vida do indivíduo que não são o foco de atividade atual podem ser deixados de lado.

Os indivíduos com Personalidade Obsessivo-Compulsiva demonstram excessiva dedicação ao trabalho e à qualidade, chegando à exclusão de atividades de lazer e amizades. Este comportamento não é explicado por necessidades econômicas.

Eles freqüentemente julgam que não têm tempo para tirar uma noite ou um fim-de-semana de folga para sair ou simplesmente relaxar. Eles podem adiar indefinidamente uma atividade recreativa, como as férias, de modo que esta pode jamais ocorrer.

Quando chegam a fazê-lo, sentem muito desconforto, a menos que tenham levado consigo algo em que trabalhar, de modo a não "perderem tempo". Pode haver muita concentração em tarefas domésticas (por ex., limpeza excessiva e repetida, de modo que "se poderia comer do chão").

Quando passam algum tempo com amigos, isto tende a ocorrer em alguma atividade formalmente organizada (por ex., um evento esportivo). Passatempos ou atividades recreativas são abordados como tarefas sérias, que exigem meticulosa organização e trabalho árduo.

A ênfase está em um desempenho perfeito. Estes indivíduos transformam brincadeiras em uma tarefa estruturada (por ex., corrigir um bebê por não encaixar argolas em um pino na ordem correta; ensinar uma criança pequena a andar em linha reta em seu triciclo; transformar um jogo de futebol em uma penosa "aula").

Os indivíduos com Personalidade Obsessivo-Compulsiva/Perfeccionista podem ser excessivamente conscienciosos, escrupulosos e inflexíveis acerca de questões relativas à moralidade, ética ou valores. Eles podem forçar a si mesmos e a outros a seguirem princípios morais rígidos e padrões muito estritos de desempenho. Essas pessoas também podem ser implacáveis na autocrítica dos próprios erros.

Os indivíduos com este transtorno têm um respeito rígido para com autoridades e regras e insistem em uma obediência ao pé da letra, sem qualquer flexibilidade de regras sob circunstâncias atenuantes. Um indivíduo, por exemplo, pode não emprestar uma ficha para um amigo que necessita utilizar o telefone público, porque "deve-se aprender a andar com as próprias pernas" ou porque isto seria "mau" para o caráter dessa pessoa. Essas qualidades não devem ser explicadas pela identificação cultural ou religiosa do indivíduo.

Os indivíduos com este transtorno podem ser incapazes de jogar fora objetos usados ou inúteis, mesmo quando não possuem valor sentimental, freqüentemente admitindo ser "guardadores de entulho".

Eles consideram um desperdício desfazer-se de coisas porque "nunca se sabe quando algo pode ser útil" e ficam aborrecidos se alguém tenta se livrar das coisas que guardaram. Seus companheiros ou colegas podem queixar-se da quantidade de espaço tomado por velharias, revistas, aparelhos quebrados e assim por diante.

Os indivíduos com Personalidade Obsessivo-Compulsiva são avessos a delegar tarefas ou a trabalhar com outras pessoas. Eles insistem, de maneira teimosa e irracional, que tudo seja feito à sua maneira e que as pessoas se amoldem a seu jeito de fazer as coisas.

Estas pessoas freqüentemente dão instruções muito detalhadas acerca de como tudo deve ser feito (por ex., existe um, e somente um, modo de aparar o gramado, lavar os pratos, construir uma casinha de cachorro) e ficam surpresas e irritadas se outros sugerem alternativas criativas.

Em outros momentos, podem rejeitar ofertas de auxílio, mesmo quando estão com prazos vencidos, por acreditarem que ninguém mais poderá fazer as coisas corretamente.

Os indivíduos com este transtorno podem ser miseráveis e mesquinhos e manter um padrão de vida bem abaixo daquele que seria possível, acreditando que os gastos devem ser rigidamente controlados, a fim de se precaverem de futuras catástrofes.

Os indivíduos com Personalidade Obsessivo-Compulsiva/Perfeccionista caracterizam-se por rigidez e teimosia. Eles preocupam-se tanto acerca de que as coisas sejam feitas do modo "correto", que têm dificuldade em concordar com as idéias de qualquer outra pessoa.

Esses indivíduos fazem planos minuciosamente detalhados e são avessos a mudanças. Totalmente envoltos em sua própria perspectiva, eles têm dificuldade em ceder aos pontos-de-vista de outros.

Amigos e colegas podem frustrar-se com sua constante rigidez. Ainda que os indivíduos com Personalidade Obsessivo-Compulsiva reconheçam que seria melhor para eles próprios se aceitassem opiniões, eles podem recusar-se teimosamente a fazê-lo, argumentando que se trata do "espírito da coisa".

Características.
Quando as regras e procedimentos estabelecidos não ditam a resposta correta, a tomada de decisões pode tornar-se um processo demorado e freqüentemente árduo. Os indivíduos com Personalidade Obsessivo-Compulsiva podem ter tamanha dificuldade em decidir que tarefas assumem prioridade ou qual é o melhor meio de realizar determinada tarefa, que podem jamais sequer iniciar qualquer coisa.

Eles tendem a ficar desconcertados ou irados em situações nas quais não conseguem manter o controle de seu ambiente físico ou interpessoal, embora a raiva tipicamente não seja expressa de maneira direta. Uma pessoa, por exemplo, pode ficar zangada com o mau atendimento em um restaurante, mas ao invés de se queixar à gerência, rumina acerca da quantia a ser dada como gorjeta.

Em outras ocasiões, a raiva pode ser expressa por indignação acerca de algo aparentemente sem importância. As pessoas com este transtorno podem dar especial atenção à sua posição nos relacionamentos de domínio-submissão, podendo demonstrar excessiva deferência a uma autoridade que respeitam e excessiva resistência à autoridade que não respeitam.

Os indivíduos com este transtorno em geral expressam afeição de uma forma altamente controlada ou contida e podem sentir grande desconforto na presença de outros com maior expressão emocional. Seus relacionamentos cotidianos têm uma qualidade formal e séria, podendo mostrar-se rígidos em situações nas quais outras pessoas sorririam e se mostrariam alegres (por ex., ao receber uma pessoa querida no aeroporto).

Eles têm o cuidado de se conterem até estarem certos de que o que disserem estará perfeito. Estas pessoas podem preocupar-se com a lógica e o intelecto, e mostrar-se intolerantes para com o comportamento afetivo dos outros. Muitas vezes têm dificuldade em expressar sentimentos de ternura, raramente fazendo elogios.

Os indivíduos com este transtorno podem experimentar sofrimento e dificuldades no trabalho, particularmente quando se defrontam com novas situações que exigem flexibilidade e colaboração.

Apesar das semelhança de nomes, o Transtorno Obsessivo-Compulsivo em geral é facilmente distinguido do Transtorno da Personalidade Obsessivo-Compulsiva pela presença de verdadeiras obsessões e compulsões.

Um diagnóstico de Transtorno Obsessivo-Compulsivo deve ser considerado especialmente quando o hábito de armazenar é extremo (por ex., pilhas de objetos inúteis que representam perigo de incêndio e dificultam a passagem). Quando são satisfeitos os critérios para ambos os transtornos, os dois diagnósticos devem ser registrados.

Personalidade Obsessivo-Compulsiva adotam um estilo miserável em relação aos gastos consigo mesmos e com outros.

Diagnósticos para Transtorno da Personalidade Obsessivo-Compulsiva
Um padrão invasivo de preocupação com organização, perfeccionismo e controle mental e interpessoal, às custas da flexibilidade, abertura e eficiência, que começa no início da idade adulta e está presente em uma variedade de contextos, indicado por pelo menos quatro dos seguintes critérios:

(1) preocupação tão extensa, com detalhes, regras, listas, ordem, organização ou horários, que o ponto principal da atividade é perdido
(2) perfeccionismo que interfere na conclusão de tarefas (por ex., é incapaz de completar um projeto porque não consegue atingir seus próprios padrões demasiadamente rígidos)
(3) devotamento excessivo ao trabalho e à produtividade, em detrimento de atividades de lazer e amizades (não explicado por uma óbvia necessidade econômica)
(4) excessiva conscienciosidade, escrúpulos e inflexibilidade em assuntos de moralidade, ética ou valores (não explicados por identificação cultural ou religiosa)
(5) incapacidade de desfazer-se de objetos usados ou inúteis, mesmo quando não têm valor sentimental
(6) relutância em delegar tarefas ou ao trabalho em conjunto com outras pessoas, a menos que estas se submetam a seu modo exato de fazer as coisas
(7) adoção de um estilo miserável quanto a gastos pessoais e com outras pessoas; o dinheiro é visto como algo que deve ser reservado para catástrofes futuras
(8) rigidez e teimosia

TOC - Transtorno Obsessivo-Compulsivo. Campinas

As características essenciais do TOC- Transtorno Obsessivo-Compulsivo são obsessões ou compulsões recorrentes suficientemente severas para consumirem tempo (isto é, consomem mais de uma hora por dia) ou causar sofrimento acentuado ou prejuízo significativo.

Em algum ponto durante o curso do transtorno, o indivíduo reconheceu que as obsessões ou compulsões são excessivas ou irracionais.

As obsessões são idéias, pensamentos, impulsos ou imagens persistentes, que são vivenciados como intrusivos e inadequados e causam acentuada ansiedade ou sofrimento. A qualidade intrusiva e inadequada das obsessões é chamada de "ego-distônica".

O termo refere-se ao sentimento do indivíduo de que o conteúdo da obsessão é estranho, não está dentro de seu próprio controle nem é a espécie de pensamento que ele esperaria ter. Entretanto, ele é capaz de reconhecer que as obsessões são produto de sua própria mente e não impostas a partir do exterior (como na inserção de pensamento).

As obsessões mais comuns são pensamentos repetidos acerca de contaminação (por ex., ser contaminado em apertos de mãos), dúvidas repetidas (por ex., imaginar se foram executados certos atos, tais como ter machucado alguém em um acidente de trânsito ou ter deixado uma porta destrancada), uma necessidade de organizar as coisas em determinada ordem (por ex., intenso sofrimento quando os objetos estão desordenados ou assimétricos), impulsos agressivos ou horrorizastes (por ex., de machucar o próprio filho ou gritar uma obscenidade na igreja) e imagens sexuais (por ex., uma imagem pornográfica recorrente).

Os pensamentos, impulsos ou imagens não são meras preocupações excessivas acerca de problemas da vida real (por ex., preocupação com dificuldades atuais, como problemas financeiros, profissionais ou escolares) e não tendem a estar relacionados a um problema da vida real.

O indivíduo com obsessões em geral tenta ignorar ou suprimir esses pensamentos ou impulsos ou neutralizá-los com algum outro pensamento ou ação (isto é, uma compulsão). Um indivíduo assaltado por dúvidas acerca de ter desligado o gás do fogão, por exemplo, procura neutralizá-las verificando repetidamente para assegurar-se de que o fogão está desligado.

As compulsões são comportamentos repetitivos (por ex., lavar as mãos, ordenar, verificar) ou atos mentais (por ex., orar, contar, repetir palavras em silêncio) cujo objetivo é prevenir ou reduzir a ansiedade ou sofrimento, ao invés de oferecer prazer ou gratificação.

Na maioria dos casos, a pessoa sente-se compelida a executar a compulsão para reduzir o sofrimento que acompanha uma obsessão ou para evitar algum evento ou situação temida. Por exemplo: os indivíduos com obsessões de contaminação podem reduzir seu sofrimento mental lavando as mãos a ponto de irritarem a pele; os indivíduos afligidos por obsessões de terem deixado uma porta destrancada podem ser levados a verificar repetidamente a fechadura, em intervalos de minutos; indivíduos afligidos por pensamentos blasfemos e indesejados podem encontrar alívio contando até 10 em ordem crescente e decrescente, 100 vezes por cada pensamento.

Em alguns casos, os indivíduos realizam atos rígidos ou estereotipados de acordo com regras idiossincraticamente elaboradas, sem serem capazes de indicar por que os estão executando. Por definição, as compulsões ou são claramente excessivas, ou não têm conexão realista com o que visam a neutralizar ou evitar. As compulsões mais comuns envolvem lavar e limpar, contar, verificar, solicitar ou exigir garantias, repetir ações e colocar objetos em ordem.

Por definição, os adultos com Transtorno Obsessivo-Compulsivo-TOC reconheceram, em algum ponto, que as obsessões ou compulsões são excessivas ou irracionais. Esta exigência não se aplica a criança, pois lhes falta consciência cognitiva suficiente para tal discernimento. Entretanto, mesmo em adultos, existe uma ampla faixa de insight quanto à racionalidade das obsessões e compulsões. Alguns indivíduos não têm certeza quanto à racionalidade de suas obsessões ou compulsões, podendo o insight de um determinado indivíduo variar em diferentes momentos e situações. Por exemplo, a pessoa pode reconhecer que uma compulsão de contaminação é irracional ao discuti-la em uma "situação segura" (por ex., no consultório do terapeuta), mas não quando forçada a manusear dinheiro.

Nos momentos em que o indivíduo reconhece que as obsessões e compulsões são irrealistas, ele pode desejar ou tentar resistir a elas. Ao fazê-lo, pode ter a sensação de crescente ansiedade ou tensão freqüentemente aliviada cedendo à compulsão. No curso do transtorno, depois de repetidos fracassos em resistir às obsessões ou compulsões, o indivíduo pode ceder a elas, não mais experimentar um desejo de resistir e incorporá-las em suas rotinas diárias.

As obsessões ou compulsões devem causar acentuado sofrimento, consumir tempo (mais de 1 hora por dia) ou interferir significativamente na rotina normal, funcionamento ocupacional, atividades sociais habituais ou relacionamentos do indivíduo.

As obsessões ou compulsões podem substituir um comportamento útil e gratificante e perturbar em muito o funcionamento geral.

Uma vez que intrusões obsessivas podem provocar distração, elas freqüentemente resultam em desempenho ineficiente em tarefas cognitivas que exigem concentração, tais como leitura situações que provocam obsessões ou compulsões. Esta esquiva pode tornar-se extensiva e restringir severamente o funcionamento geral.

Características
Características descritivas e transtornos mentais associados. Freqüentemente, existe esquiva de situações que envolvam o conteúdo das obsessões, tais como sujeira ou contaminação. Por exemplo, uma pessoa com obsessões envolvendo sujeira pode evitar banheiros públicos ou cumprimentar a estranhos.

Preocupações hipocondríacas são comuns, com repetidas consultas a médicos em busca de garantias. Culpa, um sentimento patológico de responsabilidade e perturbações do sono pode estar presente. Pode haver uso excessivo de álcool ou medicamentos sedativos, hipnóticos ou ansiolíticos.

A execução das compulsões pode tornar-se uma importante atividade na vida da pessoa, levando a séria deficiência no relacionamento conjugal, ocupacional ou social. A esquiva generalizada pode confinar o indivíduo ao lar.

Características Específicas à Cultura.
O comportamento ritual prescrito pela cultura não indica, em si mesmo, um Transtorno Obsessivo-Compulsivo, a menos que exceda as normas culturais, ocorra em momentos e locais considerados impróprios por outros indivíduos da mesma cultura e interfira no funcionamento social. Importantes transições vitais e o luto podem levar a uma intensificação do comportamento ritualístico, podendo parecer uma obsessão ao clínico não familiarizado com o contexto cultural.

As apresentações do Transtorno Obsessivo-Compulsivo em crianças geralmente são similares àquelas da idade adulta. Lavagens, verificação e rituais de organização são particularmente comuns em crianças. As crianças em geral não solicitam ajuda, e os sintomas podem não ser ego-distônicos.

Com maior freqüência, o problema é identificado pelos pais, que levam a criança a tratamento. Declínios graduais no rendimento escolar, secundários ao prejuízo da capacidade de concentração, têm sido relatados. Como os adultos, as crianças tendem mais a envolver-se em rituais em casa do que na frente de seus pares, de professores ou estranhos.
Este transtorno é igualmente comum nos dois sexos.

Curso
Embora o Transtorno Obsessivo-Compulsivo em geral inicie na adolescência ou começo da idade adulta, ele pode aparecer na infância. A idade modal de início é mais precoce para os homens, a saber, entre os 6 e os 15 anos para os homens e entre os 20 e os 29 anos para as mulheres.

Com maior freqüência, o início é gradual, mas um início agudo é observado em alguns casos. A maioria dos indivíduos tem um curso crônico de vaivém dos sintomas, com exacerbações possivelmente relacionadas ao estresse. Cerca de 15% apresentam deterioração progressiva no funcionamento profissional e social. Cerca de 5% têm um curso episódico, com sintomas mínimos ou ausentes entre os episódios.


O Transtorno da Personalidade Obsessivo-Compulsiva não se caracteriza pela presença de obsessões ou compulsões, sendo que, ao invés disso, envolve um padrão invasivo de preocupação com organização, perfeccionismo e controle e deve iniciar-se nos primeiros anos da idade adulta. Se um indivíduo manifesta sintomas tanto de Transtorno Obsessivo-Compulsivo quanto de Transtorno da Personalidade Obsessivo-Compulsiva, ambos os diagnósticos podem ser dados.

As superstições e os comportamentos repetitivos de verificação são encontrados com freqüência na vida cotidiana. Um diagnóstico de Transtorno Obsessivo-Compulsivo deve ser considerado apenas se houver um consumo de tempo considerável ou se decorrer daí um prejuízo ou sofrimento clinicamente significativos.

Diagnósticos para TOC- Transtorno Obsessivo-Compulsivo
A. Obsessões ou compulsões:
(1) pensamentos, impulsos ou imagens recorrentes e persistentes que, em algum momento durante a perturbação, são experimentados como intrusivos e inadequados e causam acentuada ansiedade ou sofrimento
(2) os pensamentos, impulsos ou imagens não são meras preocupações excessivas com problemas da vida real
(3) a pessoa tenta ignorar ou suprimir tais pensamentos, impulsos ou imagens, ou neutralizá-los com algum outro pensamento ou ação
(4) a pessoa reconhece que os pensamentos, impulsos ou imagens obsessivas são produto de sua própria mente (não impostos a partir de fora, como na inserção de pensamentos)

Compulsões

(1) comportamentos repetitivos (por ex., lavar as mãos, organizar, verificar) ou atos mentais (por ex., orar, contar ou repetir palavras em silêncio) que a pessoa se sente compelida a executar em resposta a uma obsessão ou de acordo com regras que devem ser rigidamente aplicadas.
(2) os comportamentos ou atos mentais visam a prevenir ou reduzir o sofrimento ou evitar algum evento ou situação temida; entretanto, esses comportamentos ou atos mentais não têm uma conexão realista com o que visam a neutralizar ou evitar ou são claramente excessivos.



sábado, 25 de setembro de 2010

Depressão. Campinas

Tratamento da Depressão em Campinas.
Reações de depressão. O quadro de sintomas nas reações de depressão é fundamentalmente, o oposto ao encontrado em reações maníacas. Também existem diferentes graus.
Na depressão simples, os sintomas notáveis são os seguintes: perda de entusiasmo e redução geral de atividade física e mental. O paciente sente-se abatido e desanimado. O trabalho e outras atividades exigem esforço, parecem não merecer tal cuidado. Os sentimentos de desvalia, fracasso, pecado e culpa dominam seus lentos processos de pensamentos. Sua perda de interesse pelas coisas que o cercam atinge a alimentação e usualmente se reflete em perca de peso e dificuldade de digestão. A conversa é realizada de modo monótono, e as perguntas são respondidas em poucas palavras. De modo geral, o paciente prefere sentar-se sozinho, considerar os seus pecados e não vê esperança no futuro. A preocupação com o suicídio é comum, e pode haver tentativas de suicídio real.
Apesar do retardamento mental e motor, no entanto, o paciente não mostra uma perda real de consciência ou desorientação afetiva. Sua memória não é atingida e é capaz de responder, de maneira bem satisfatória, desde que tenha tempo para isso. Muitos pacientes têm certa compreensão de sua condição e reconhecem que precisam de tratamento, embora possam não admitir que estejam deprimidos, mas, ao contrario, acentuem varas doenças físicas; por exemplo, dor de cabeça, fadiga, perda de apetite e insônia. No entanto, nas reações de depressão o paciente geralmente insiste que suas doenças e outras dificuldades constituem castigo por vários erros e pecados cometidos anteriormente.
Nas reações de depressão aguda, aumenta o retardamento físico e mental. O paciente se torna cada vez mais inativo, tende a isolar-se dos outros, não fala espontaneamente e é extremamente lento em suas respostas. O sentimento de culpa e desvalia torna-se mais acentuados e o paciente tende a acusar-se. Pode considerar-se responsável por pragas, enchentes ou crises econômicas, e insistir que cometeu todos os tipos de pecados horríveis e que estes trarão infelicidade a todos.
Os delírios podem caracterizar-se por hipocondria e, acordo que essa disposição mórbida, o paciente pode acreditar que seu cérebro esta sendo destruído, que seus órgãos internos “se petrificam aos poucos”, ou que seus intestinos estão completamente inertes. Geralmente culpa, por essas doenças, praticas sexuais anteriores ou outros pecados que prejudicaram sua saúde e pelos quais agora está sendo castigado.
O prognostico que o paciente apresenta para si mesmo é muito desfavorável. Não vê esperança pra seu caso. Os remédios são inúteis, e só pode prever um fim terrível. As vezes aparecem sentimentos de irrealidade e leves alucinações, sobretudo com relação a idéias de pecado, culpa e doença. As idéias persistentes de suicídio tem grande importância, e o paciente pode mostrar grande capacidade inventiva e grande astúcia ao fugir de vigilantes e conseguir terminar o seu sofrimento.
No grau mais severo de retardamento e depressão, o paciente se torna quase que inteiramente inativo e incapaz de responder ao ambiente. Usualmente fica na cama, inteiramente indiferente ao que ocorre perto dele. Recusa-se a falar, a comer; é preciso alimentá-lo através de um tubo e é preciso cuidar de sua higiene pessoal. Existe marcante confusão quanto a tempo, lugar e pessoa, existem alucinações e delírios muitos nítidos, sobretudo os que incluem fantasias grotescas a respeito de pecado, morte e renascimento. Durante esse período ele sofre de prisão de ventre e deficiência na saúde física geral. 
Tratamento da Depressão em Campinas, utilizo psicoterapia, hipnose e terapia da regresão.

Transtorno bipolar.


Reações de depressão. O quadro de sintomas nas reações de depressão é fundamentalmente, o oposto ao encontrado em reações maníacas. Também existem diferentes graus.
Na depressão simples, os sintomas notáveis são os seguintes: perda de entusiasmo e redução geral de atividade física e mental. O paciente sente-se abatido e desanimado. O trabalho e outras atividades exigem esforço, parecem não merecer tal cuidado. Os sentimentos de desvalia, fracasso, pecado e culpa dominam seus lentos processos de pensamentos. Sua perda de interesse pelas coisas que o cercam atinge a alimentação e usualmente se reflete em perca de peso e dificuldade de digestão. A conversa é realizada de modo monótono, e as perguntas são respondidas em poucas palavras. De modo geral, o paciente prefere sentar-se sozinho, considerar os seus pecados e não vê esperança no futuro. A preocupação com o suicídio é comum, e pode haver tentativas de suicídio real.
Apesar do retardamento mental e motor, no entanto, o paciente não mostra uma perda real de consciência ou desorientação afetiva. Sua memória não é atingida e é capaz de responder, de maneira bem satisfatória, desde que tenha tempo para isso. Muitos pacientes têm certa compreensão de sua condição e reconhecem que precisam de tratamento, embora possam não admitir que estejam deprimidos, mas, ao contrario, acentuem varas doenças físicas; por exemplo, dor de cabeça, fadiga, perda de apetite e insônia. No entanto, nas reações de depressão o paciente geralmente insiste que suas doenças e outras dificuldades constituem castigo por vários erros e pecados cometidos anteriormente.
Nas reações de depressão aguda, aumenta o retardamento físico e mental. O paciente se torna cada vez mais inativo, tende a isolar-se dos outros, não fala espontaneamente e é extremamente lento em suas respostas. O sentimento de culpa e desvalia torna-se mais acentuados e o paciente tende a acusar-se. Pode considerar-se responsável por pragas, enchentes ou crises econômicas, e insistir que cometeu todos os tipos de pecados horríveis e que estes trarão infelicidade a todos.
Os delírios podem caracterizar-se por hipocondria e, acordo que essa disposição mórbida, o paciente pode acreditar que seu cérebro esta sendo destruído, que seus órgãos internos “se petrificam aos poucos”, ou que seus intestinos estão completamente inertes. Geralmente culpa, por essas doenças, praticas sexuais anteriores ou outros pecados que prejudicaram sua saúde e pelos quais agora está sendo castigado.
O prognostico que o paciente apresenta para si mesmo é muito desfavorável. Não vê esperança pra seu caso. Os remédios são inúteis, e só pode prever um fim terrível. As vezes aparecem sentimentos de irrealidade e leves alucinações, sobretudo com relação a idéias de pecado, culpa e doença. As idéias persistentes de suicídio tem grande importância, e o paciente pode mostrar grande capacidade inventiva e grande astúcia ao fugir de vigilantes e conseguir terminar o seu sofrimento.
No grau mais severo de retardamento e depressão, o paciente se torna quase que inteiramente inativo e incapaz de responder ao ambiente. Usualmente fica na cama, inteiramente indiferente ao que ocorre perto dele. Recusa-se a falar, a comer; é preciso alimentá-lo através de um tubo e é preciso cuidar de sua higiene pessoal. Existe marcante confusão quanto a tempo, lugar e pessoa, existem alucinações e delírios muitos nítidos, sobretudo os que incluem fantasias grotescas a respeito de pecado, morte e renascimento. Durante esse período ele sofre de prisão de ventre e deficiência na saúde física geral.

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Transtorno bipolar.


As reações maníacas caracterizam-se por vários graus de entusiasmo e superatividade psicomotora. Geralmente se delineia três graus, o que indica a progressão de comportamento – de graus leves a graus extremos de excitação maníaca. Embora tais ataques sejam mais diferentes quanto a grau do que quanto a tipo.
Hipomania. Esta é a forma mais leve de reação maníaca e se caracteriza por entusiasmo moderado, rapidez e superatividade. O paciente afirma que nunca se sentiu tão bem ou tão feliz em toda sua vida. Tem confiança ilimitada em sua capacidade e em seu conhecimento e não hesita em exprimir sua opinião a respeito de qualquer tema e sobre todos os assuntos. Seu pensamento é acelerado e pode tornar-se muito espirituoso e divertido. Parece incansável e praticamente não dorme, afirmando que se sente tão bem que não precisa descansar.
Durante o dia participa de atividade continua, fala, faz visitas tem compromissos para almoço e outras reuniões, telefona, escreve e trabalha em vários esquemas infalíveis. Marca, adia e cancela vários encontros. Inicialmente o quadro geral parece de um individuo agressivo, brilhante e sociável que tem muitos entusiasmos elogiáveis e planos maravilhosos para o futuro. No entanto, logo se torna dominante, monopoliza a conversa e mostra dificuldade para manter-se dentro de seu assunto. Não tolera criticas e pode denunciar impiedosamente como tolo todos aqueles que se atrevem a discordar dele ou a interferir em seus planos.
Gasta dinheiro impensadamente e em curto período de tempo pode esbanjar todas as suas economias. Não sente restrições morais, e pode participar de numerosos atos sexuais promíscuos e de excesso de álcool. Embora tais pacientes raramente mostrem alucinações e delírios marcantes, apresentam mau julgamento e usualmente não tem autocompreensão de seu estado. Qualquer sugestão de que estão doentes e devem ser hospitalizados é recebida com desaforos encolerizados.
Mania aguda. Na mania aguda os sintomas são semelhantes ao da hipomania, mas são mais nítidos. Esta condição pode desenvolver-se a partir de uma reação hipomaníaca, ou desenvolver-se repentinamente, com pouco ou nenhum antecedente, a não ser curto período de insônia, irritabilidade e inquietação. O entusiasmo e a necessidade de atividade tornam-se mais visíveis, e o paciente pode rir as gargalhadas e falar aos gritos. Torna-se cada vez mais fanfarrão, ditatorial e dominador, e pode dar ordens para todo mundo, como se fosse um superditador.
A irritabilidade é facilmente provocada e o humor do paciente pode mudar rapidamente, da alegria para a cólera. O comportamento violento é comum e o paciente pode quebrar moveis danificar paredes, e até atacar enfermeiras ou outros pacientes. Está continuamente em movimento, anda de um lado para outro, gesticula para si mesmo, canta e bate nas portas e paredes, pedindo para ser libertado. Mostram desprezo por restrições morais e pode ser obscenos em sua linguagem, exibir seu corpo e fazer propostas sexuais aos que estão por perto.
Existe um movimento rápido de idéias, o que frequentemente leva a linguagem incoerente. A mudança nas idéias pode ser tão rápida que num movimento o paciente participa de atividades eróticas e, momento seguinte, apresenta uma profunda dissertação religiosa. Pode haver certa confusão e certa desorientação quanto a tempo, local e pessoa, com uma tendência para identificar erradamente as pessoas que o cercam. Podem ocorrer alucinações e delírios passageiros, em que o paciente pode ter idéias grandiosas de sua riqueza ou capacidade, ou em que pode ouvir vozes e conversar com pessoas que segundo imagina estão presentes.
De modo geral, no entanto, a compreensão e o julgamento são muito atingidos, e os períodos de autoconhecimento são logo seguidos por retomada de atividade maníaca. Nas reações maníacas agudas, os sintomas mais notáveis são: humor irritável e entusiasmo, maior rapidez de idéias irracionais, mudança rápida e freqüente de pensamento, extrema superatividade psicomotora.
Mania delirante. No tipo mais grave de reação maníaca, o paciente fica confuso, extremamente excitado e violento. A condição pode desenvolver-se a partir de hipomania ou mania aguda, mas é mais freqüente que apareça de repente e com poucos sinais de advertência. O paciente é incoerente e muito desorientado. Não avalia seu ambiente e pode ter vivas alucinações auditivas e visuais. É impossível conversar com ele ou manter sua atenção.
Apresenta a mais extrema superatividade motora, é violento e destrutivo, e passa os dias e as noites a andar, cantar, gritar, gesticular e a fazer discursos incoerentes. Seus olhos podem apresentar um brilho peculiar, e sua fisionomia pode estar tão transtornada que não pode ser reconhecido. Pode recusar alimento num momento, e no momento seguinte devorar tudo que puder pegar. Seu comportamento é obsceno e não sente qualquer forma de vergonha; seus hábitos de higiene pessoal ficam inteiramente deteriorados.
Pode esfregar fezes no corpo ou nas paredes. É extremamente perigoso para os que estão próximos e pode ferir-se gravemente. Nessa condição o paciente perde peso rapidamente e pode ficar totalmente exausto. Todas as funções do corpo são muito sobrecarregadas, e são muito grandes as possibilidades de intoxicação e infecção por várias doenças.
Fonte: Coleman, J. C. - Distúrbios Psicológicos

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Mulher com arquétipo Atena.

Andréia mulher de trinta e cinco anos, solteira, executiva de sucesso. Possui doutorado em Economia, domina muito bem vários idiomas.

Como a deusa grega Atena, Andréia nasceu da cabeça do pai, com pouca percepção de que tinha uma mãe. Como Atena, uma mulher que em algum ponto, inconscientemente se identificou mais com o pai e o elemento masculino do que com a mãe e o feminino. As filhas do pai tendem a ser competentes, sociais e confiantes; com exceção, talvez de sua própria feminilidade, que não se expressa de forma atraente, podendo, portanto ser banida para a sombra.

Como uma deusa guerreira, aparece no mito carregando a espada e o escudo, e ela é uma virgem, isto é uma mulher auto-suficiente. Até o meio da vida, ela não sentiu desejo de se ligar permanentemente a nenhum homem, em parte porque, o papel tradicional da mulher parecia ser portador de uma desigualdade evidente, sempre havia prezado sua liberdade e independência, e sempre tivera muitos amigos homens.

No mito, mãe de Atena, Metis é devorado por Zeus. Sua mãe também em foi engolida pelo poder de seu semelhante a Zeus. Ela sacrificou uma vida profissional para se tornar esposa e mãe em tempo integral, e lentamente desapareceu dentro de sua depressão, tornando de alguma forma invisível para ela. O resultado disso foi que a esposa e mãe arquetípica acabou banida para a sombra.

Andréia é a mais velha de duas irmãs, sendo que sua irmã se identificou com sua mãe, assumindo qualidades do mundo feminino, sendo muito vaidosa e cultivando a beleza estética. Ela não entendia como sua irmã podia perder tempo em se enfeitar, usando maquilagem para ficar atraentes para os meninos. Desta maneira, muitas qualidades femininas foram banidas para sombra.

E como filha do pai, durante toda sua infância ficava fascinada em conversações e debates em torno da mesa, aprendendo desde cedo a nunca perder uma discussão, tornando sua mente racional e parecida com a do pai e deixando com isso de expressar sentimentos, os quais eram vistos como fragilidade.

Mas podemos entender também como uma defesa psíquica essa recusa do mundo feminino, do desabrochar da sexualidade e da sedução, em virtude do grande vínculo e identificação com o pai, e dessa forma ela não correria nenhum risco. O preço que ela pagou foi abandonar sua feminilidade para a sombra.

Ela possui um conflito interno entre se sentir poderosa no mundo e se sentir atraente como mulher. E segundo Bolen (1990), Atenas era protetora e conselheira e aliada de homens heróicos, ela tomou partido de Apolo, libertou Orestes e colocou os princípios patriarcais acima das ligações maternas; como arquétipo é seguida pelas mulheres de mente lógica, governadas mais pela razão do que pelo coração. Em vez de separar-se ou retirar-se, ela aprecia estar no meio da ação e do poder masculino. O elemento da deusa virgem a ajuda a evitar as complicações emocionais e sexuais com os homens com os quais trabalha intimamente. Ela pode ser companheira, colega ou confidente dos homens, sem desenvolver sentimentos eróticos ou intimidade emocional.

Como no mito, se a falta de empatia não mata suas amizades com outras mulheres sua necessidade de vencer pode fazê-lo. Pois as amigas se sentem intimidadas diante de seu comportamento competitivo que evita intimidades. Elas não se sentem parecidas nem com as mulheres tradicionais e nem com as feministas, com as quais elas podem se assemelhar, especialmente mulheres de carreira. (Bolen, 1990).

Andréia não gosta de homens românticos, sensíveis, de bom coração, são adjetivos para descrever homens perdedores. É impaciente com os sonhadores, não se impressiona com homens que estão em busca de alguma coisa relativa a subjetividade da vida, que não possuem decisão. Como no mito de Atenas, somente os heróis têm vez. Sente-se atraída pelos homens bem sucedidos. Ela valoriza os homens que vão atrás do que ela quer, que são fortes e possuem muitos recursos. Em seus relacionamentos ela divide os homens em amizades, e homens que podem ter uma relação sexual sem culpa e sem se envolver emocionalmente.

Ela esta desconectada de seu corpo, que é muito rígido e sem vida, não tomando consciência dele até que fique doente ou ferido, ou quando ganha uns quilos a mais. Ela não gosta da mulher tipo Afrodite, que esbanja sexualidade, nem é dada ao flerte ou ao romantismo, lhe parece muito vulgar. Podemos entender essa repulsa como uma projeção de sua sombra e um desejo inconsciente.

Segundo Bolen, (1990) a mulher tipo Atenas frequentemente permanece celibatária por longos períodos na sua vida de adulta, enquanto enfoca seus esforços na carreira.

Hoje toda sua angustia e ansiedade esta voltada para encontrar um homem a quem possa amar e se entregar. Onde não precise competir com ele de alguma forma. Ela se sente muito segura quando esta diante de diretores da empresa expondo seus projetos e pontos de vista. Vivendo muito bem o seu lado masculino, social e profissional, sendo muito competente.

Mas quando precisa lidar com seus sentimentos, e se vê diante de um homem que sente atraída, tudo isso cai por terra, se sentindo uma verdadeira criança, insegura e apavorada, surgindo sintomas psicossomáticos como dor de barriga, dor de cabeça etc.

A identificação com o feminino, os sentimentos que foram banidos para a sombra, estão alienados de sua consciência, principalmente os sentimentos de raiva que ela racionaliza. É como que todos os sentimentos estivessem enterrados na sombra inconscientemente.

Viver como Atenas, segundo Bolen (1990), significa viver inteligentemente e agir premeditadamente no mundo. A mulher que age assim leva uma vida unilateral e vive para seu trabalho. Ainda que aprecie a companhia de outros, tem falta de intensidade emocional, atração erótica, intimidade, paixão ou êxtase. Ela também é poupada do profundo desespero e sofrimento que podem acompanhar as ligações com os outros ou a necessidade deles. A exclusiva identificação com a racional desliga a mulher de toda a cadeia e intensidade da emoção humana.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Transtorno bipolar, distúrbio bipolar, depressão, fatores psicológicos. Campinas

Tratamento de Transtorno Bipolar em Campians.
Fatores psicológicos
Ao estudar pacientes com transtorno bipolar e ao trabalhar com eles, muitos pesquisadores impressionaram-se com a elevada incidência de situações de tensão que, aparentemente, precipitaram o colapso psicótico. Verificaram que aproximadamente 80% de seus pacientes tinham tido situações perturbadoras de vida que estavam dinamicamente ligadas ao aparecimento da doença.

Essas tensões emocionais precipitantes podem ser colocadas em três categorias:
a) a morte de uma pessoa amada; uma pessoa importante para o paciente.
b) Fracasso numa relação interpessoal importante, geralmente com o cônjuge.
c) Grave decepção ou derrota no trabalho a que o individuo dedicou toda a sua vida.
d)
Essas três condições precipitantes incluem a perda de algo de grande valor para o paciente e representam abandono, fracasso e perda de sentido em sua existência.
a) padrões de mania. Nas reações maníacas o paciente gasta muita energia, tenta negar seu fracasso e sua inadequação, e desempenhar um papel de competência. Torna-se cada vez mais hiperativo nesse papel, empreendendo atividades continuas.

Embora nunca complete seus projetos, está tão ocupado com deveres e planos importantes, que se acha extraordinariamente competente e capaz. É mais forte que qualquer problema e o mundo é seu. Tudo se passa como se superasse duvidas subjacentes a seu respeito e afastasse a angustia pelo simples peso de atividade. Uma vez que se adote esse modo de enfrentar dificuldades, ele e mantido até que cheque a exaustão emocional, pois a única alternativa é um reconhecimento de derrota e inevitável depressão.

b) padrões de depressão. Encontramos uma situação de tensão que é excessiva para o paciente, embora reaja de outra forma. Em vez fugir, o paciente deprimido tende a acusar-se por dificuldades e a sentir que é pessoa irremediavelmente inadequada e sem valor. Aparentemente sua rígida consciência moral leva a uma reação intropunitiva as dificuldades de vida, e a hostilidade, provocada por suas frustrações e seus fracassos, se volta para dentro do eu, em vez de ser voltada para o mundo externo.

O paciente deprimido aparentemente consegue certo alivio para seu estado de tensão intolerável ao admitir a derrota e ao desistir de lutar. Além disso, a redução rápida dos processos de pensamentos pode servir para reduzir seu sofrimento, pois reduz a quantidade de pensamentos dolorosos. No entanto, os sentimentos de alivio são conseguidos a custa de seu sentido de adequação e amor-próprio e, por isso, são acompanhados por auto-acusação e intensos sentimentos de culpa.

Se uma pessoa desse tipo enfrentar uma situação que represente para ela uma frustração ou uma perda intolerável, ficará bloqueada, paralisada. A perda e a frustração podem ser enfrentadas com o afastamento de interesse pelo mundo externo e seus objetos, de forma que a pessoa recolhe seus tentáculos, separa-se do mundo externo, abandona as ligações e as responsabilidades emocionais, fica dominada pela magnitude da tarefa, ou de seu fracasso, e cria sentimentos de remorso, de catástrofes.

Por causa do bloqueio e da frustração do impulso que se dirige para o mundo externo, este será recolhido para a pessoa e usado para inibir e deter qualquer tentativa de expressão da libido. Finalmente, pode ser usado para agressão contra o eu.
Para tratamento de transtorno bipolar em Campinas, utilizo a psicoterapia, hipnose, regressão e EMDR.

Transtorno bipolar, distúrbio bipolar. Campinas

Tratamento de transtorno bipolar em Campinas.
O quadro clínico nas reações de transtorno bipolar (maníaco-depressivas) é colorido pela disposição emocional do paciente, que pode ser de entusiasmo ou depressão. Nesse quadro afetivo pode haver vários sintomas psicológicos e comportamentais.

Nas reações maníacas existem sentimentos de muito otimismo, acompanhados por aceleração de processos de pensamento e atividades motoras. O paciente fala alto e fica agitado, parece ter energia e entusiasmo sem limites, e participa de todos os tipos de atividades. Apresenta dificuldade de concentração, distrai-se facilmente, e muda rapidamente de tendência de pensamento e atividade. O seu julgamento é imperfeito e as restrições sexuais são reduzidas. Os delírios de grandeza são comuns. Pode-se se ver como o senhor do mundo, o mais notável cientista que já houve, ou um grande profeta que pode resolver os problemas de toda a humanidade.

Nas reações de depressão, o paciente tem um sentimento de profunda tristeza e solidão, e todo o mundo se torna cinzento e despido de alegria. Nada mais parece ter valor, tudo é dominado pelo vazio, apenas coisas más podem ser esperadas. O comportamento e os processos de pensamento se tornam lentos. O paciente fala lentamente e com voz monótona. Limita-se a respostas rápidas as perguntas que lhe são feitas.

Raramente faz perguntas; evita pessoas e tem uma expressão facial desatenta e uma postura curvada. São comuns os delírios hipocondríacos e de auto-acusação. O paciente pode acusar-se de ter cometido vários crimes, ter participado de atos sexuais imorais, terem sido egoísta e desumano com relação a pessoas amadas. Sente-se culpado de pecados imperdoáveis, e considera-se como pessoa fundamentalmente sem valor e que não pode continuar a viver.

Pode estar convecido de ter uma doença incurável, de que seus órgãos internos desapareceram ou que estão apodrecendo, que seu corpo esta passando por mudanças estranhas.

Nas reações de transtorno bipolar mais grave comumente se observam alucinações. Muitas vezes são um pouco fragmentadas e podem incluir grande amplitude de conteúdo como: (...) conversar com Deus, ouvia frases de pessoas mortas, vê o demônio e as chamas do inferno, pessoas falando através do estomago.

Aproximadamente 75% por centro dos casos de depressão apresentam idéias de suicídio e aproximadamente de 10% a 15% tentam de fato.

Embora os pacientes maníacos possam tornar-se hostis se sofrerem interferência, e embora possam praticar ataques físicos contra outras pessoas, raramente matam alguém.

Comparadas às outras psicoses, as reações de transtorno bipolar são de curta duração. Geralmente aparece sob a forma de ataques que se desenvolvem, depois o paciente geralmente volta a um estado de normalidade sem apresentar deterioração mental.
Tratamento de Transtorno bipolar em Campinas.

sábado, 18 de setembro de 2010

Alfagenia, hipnose. Campinas

Alfagenia éuma técnica de relaxamento rápida, onde a pessoa fica consciente, porém sob o efeito alfa. Terapeuta leva o o indivíduo a visualizar através de sua imaginação, uma tela mental e incentiva-o acreditar que está sendo eliminado todos os incomodos sendo (físicos, mentais, emocionais a níveis conscientes e inconscientes.

A Alfagenia incentiva a capacidade que todos os seres humanos possuem de administrar o pensamento, especialmente com a imaginação com intensidade e amplitude da neuroeletricidade. A técnica atual, moderna e científica, possibilita levar qualquer pessoa ao estágio alfa em alguns segundos.

O uso desta ciência é sem limites, pois sua aplicação abrange os campos físico e psicológico, principalmente na saúde, medicina, odontologia, psicologia e medicina complementar. O ser humano é formado por três partes: Corpo físico, mente. Estas partes estão interligadas.

Ao término da aplicação da Alfagenia é feito uma programação mental, onde o individuo aprenderá administrar as suas próprias emoções com inteligência e sabedoria, adotando novos hábitos saudáveis de vida e resgatando a sua auto-estima, autoconfiança, auto-imagem e autovalorização.

Não é à vontade e sim a imaginação que nos faz agir. Ao usar a imaginação a pessoa reproduz os mesmos efeitos fisiológicos e psicológicos correspondentes à impressão que teve com a realidade, de maneira a excitar os mesmos nervos quando da sensação primitiva.

Quando relaxamos, assistimos televisão, ou antes, de dormir produzimos ondas alfa. Quando estamos em alfa estamos em estado propício para a criação de arquivos de memória e bastante expostos à sugestão das mensagens recebidas, afirma o criador da da Alfagenia, Prof. Erimá Moreira.

Através da Alfagenia a pessoa poderá se auto-induzir em ondas de baixa freqüência e aplicar este estado na administração mental para a sua auto-regulação de comportamentos. Deste modo, consegue regular os seus pensamentos, palavras e atitudes, obtendo o resultado que desejado.

Não há limite para o uso dessa técnica, pois sua aplicação abrange os campos: físico, mental e espiritual. Com o auxílio dessa terapia, muitas disfunções podem ser curadas ou aliviadas, tais como obesidade, baixa-estima, dentre outras, pelo simples fato da pessoa conseguir visualizar que em breve estará melhor ou até mesmo curada. Mas é fundamental que ela creia firmemente que será curada.

Sugestão hipnótica, hipnose, hipnoterapia. Campinas

Sugestão é a imposição temporária da vontade de uma pessoa no cérebro de outra (ou no seu próprio) por um processo puramente mental. Um professor que todos os dias repete os mesmos preceitos e ensinamentos a seus alunos está, em verdade, impondo-lhes suas opiniões. O pai que censura o filho por algum erro está, de algum modo, inculcando novos padrões de conduta na mente do garoto. A mãe que acaricia seu filho tenta por meio desse carinho, acalmar, motivar e equilibar o emocional da criança. Na verdade, se observarmos direitinho, tudo isso é sugestão. Tudo nesse mundo é sugestão; nossas próprias idéias não são nossas, são “sugestões” que admitimos e incorporamos à nossa memória como sendo nossas e passam a ser as “nossas verdades”. E nenhuma “hipnose” é necessária para aceitarmos estas sugestões, não é verdade? Elas chegam até nós e tomam a nossa mente com a maior naturalidade.

Outros agentes externos também produzem efeitos sugestivos sobre nós; um livro, um acidente, um filme, os acordes de uma música ou até mesmo um gesto de uma pessoa podem encher nosso espírito das mais diversas impressões, que vão da felicidade à dor. E isso tudo é “sugestão”.

Ninguém contesta também o fato de que o ser humano é, naturalmente, inclinado a obedecer. Afinal de contas, somos eternos aprendizes e, aprendizagem, de certa forma é uma espécie de obediência, de acatamento, de concordância, mesmo nas circunstâncias contestatórias. Porém, isso não quer dizer que estamos todos condenados a obedecer sistematicamente e que sempre seguiremos as sugestões que nos forem enviadas. Mesmo no estado hipnótico a sugestão não é todo poderosa; ela tem suas limitações positivas.

Assim sendo, podemos dizer que a sugestão hipnótica é uma ordem obedecida por uma pessoa em estado de sono induzido, por alguns segundos; no máximo por alguns minutos. Não pode ser comparada, a não ser vagamente, às sugestões em estado de vigília, comunicadas a indivíduos que nunca estiveram sob influência hipnótica. A sugestão hipnótica pode ser repetida, mas é absolutamente impotente para transformar – como já se afirmou – um criminoso em um homem honesto ou vice-versa.

Napoleão costumava dizer que “a imaginação controla o mundo”. Realmente, se você estiver numa rodinha de amigos e surpreendê-los informando que há uma epidemia de piolhos no bairro, poderá reparar que em poucos minutos todos estarão coçando a cabeça, expressando preocupação.

Assim como um eletrocardiograma acusa os mais finos impulsos elétricos de seu coração, o eletroencefalograma também demonstra os menores impulsos elétricos do seu cérebro. Se alguém se sente realmente ameaçado por um inimigo, surgem então no eletroencefalograma registros que são exatamente iguais aos que se originam quando alguém apenas imagina que está sendo ameaçado. Se alguém tem a certeza que está passando por um grande vexame, as curvas do seu eletroencefalograma se assemelham por completo às que teria apenas com a imaginação viva de estar se tornando alvo do vexame.

Podemos, desta forma, estabelecer alguns princípios fundamentais sobre a ação/reação da imaginação sobre a realidade.

1 – O que determina o nosso modo de agir não é a realidade existente, mas aquilo em que cremos e que, para nós, é a verdade. A pessoa que se sente ameaçada ou perseguida, mesmo que não haja nenhum perigo em torno dela e que nada lhe ameace, vive com medo da sua realidade que, mesmo sem ter relação com a realidade externa, é muito poderosa para ela.

2 – A imaginação é capaz de provocar alterações de toda sorte no organismo de uma pessoa. E, comprovadamente, estas alterações têm correlação qualitativa: pensamentos positivos – fé, amor, esperança, alegria etc. – provocam reações saudáveis na pessoa. Sentimentos negativos – ódio, ressentimento, medo etc. – provocam reações desagradáveis, como por exemplo, dores assintomáticas, prisão de ventre, indisposição estomacal, insônia e, segundo comprovam as pesquisas, também fazem baixar o nível imunológico tornando a pessoa predisposta à infecções de diversos tipos.

3 – Tudo o que pensamos, com clareza e firmeza, transplanta-se, dentro dos limites do bom senso, para a faixa somática. Ao imaginarmos que estamos comendo uma fatia gostosa de abacaxi, não raro as glândulas salivares começam a segregar saliva, já repararam isso? Se imaginarmos, com firmeza, que não podemos fazer uma coisa, por exemplo, soltar as mãos fortemente encaixadas uma na outra, então não poderemos mesmo.

4 – Nosso consciente é constantemente influenciado pelo subconsciente. Desta forma, podemos programar nosso subconsciente para o sucesso da mesma forma como podemos programá-lo para o fracasso.

5 – Quando o intelecto e a imaginação têm pontos de vistas diferentes, vence sempre a imaginação (como definiu Coué). Ela é mais forte que a inteligência. Mesmo sabendo (intelecto) dos riscos estéticos de ficar comendo doces a toda hora, poucos resistem à idéia (imaginação) de provar uma fatia daquele pudim de laranja gostoso que está na geladeira. Assim sendo, nenhuma pessoa inteligente deve fazer tentativas a partir, exclusivamente, da “força de vontade”. Antes disso, ela precisa, necessariamente, reprogramar sua imaginação.

6 – O acesso mais fácil para o subconsciente é o estado de total relaxamento. Quando as ondas cerebrais caem para em torno de oito ciclos por segundo – nível alfa – abrem-se os poros do nosso subconsciente.

Vamos ver, então, como atingir este estado de | total relaxamento |, que é o ponto de partida para modificarmos – de acordo com as nossas necessidades e interesses – os padrões existentes no nosso subconsciente.

Hipnose e mitos. Campinas

Quando se usa a hipnose para tratar um problema físico ou psicológico, chamamos o processo de hipnose clínica ou de hipnoterapia. A hipnose pode ser definida como um estado alterado de consciência ou percepção. Em termos simples, a hipnose é um estado de profundo relaxamento no qual o consciente e o inconsciente do paciente podem ser focalizados para ficarem mais receptivos à sugestão terapêutica.

Quase todo mundo já experimentou alguma forma de hipnose em algum momento da sua vida. Pense numa vez em que você dirigia em uma estrada e se pegou, por um breve momento, inconsciente daquilo que estava fazendo, ou uma vez em que estava tão envolvido em um programa de televisão que nem se deu conta quando alguém entrou na sala. Na verdade, toda hipnose é auto-hipnose e o paciente está sempre no controle. Não há nada a temer, porque a hipnose é um processo completamente seguro quando é usada profissionalmente. O relaxamento que você vai experimentar será agradável e regenerador.

A hipnose pode ser usada em que problemas emocionais ou físicos. Como tabagismo, emagrecimento, fobias, depressão, ansiedade, problemas sexuais, alcoolismo, problemas de fala, terapia de regressão de idade, dores crônicas, auto-estima e fortalecimento do ego e melhoras na concentração ou memória.

também para anestesia e cirurgia, doenças psicossomáticas, ginecologia e obstetrícia, controle de sangramento, tratamento de queimaduras, dermatologia, pediatria (enurese noturna, pesadelos, timidez e inadaptação), controle da dor, controle de vícios.

Na Odontologia: medo de ir ao dentista, cirurgia odontológica, bruxismo, controle de sangramento, controle da salivação excessiva e da dor, etc.

O psicólogo deve tomar a decisão quanto à aplicabilidade do tratamento da hipnose. Ele deve obter um histórico completo do paciente para determinar se existem condições físicas ou emocionais que contra-indiquem o uso da hipnose. Nos problemas emocionais severos como a psicose e estados “borderline”, a hipnoterapia pode ser inadequada.

Nas mãos de um hipnólogo qualificado, não haverá perigo nenhum na utilização da hipnose. Como o paciente está no controle, não há dificuldade em sair do estado hipnótico. O hipnólogo fará um histórico completo antes de usar a hipnose e, se existir qualquer contra-indicação ao seu uso, um outro tratamento será indicado.

Toda hipnose é auto-hipnose. O profissional assume o papel de agente ou instrutor para ajudá-lo a conseguir este estado agradável. Alguns hipnólogos gravam fitas para seus pacientes, para serem usadas entre as sessões ou no lugar de sessões repetitivas. Um bom exemplo é o uso da hipnose no tratamento de dores crônicas, onde muitas vezes, fitas são usadas pelo paciente conforme a sua necessidade.

Um dos maiores mitos sobre hipnose é que você perderá a consciência. A hipnose é um estado alterado de consciência, porém não se perde a consciência. A pessoa ficará ciente de tudo em cada momento e ouvirá tudo que o hipnólogo estiver dizendo.

A sua vontade não se enfraquecerá ou mudará de forma alguma. Você está no controle e, se desejar por qualquer razão sair do estado hipnótico, pode fazer isso simplesmente abrindo os olhos. Você não pode ser forçado a fazer nada contra a sua vontade. Os hipnotistas de palco gostam de que a platéia acredite que eles têm o controle absoluto sobre os seus sujeitos. O profissional deixa claro que o paciente tem o controle.

O paciente não começa, espontaneamente, a falar ou revelar informações que gostaria de manter em segredo. Você pode falar durante a hipnose e seu hipnólogo pode querer usar uma técnica que inclui conversa para ajudá-lo em seu problema.

A hipnose não é igual ao sono. O padrão do eletroencefalograma durante a hipnose é diferente do padrão do eletroencefalograma durante o sono.

Hipnose Ericksoniana. Campinas


Hipnose em Campinas.
A Hipnose Ericksoniana é uma abordagem feita sob medida para cada tipo de paciente, focada na solução do problema e baseada na utilização de tudo aquilo que o paciente traz, inclusive a resistência à sua própria melhora. Milton Erickson introduziu a utilização de uma abordagem naturalista contando estórias, aplicando técnicas de hipnose e levando o paciente a se libertar dos conflitos emocionais.

O trabalho de Erickson começou naturalmente ao longo de sua vida. Ele era especialmente diferente! Contam que uma vez, nos arredores da fazendinha onde morava, ele andava a pé com alguns amigos, quando viu um cavalo passando a galope perdido. Ele pegou o cavalo, subiu em cima dele a pêlo e disse aos colegas que o levaria de volta à sua casa. Os colegas duvidaram e perguntaram como ele faria isso, como devolveria o cavalo à fazenda de onde ele viera? Ele respondeu que bastaria mantê-lo na estrada, sem deixá-lo pastar nas gramíneas, que ele voltaria naturalmente. Foi exatamente o que o cavalo fez. Erickson manteve-o em curso e ele mesmo encaminhou-se ao seu verdadeiro destino.

A psicoterapia focada na solução do problema tem este mesmo princípio. Todo conflito é uma tentativa natural da busca de cura. Se seguirmos o que o problema procura e dermos um caminho melhor, mais seguro e sem conflitos, com certeza a mente vai preferir!

Busca-se entender o que o sintoma quer dizer e que naturalmente está buscando alívio de conflitos subjacentes a situações paradoxais da mente, ou seja, tentar obedecer a ordens contraditórias simultaneamente.

O trabalho fica atento ao verdadeiro caminho do sintoma, a natureza daquele paciente e procuramos fazer a terapia sob medida, buscando caminhos que levem à verdadeira essência do melhor para o alívio do sofrimento.

Erickson era habilíssimo no uso da terapia estratégica e da hipnose, contando estórias, fazendo confusão mental, induzindo hipnose abria caminhos novos para a solução dos problemas.

A partir dos anos 80, iniciou-se a abordagem ericksoniana. É uma terapia estratégica, mais rápida em suas respostas e que se trabalha com indução de hipnose e a utilização de metáforas, de uma forma indireta.

Conceito de hipnose

Hipnose é um estado alternativo de consciência aplicada, onde o sujeito permanece acordado todo o tempo, mas experimenta sensações, sentimentos, imagens, regressões, anestesia, parestesias e outros fenômenos hipnóticos enquanto está neste estado.

Na prática terapêutica da hipnose, você pode usar métodos tradicionais de induzir a hipnose, ou utilizar das características pessoais de cada sujeito e de cada problema para criar técnicas inusitadas.

Utilizar os padrões pessoais de cada um ajuda eliciar uma hipnose natural, quase espontânea, e é muito melhor do que obrigar o sujeito a se submeter às técnicas tradicionais de hipnose, ou se submeter às sugestões limitadas do hipnoterapeuta em sua visão do problema. As falhas na terapia hipnótica e no trabalho experencial vêm exatamente de achar que o paciente vai reagir como um expectador que executa comandos de acordo com os entendimentos do hipnoterapeuta, e não reconhecendo o sujeito com sua personalidade e seus padrões pessoais de resposta e comportamento.

Na prática da hipnose terapêutica, mesmo usando técnicas já prontas de indução da hipnose, o terapeuta, querendo ou não, vai já realizar a utilização daquilo que o paciente traz. Uns pacientes gostam de relaxar, outros preferem imaginação ativa, outros preferem que se contem histórias, e assim o terapeuta, ao introduzir a hipnose, vai costurando sob medida tudo que melhor couber no paciente, para mostrar novas saídas àquilo que lhe traz sofrimento.

Utilizo a Hipnose em Campinas como psicoterapia breve, para tratamento de fobias, depressão e ansiedade.

Hipnose. Campinas

Técnicas de hipnose

A indução hipnótica baseia-se na absorção da atenção, focando seu pensamento e as sensações no âmbito dos cinco sentidos. Conversando uma conversa calma, pausada e bem focada naquilo que o paciente consegue ficar absorvido, você faz uma indução hipnótica.

Há pessoas que são facilmente hipnotizáveis. Elas já se deixam levar por uma voz suave, por um ritmo de respiração agradável, por uma música suave, ou por um relaxamento. Há outras pessoas que são hiperativas, ou muito agitadas. Não dá para induzi-las ao transe através de um relaxamento, ou de uma técnica de respiração. Primeiro é preciso fazer uma abordagem sob medida. Se o paciente gosta de ouvir estórias, conte estórias. Se o paciente observa muitos detalhes, coloque muitos detalhes na indução.

O importante é saber que todo mundo entra em transe. A hipnose é um estado de ampliar a consciência. Um atleta correndo pode entrar num estado de transe e ter maravilhosos “insights” enquanto corre. Ele conversa consigo mesmo. A hipnose nada mais é do que um estado acordado de consciência ampliada e voltada para dentro de si mesmo.

Portanto, quando você for utilizar a hipnose é preciso aprender a ver como é a atenção deste paciente. Se ele for um sujeito focado, foque em alguma absorção única (a cor do mar, a respiração, o relaxamento dos músculos etc.). Se ele tiver uma atenção difusa, procure dar muitos estímulos.

Esqueleto geral da hipnose

1) Absorção da atenção

Utilize linguagem permissiva:

Você pode ir me ouvindo agora – Pressuposição

Enquanto sua respiração vai se abrindo – Yes set

Você pode ouvir minhas palavras

Você pode ouvir os barulhos da sala

Você pode ouvir o som da sua respiração

Enquanto sua mente mais profunda pode ir mais profundamente

Talvez você sinta seu corpo se acomodando

Talvez você sinta seus pés se apoiando no chão

Talvez você sinta suas costas se acomodando

Mas sua mente inconsciente já pode ir se acomodando mais profundamente – No set

E aos poucos sua mente inconsciente vai me ouvindo

Enquanto sua mente inconsciente pode pensar coisas mais interessantes sobre você – Duplo vínculo

2) Ratificação

Enquanto você está me ouvindo já percebo em você algumas mudanças...

Seu pulso mudou

Seu semblante está mais suave

Sua respiração está mais calma

3) Eliciação

E agora. você pode imaginar _________.

regredir _________.

Ter uma linda imagem de um lugar agradável

etc...

A indução é construída numa linguagem permissiva com conteúdos sugestivos de aprofundar para dentro de você. Alguns pacientes levam minutos (2 a 5 min.) para entrar em transe, enquanto outros levam de 15 min até 1 hora. Veja como é tudo muito variável. Vá aprendendo a fazer a indução na medida do seu paciente.

A hipnoterapia de Erickson é única para cada cliente, e até mesmo mudanças radicais ou criar uma indução nova para cada paciente.

Indução.

A hipnose é um estado contemplativo interior. Que podemos alcançá-lo de várias maneiras, e uma maneira muito agradável é você imaginar um lugar que você adora.

Quando estamos muito ansiosos ou angustiados, a respiração fica curta e ineficaz. Por vezes, suspiramos nos momentos mais tensos. Nada melhor do que usar da sua própria respiração para induzir o transe da hipnose. Todo mundo respira e melhorar a respiração ajuda a todo mundo. Portanto, usar as técnicas de respiração para colocar seu paciente em transe é muito bem vindo.

Você pode começar falando sobre a angústia, palavra que significa peito apertado...

... Nada melhor do que parar por um momento e deixar o pensamento fluir... apenas feche seus olhos e deixe sua respiração correr em ritmo bem natural... não force nada... apenas observe você respirando... observe o ritmo da respiração... observe o ar entrando e saindo... e aos poucos tudo vai se acomodando saudavelmente dentro de você... a respiração é importantíssima! Além das trocas gasosas, levando o oxigênio... saudável a todas as suas células... retira o corpo o gás carbônico e as toxinas... mas além disso... tem outra função (de acordo com Teresa Robles), a função de digerir a emoção!... Você já reparou que falamos assim... espera um minutinho, me deixa tomar fôlego!... pois então, é hora de você respirar o oxigênio e digerir emoções presas lá dentro de você... enquanto você inspira o oxigênio... vai soltando protegidamente as dores... os dissabores... vai abrindo seu peito... deixando o oxigênio, a saúde ir entrando agradavelmente aí dentro de você... e como é gostoso poder fechar os olhos e abrir a mente... abrir sua respiração nesta troca saudável e tranqüila... e aos poucos você pode ir soltando seu corpo... descansando sua mente... sentindo sensações agradáveis só a você e se deixar ir mais e mais profundamente numa agradável sensação de paz e bem estar...

A partir deste ponto você pode continuar esta indução eliciando fenômenos hipnóticos. Como por exemplo, pedindo uma anestesia ou analgesia; ou regredindo seu paciente a algum momento traumático que necessita ser trabalhado; ou usando técnicas de imaginação ativa de Epstein; ou contando metáforas que façam alguma comunicação indireta.

Todo o tempo, você pode enxertar palavras permissivas como... você pode ir aprendendo... você pode ir mais e mais profundamente para dentro de você... você pode escutar sua mente mais profunda e sábia... você pode descobrir novos significados/saídas para isto que você está vivendo... você pode ir desfrutando e aprendendo mais e mais ao ouvir esta estória ou fazendo este exercício...

Assim, aos poucos, você pode ir modelando a hipnose de acordo com o jeito de o seu paciente entrar em transe. Você também pode ir induzindo a hipnose, apenas usando a linguagem hipnótica permissiva. Você pode ir falando ora da respiração, se o paciente for mais ansioso; ora do relaxamento se o paciente for mais calmo ou estiver mais deprimido, ora de um lugar seguro para distrair a mente. Deste modo, você leva naturalmente seu paciente ao estado de atenção mais interna sobre ele mesmo, que nós chamamos de hipnose.

O seu próprio paciente vai lhe dizer o que ele preferiu mais e você pode ir criando, a cada sessão, alguma novidade no modelo preferido desta pessoa.

Você irá encontrar muitos livros interessantes que lhe dão muitas técnicas hipnóticas para você utilizar como indução de transe. Mas lembre-se, apenas para induzir a hipnose neste sujeito! O principal, a terapia sob medida, é única para cada pessoa e seu problema. A partir do momento em que o cliente já está em estado de hipnose, você começa a trabalhar a liberação dos traumas, o sintoma, a dor, seja lá o que for.

Neste ponto, entra aquele esquema de terapia sob medida que vimos anteriormente. Temos técnicas mais avançadas para trabalhar com traumas como as técnicas de regressão, de palco e conversação ativa com as pessoas que causaram o trauma, técnicas de perdão, de imaginação ativa do futuro que você também achará nos livros de psicoterapia Ericksoniana.

É importante dizer que a terapia vai enfocar o sintoma e aonde o sintoma quer chegar – a solução de um conflito. Vamos dar um caminho mais saudável, adulto de lidar com situações traumáticas.

Todo ser humano passa por momentos difíceis, ainda quando criança e não tem a habilidade para sair de situações do gênero. Acaba por adotar maneiras infantis de lidar com conflitos e tornam-se “crenças limitantes”. Sempre que aquele tipo de situação aparece, mesmo já adulto, se reage como a criança interior. Ela tem lá dentro, um sistema de alarme que é ativado toda vez que o gatilho é disparado. Só sabe responder da forma que a mente infantil respondeu há anos atrás.
Clínica de Hipnose em Campinas.

Adolescente. ausência paterna. Campinas

A sociedade destina muito pouco espaço à figura paterna em relação ao cuidado com os filhos, seja na sua atuação diante da família e na socialização dos seus membros.

Em virtude da nova organização do núcleo familiar burguês, onde a educação de seus membros ficou sendo exclusiva dos pais, e não mais da sociedade. Onde a mulher ficou sendo responsável pela educação dos filhos, cabendo também o controle da sexualidade, e ao pai coube o papel de provedor da família, além de exercer sua autoridade.

Podemos entender que, enquanto o pai exerce seu papel como provedor da família, sua relação com seu filho se torna mais distante afetivamente, e com isso ocorre uma barreira para a comunicação e demonstração de afeto.

O distanciamento afetivo do pai, com seu silêncio, e mutismo, devem ser entendidos pelos vínculos relacionados também com seus pais, e com o nascimento de seu filho, isto é como ser pai. Parseval mostra que o precário envolvimento do papel masculino no nascimento do filho, deve ser entendido por ser apenas o genitor, e mesmo com isso nunca tem a certeza de sua condição de pai.

E continua o autor, dizendo que em nossa sociedade o útero é o principal vetor da gestação, e que após a participação ao pai com o esperma, ao longo da gestação a importância do pai é reduzida, cabendo-lhe apenas a espera.

Segundo Trindade e Bruns (1999), assim como na gestação, e depois a amamentação do bebê, o homem também é excluído, criando um silêncio que se instaura no que se refere à participação, e que será quebrado, timidamente, quando o bebê tiver com seus dois ou três anos de idade.

De acordo com essas autoras, os conceitos de maternidade e paternidade são construídos culturalmente, em razão do processo social de construção da identidade de gênero do homem e da mulher, que internalizam funções diferentes, e que acabam por ser considerados naturais, havendo uma tendência a tornar natural a intimidade feminina e o afastamento masculino.

A vivência dos meninos em relação à intimidade sem dúvida reflete-se no modo de se tornarem adultos diante da paternidade, ao contrário das mulheres, os futuros pais tornar-se-ão distantes dos filhos, por não ter aprendido a vivenciar relações de intimidade com seus pais. Quanto aos aspectos psicológicos, Nolasco, acredita que dada a trajetória da construção da própria masculinidade, muitos homens ainda têm dificuldades para expressar e vivenciar sua afetividade. Porque se refere à identificação do pai com seu filho e também com seu próprio pai, o avô de seu filho e o pai acaba transferindo para os filhos muitos de seus anseios e fantasias.

Podemos observar que a figura paterna é muito importante para o desenvolvimento da personalidade do adolescente, e a sua ausência tanto a nível físico como emocional pode trazer danos ao desenvolvimento psicológico do adolescente.

E em nossa realidade social, tem mostrado a ausência paterna com um fator muito comum na atualidade, com a divisão de papeis, onde o homem ainda continua delegando à mulher a educação dos filhos criando uma distância afetiva, pelas condições de trabalho e quanto ao crescente número de separações conjugais.

Um pai ausente ou psicologicamente fraco, causará danos à identidade genital do filho, e que este terá dificuldade em assumir-se como homem. A ausência paterna em nossa sociedade tem se tornado muito freqüente, e que essa falta deixa profundas marcas no ego da criança.

Segundo Corneau, quando um menino não possui um pai em quem possa se apoiar, em vez de desenvolver sua identidade positiva em relação ao pai, ele a desenvolve negativamente contra a mãe. O pai ajuda o filho a construir uma identidade interna, porque sua presença permite que ele tenha acesso a agressividade, a afirmação de si mesmo, tornando-se mais seguro de sua própria identidade.

Ele ainda diz que, uma identidade paterna negativa, causa uma desordem interna, que pode ir de um sentimento superficial de confusão até a desorganização mental, em virtude desse enfraquecimento interno, os homens vão tentar, por compensação, suprir a falta estruturando-se a partir do exterior.

Segundo Corneau, as crianças que não conheceram limites impostos pelo pai irão procurá-los em tudo, e com freqüência os encontrarão numa prisão.

O adolescente infrator sente o pai como ausente, e sente um desejo real de matá-lo. É devido ao fato de o pai simbólico estar ausente que o adolescente busca inconscientemente o juiz, com a esperança, de tornar-se vivo. O juiz pode, muitas vezes, modificar e orientar, ajudando-o a resgatar a possibilidade de encontrar uma lei, e a conviver em uma sociedade onde existem regras.

Quando falamos de ausente paterna, querendo dizendo não apenas no sentido físico (morto por desastre ou ausente por causa do divórcio dos pais), mas principalmente sua ausência afetiva na vida intrapsíquica do adolescente.

A falta do terceiro na relação com a criança e/ou adolescente impele o mesmo à delinqüência e ao cometimento de ato infracional. Cabendo a presença paterna a função de capacitar a criança a ter domínio da realidade, de não praticar o incesto, de não matar, de não roubar e aceitar que não pode fazer tudo que deseja sem conseqüências.

Toda lei, de alguma forma é frustrante, principalmente quando vem de fora, e é sentida pelo adolescente de maneira mais violenta, porque ocorreu tardiamente em seu desenvolvimento psíquico. Pois nesse caso não é mais o pai que impõe o limite, mas o juiz, e de forma mais severa, submetendo-o a medidas socioeducativas, tais como; advertências, obrigações de reparar o dano causado, prestação de serviços à comunidade, liberdade assistida e internação em estabelecimento educacional. Causando no adolescente uma frustração, decorrente de uma repressão educativa, que tem por finalidade impedir a liberação de seus impulsos agressivos.

O adolescente que comete infrações apresenta tendências destrutivas. São crianças que não puderam contar com os pais, esperam que a sociedade de alguma forma as proteja, mesmo que para isso tenham que cometer uma infração, denunciando que precisam de ajuda.

Com isso, podemos entender que quando o adolescente abandona sua casa, ele parte para sua jornada iniciática, para reconhecer o pai, para tornar-se homem. E com isso busca se identificar no pai coletivo, na sociedade, com homens que julgam fortes, como por exemplo, os traficantes, e ao entrar no grupo de delinqüentes.

Adolescente, identidade e crise. Campinas

O adolescente em sua jornada em busca da integração de sua personalidade enfrenta diversas dificuldades pelo caminho; como a demanda da sociedade, a escolha profissional, a separação gradual e necessária de sua família em busca de sua independência.

Ele necessita buscar sua própria identidade, separar da família de origem, deixando de ser conhecido como o filho de fulano, para ser reconhecido pelo outro como uma identidade própria, e esse reconhecimento o ajuda a encontrar um lugar seguro na sociedade.

A identidade é característica de cada momento evolutivo, onde o adolescente se prepara para entrar no mundo do adulto.

É um período de turbulência e de instabilidade, de ansiedade adolescente, e é caracterizado pelo feito biopsicodinâmico, que determina o processo da conquista da identidade adulta, e em cada fase evolutiva, o indivíduo precisa desenvolver sua autocognição biológica, psicológica e social.

A identidade segundo Erikson, é processo psicossocial, que leva em consideração a integração da personalidade, e não pode ser entendida apenas pelas fases do desenvolvimento psicosexual, mas depende de uma constante reorganização que culmina a fase da adolescência, suas necessidades libidinais, a capacidade de desenvolver identificações significativas, de defesas, sublimações e papeis adequados.

A integração da personalidade, conforme Erikson estão associados as identificações passadas introjetadas das figuras materna e paterna, e mais recente como figuras ideais, porções significativas dos pais, de antigos amigos, de professores, de inimigos, de valores, crenças e tradições, classe social e grupo familiar.

Tudo isso são misturados no ego e resultando em uma posição psicossocial integrada e diferenciada. Portanto a identificação é um processo psicossocial, que depende tanto do indivíduo como da sociedade, consiste na capacidade do ego de manter a semelhança e a continuidade frente a um destino mutável, isto é a identidade não é um sistema interno, fechado, impenetrável a mudanças.

Seguindo na mesma linha, Erikson, chamou também de "identidade negativa", baseada nas figuras negativas dos pais, dizendo que é preferível (ser alguém perverso, indesejado, a não ser nada), e que isto constitui uma das bases do problema das turmas de delinqüentes, dos grupos de homossexual, e dos adeptos à drogas.

Que segundo o mesmo autor, quando houve transtornos na aquisição da identidade infantil, se torna patológica, porque ocorre uma dificuldade de fazer o luto da infância, pois o adolescente necessita conquistar uma identidade tão importante para poder abandonar a da criança, que segue se mantendo.

Todo o processo evolutivo é marcado por microlutos, e nesta fase ocorrem lutos muito mais significativos, onde o adolescente necessita elaborar os lutos pelo papel e pela identidade infantis, junto com o luto da bissexualidade, e pelos pais da infância.

A separação externa dos pais não só é importante, como se torna necessária. O adolescente internalizou em sua personalidade as figuras paternas, e então pode começar seu processo de individuação.

As figuras internalizadas adequadamente enriquecem o ego, reforçando seus mecanismos de defesa, permitindo o desenvolvimento de suas áreas mais sãs, ou não psicóticas, estruturando o superego, e permitindo o adolescente a viver sexualmente de forma madura, em busca de si mesmo e de sua identidade.

A estabilização da personalidade não se consegue sem passar por certo grau de conduta patológica, e que deve ser considerada como uma evolução normal nesta etapa de vida do adolescente.

A adolescência é muito difícil assinalar um limite entre o normal e o patológico, e considera que na realidade esse período conturbado de vida deve ser considerado como normal, e que seria anormal se houvesse equilíbrio durante essa fase de desenvolvimento.

O conceito de normalidade não é fácil de estabelecer, porque tende a variar conforme o meio sócio-econômico, político e cultural, e que esta normalidade se estabelece sobre a adaptação ao meio, buscando uma interação de forma que alcance sua satisfação pessoal e social.

Esse mesmo autor acredita que, as lutas e rebeliões do adolescente não são mais que reflexões dos conflitos de dependência infantil que intimamente ainda persistem. Os processos de luto obrigam as atuações que têm características defensivas, de caráter psicopático, fóbico ou contrafóbico, maníacos ou esquizoparanoide, conforme o individuo e suas circunstâncias. Onde o adolescente exterioriza seus conflitos de acordo com sua estrutura e suas experiências, podendo ser chamado de patologia normal.

O adolescente passa por desequilíbrio e instabilidade extremos, demostrando período de introversão, alterando com audácia, timidez, descoordenação, desinteresse ou apatia, que se sucedem ou são juntas. Passando por períodos existenciais, procurando a religião e de profundo ateísmo, condutas sexuais orientadas para o heteroerotismo, buscando conhecer seu próprio corpo, e até a homossexualidade.

A maior ou menor anormalidade desta síndrome normal deve-se aos processos de identificação e de luto que o adolescente pode realizar. " Na medida em que o adolescente tenha elaborado os lutos, que são em última instância os que levam à identificação, ele verá seu mundo interno mais fortalecido, e esta normal anormalidade será menos conflitiva, e perturbadora " .

A maturidade começa quando a identidade esta estabelecida, integrado, independente, podendo manter-se por si mesmo, sem apoio emocional de outras pessoas, sem repudiar seu passado, e finalmente quando não é mais obrigado a duvidar de sua própria identidade.

Somente o estabelecimento completo de todos os aspectos da identidade do ego, que poderá ser chamado de integridade, permitindo um amor de intimidade sexual e afetiva, amizade profunda e outras situações que exigem o abandono de si mesmo, sem o temor de perder a identidade do ego.

Ritos de passagens, adolescente. Campinas

Em algumas culturas, principalmente de povos primitivos, as normas da sociedade facilitam a passagem do adolescente para o mundo adulto, através de rituais de iniciação.

Esses rituais são marcados por conteúdos de natureza mágica, onde predomina elementos sádicos, representando uma barreira colocada para dificultar o acesso ao mundo adulto, e com o propósito de elevação de status na sociedade.

Corneau (1993) acredita que esse rito primitivo (tribal), tem como objetivo de tornar oficial a separação da mãe e transformar o adolescente em um homem. E a nível psicológico, essa iniciação ajuda a reforçar o ego masculino, onde a mutilação exprime a submissão ao princípio masculino.

Nessa submissão do iniciado ao sofrimento infligido pelo pai, é preciso ver o ato de amor masculino que significa a morte do filhinho da mamãe, e a dor da mutilação exprime o corte de um vínculo com sua mãe. Portanto a iniciação faz a passagem do jovem adolescente do estado de pubere para o de adulto, fazendo-o experienciar o fato de ser homem.

Bly nos mostra que os aborígenes Australianos imitam o nascimento. Eles constróem um túnel de ramos e galhos com vinte à trinta metros de comprimento, sendo que os meninos entram, e depois de muita gritaria são recebidos de braços abertos no outro ponto e declarados solenemente homens renascidos, pelo corpo do homem, com um novo espírito e corpo.

Ele nos lembra também os primogênitos da tribo dos Kihuyu, na África, onde o ritual ilustra o papel de machos alimentadores, onde os filhos adolescentes cortam os braços de seus pais com uma faca, e depois bebem o sangue, tornando-se homens. Simbolizando um segundo nascimento pelo sangue do pai, fazendo o luto do mundo infantil e leite materno.

Segundo Osório (1992), os ritos de iniciação contemporâneos lembram certas cerimônias religiosas, o serviço militar e o trote universitário.

Hoje em dia, a ausência do pai refere-se em nível coletivo na ausência de rituais que tenham por objetivo ajudar os homens a passar da adolescência para a idade adulta.

E que os rituais de passagem modernos são inconscientes, e ocorrem logo depois de uma crise, uma depressão e ou um acidente que o faz procurar uma terapia. E sem esses rituais de passagem para a fase adulta, a adolescência vem se tornando um período cada vez mais longo e mais complexo.

Adolescente. Campinas,

A adolescência é um período conturbado, cheio de contradições e conflitos para o adolescente, que procura entrar no mundo adulto tão desejado como temido, precisando fazer a elaboração lenta e dolorosa do luto de sua condição de criança, ocupando grande parte de sua energia, causando flutuações e ansiedade em sua personalidade. Ele necessita construir a sua própria identidade, separando-se da sua família de origem.

A identidade do adolescente vai depender da qualidade das interações e papeis que são propostos pela família primeiramente como um todo, levando em conta a herança das gerações, costumes e meios que dispõem como grupo.

A influência mais direta é através dos pais, seu modelo cultural e o meio ao qual está inserido.

Ele busca sua identidade a cada momento em sua vida, onde o papel da família é muito importante e pode ser determinante para a internalização de normas e valores, os quais serão cobrados pelo grupo, pela sociedade, e mostrará a qualidade de sua interação social.

A passagem da adolescência para a vida adulta, é um momento crítico e ansioso para toda a família, porque os pais revivem suas próprias dificuldades ainda não elaboradas e seus conflitos na vida em comum, e muitas vezes projetando no próprio adolescente suas angustias não resolvidas, criando barreiras e dificuldades para seu crescimento.

Os pais precisam elaborar o luto pelos filhos, se desprendendo do filho criança, e enfrentar a sua própria realidade, como o envelhecimento, perdas e ganhos e fracassos pessoais, não criando dificuldade para o crescimento do adolescente.

O pai representa para o filho, um veículo de contato com o mundo, com sua adaptação à realidade, participando na formação de símbolos, e desenvolvimento do ego e superego.

A criança deve perder as benesses do mundo matriarcal, a perda da onipotência narcísica, e sofrer a castração para entrar no mundo do pai. A castração efetuada pelo pai, ajuda o menino a introjetar o superego, uma autoridade que impõe uma ordem, uma lei inflexível que deve ser aceita. E com isso o adolescente identifica-se com seu pai, podendo demonstrar sua agressividade.

A falta de um pai forte para o filho se identificar, ele fica preso à sua mãe, com sérias conseqüências danosas à sua psique, pois seu desenvolvimento fica bloqueado, voltando-se para o interior, com muita raiva e ressentimento.

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Terapia da regressão, traumas passados, regressão de memória, TVP, Campinas

Terapia da Regressão em Campinas.
A finalidade do trabalho regressivo é descobrir traumas passados ou fantasias desses traumas. O inconsciente é simultâneo e atemporal, leva o paciente aonde ele precisa ir e tem poder curativo. Libera recordações quando o individuo se encontra pronto para enfrentá-la e assim integrá-la em sua estrutura de personalidade consciente.

Durante o transe hipnótico, a maioria dos pacientes não perde a consciência, nem dorme nem fica anestesiada. Alguns pacientes entram em transe profundo, embora tal procedimento não seja necessário para que se lembre de um fato reprimido.

Toda sessão de regressão, segundo Netherton, inicia-se com uma ação provocadora, caminha para uma ação conscientizadora e termina com uma ação transformadora.

A ação provocadora é uma ação no passado, em que se busca a lembrança do fato traumático reprimido no inconsciente e as decisões adotadas pelo paciente a partir deste. Essa etapa visa a revivência do fato traumático e o esgotamento das emoções vinculadas à lembrança desse fato.

A ação conscientizadora é uma ação no presente; o paciente conscientiza-se dos incidentes passados e passa a entender que eles pertencem ao seu passado; assim, não deve mais trazer ao presente as influencias sintomáticas de que era portador.

O paciente toma consciência de como as decisões adotadas no passado influenciam o seu aqui e agora. Nessa etapa, o psicoterapeuta age como facilitador.

A ação transformadora é uma ação no futuro, na qual o paciente se propõe uma renovação de seu modelo de vida. Ele redecide com dados do passado e do presente a melhor maneira de agir e proceder no futuro.
Utilizo a Terapia da Regressão em Campinas para tratamento de fobias, ansiedade, depressão, traumas.