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Campinas, São Paulo, Brazil
Psicólogo Clínico Junguiano com formação pela Unicamp, terapia corporal Reichiana, Hipnoterapeuta com formação em Hipnose Ericksoniana com Stephen Gilligan.E outras formações com Ericksonianos: Ernest Rossi, Teresa Robles, Betty Alice Erickson. Formação em Constelação Familiar Sistémica pelo Instituto de Filosofia Prática da Alemanha. Uma rica e inovadora terapia divulgada em toda Europa. Professor de Hipnoterapia, além de ministrar cursos de Auto-conhecimento como Eneagrama da Personalidade e Workshop de Constelação Familiar Sistémica em todo o Brasil. Clínica em Campinas-SP. Rua Pilar do Sul, 173 Chácara da Barra. Campinas-SP F.(19) 32950381

Uma relação de ajuda

Como é bela, intensa e libertadora é a experiência de se aprender a ajudar o outro. É impossível descrever-se a necessidade imensa que têm as pessoas de serem realmente ouvidas, levadas a sério, compreendidas.
A psicologia de nossos dias nos tem, cada vez mais, chamado a atenção para esse aspecto. Bem no cerne de toda psicoterapia permanece esse tipo de relacionamento em que alguém pode falar tudo a seu próprio respeito, como uma criança fala tudo "a sua mãe.
Ninguém pode se desenvolver livremente nesse mundo, sem encontrar uma vida plena, pelo menos...
Aquele que se quiser perceber com clareza deve se abrir a um confidente, escolhido livremente e merecedor de tal confiança.
Ouça todas a conversas desse mundo, tanto entre nações quanto entre casais. São, na maior parte, diálogos entre surdos.
Paul Tournier.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Deméter

Deméter, a Terra-Mãe, é a mais importante das divindades gregas da fecundidade. Ela incarna a terra cultivada, mais particularmente, a cultura do trigo.

Filha de Cronos e de Reia, Deméter é a irmã loura de Héstia (a mais velha), assim como de Hades, Posídon e Zeus.

Acontece que Posídon se apaixonou por sua irmã e Deméter, a fim de lhe escapar, metamorfoseou-se numa égua e misturou-se aos
cavalos do rei da Arcádia. Mas o seu irmão tomou a forma de um cavalo e conquistou-a, tornando-a mãe do cavalo Aríon -
dotado da palavra – e de uma filha que é nomeada na mitologia com o vocábulo “A Senhora”.

Entretanto, também Zeus cobiçou Deméter. Ela tentou resistir-lhe, mas o rei dos deuses, sob a forma de um touro, violou-a e a deusa deu à luz uma filha, chamada Core (que significa: a jovem), que foi a sua alegria e o seu orgulho. Infelizmente, o terceiro dos irmãos, Hades, até então recusado por todas as deusas, apaixonou-se pela sua sobrinha e raptou-a.

A busca de Deméter desde este dia, Deméter, obcecada pelo grito patético de sua filha, consagrou todo o seu tempo e todas as suas forças à procura da sua bem-amada (o único sossego que ela concedeu a si própria, foi-lhe proporcionado pela semente da dormideira, nascida no meio do trigo). Durante nove dias e nove noites, ela percorreu o mundo, com um archote em cada mão.

A deusa Hécate, que escutara os clamores de Core, não pôde indicar-lhe a pista. Mas Hélio, em compensação, identificou o autor do rapto. Abatida pela revelação, Deméter renunciou às suas prerrogativas divinas, decidindo ficar na terra até que a sua filha lhe fosse devolvida.

Foi assim que, sob a aparência de uma velha, a deusa se refugiou em Elêusis, próximo de Atenas. Aí, ela colocou-se ao serviço da rainha que a contratou como ama de um dos seus filhos: Demofonte (não confundir com o filho de Teseu) ou, segundo a versão mais corrente, Triptólemo.

Entretanto, Deméter desinteressou-se completamente das culturas que até aí protegia. Assim, a terra transformou-se num deserto e a fome ameaçou os homens e os animais. Zeus, inquieto, e temendo ver a ordem do mundo subvertida, ordenou a seu irmão que renunciasse a Core. Mas esta, que tinha tomado o nome de Perséfone, não podia esçapar aos Infernos, a não ser que, durante a sua estadia, se tivesse abstido de todo o alimento. Ora acontece que a jovem tinha trincado um grão de romã (símbolo de casamento), encontrando-se assim ligada ao seu esposo infernal.

Deste modo, o seu pai arranjou um compromisso: se Deméter aceitasse voltar para junto dos deuses, Perséfone poderia dividir o seu tempo entre a sua mãe e o seu marido.

Atribuições de Deméter Segundo o acordo preconizado por Zeus, Perséfone passaria seis meses do ano com Deméter, no Olimpo, e outros seis meses na companhia de Hades, nos Infernos. Durante a estação tórrida, Deméter deixava os seus campos desnudarem-se, mas durante os seis meses seguintes favorecia a eciosão da vegetação.

Antes de deixar a terra, a deusa confiou a Triptólemo – que ela não conseguiu tornar imortal – a missão de difundir, por toda a terra, a cultura do trigo.

A Sicília e a Campânia, dois dos celeiros de trigo da Antiguidade, conservaram a lembrança dos combates travados por Deméter pela posse do seu solo: o primeiro, em detrimento de Hefesto, o segundo de Dioniso.

Adorada em muitas regiões do mundo grego, que se gabavam de ter acolhido a deusa quando da sua busca, Deméter tinha os seus principais centros de culto na Ática. Aí celebravam-se, em sua honra, cerimônias importantes. Durante o mês de Outubro, época das sementeiras e das festas de acções de graças, acessíveis a todos, aconteciam as Tesmofóricas (Deméter era chamada Tesmófora, a legisladora, no seu papel de reconhecida fundadora da civilização, sobretudo da instituição do casamento). Em Elêusis festejavam-se as Eleusínias, grandes solenidades que marcavam, em Setembro, o princípio da subida de Perséfone.

Estas eram reservadas aos iniciados nos mistérios, que se preocupavam não somente com os benefícios concernantes à vida terrena, mas sobretudo com a felicidade das almas no além.

A divindade itálica Ceres, originária da Campânia, foi assimilada, pelos Romanos, a Deméter, que desde então se tornou numa divindade de primeiro plano.

Deméter é representada pela estatuária grega como uma mulher de beleza severa, olhar longínquo, coroada de espigas ou com uma corbelha (simbolizando a fecundidade).

Fonte: Dicionário de Mitologia

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