Quem sou eu

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Campinas, São Paulo, Brazil
Psicólogo Clínico Junguiano com formação pela Unicamp, terapia corporal Reichiana, Hipnoterapeuta com formação em Hipnose Ericksoniana com Stephen Gilligan.E outras formações com Ericksonianos: Ernest Rossi, Teresa Robles, Betty Alice Erickson. Formação em Constelação Familiar Sistémica pelo Instituto de Filosofia Prática da Alemanha. Uma rica e inovadora terapia divulgada em toda Europa. Professor de Hipnoterapia, além de ministrar cursos de Auto-conhecimento como Eneagrama da Personalidade e Workshop de Constelação Familiar Sistémica em todo o Brasil. Clínica em Campinas-SP. Rua Pilar do Sul, 173 Chácara da Barra. Campinas-SP F.(19) 32950381

Uma relação de ajuda

Como é bela, intensa e libertadora é a experiência de se aprender a ajudar o outro. É impossível descrever-se a necessidade imensa que têm as pessoas de serem realmente ouvidas, levadas a sério, compreendidas.
A psicologia de nossos dias nos tem, cada vez mais, chamado a atenção para esse aspecto. Bem no cerne de toda psicoterapia permanece esse tipo de relacionamento em que alguém pode falar tudo a seu próprio respeito, como uma criança fala tudo "a sua mãe.
Ninguém pode se desenvolver livremente nesse mundo, sem encontrar uma vida plena, pelo menos...
Aquele que se quiser perceber com clareza deve se abrir a um confidente, escolhido livremente e merecedor de tal confiança.
Ouça todas a conversas desse mundo, tanto entre nações quanto entre casais. São, na maior parte, diálogos entre surdos.
Paul Tournier.

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Respiração Profunda

Respiração Ióguica Profunda

Revista da Self-Realization Fellowship Outono, 2005, página 36

Uma Chave para o Bem-Estar Físico e Mental

Se alguém oferecer-lhe uma substância que garantisse dar aumento de energia, vitalidade e calma; alguma coisa que prometesse ajudar a reduzir o estresse e controlar transtornos emocionais e tudo isso quase instantaneamente e “100% natural”, você poderia justificadamente suspeitar que ela teria um preço exorbitante. E se você fosse também informado que esse remédio aparentemente milagroso fosse tão gratuito quanto o ar que respiramos, sua reação poderia ser com certeza cética!

Entretanto um número crescente de estudos científicos tem demonstrado que o ar que respiramos pode, sem dúvida, cumprir todas essas promessas desde que aprendamos a respirar corretamente. Pesquisas recentes feitas por fisiologistas e psicólogos estão confirmando rapidamente o que os iogues da Índia ensinam há milênios. Respiração adequada é uma das chaves básicas para o bem-estar físico e mental.

Respiração: a Maneira Correta e a Maneira Errada

A maioria de nós vê a respiração como natural. Sabemos que é o modo pelo qual suprimos as células de nosso corpo de oxigênio--- oxigênio que é usado no processo do metabolismo que dá energia para nossas células e órgãos, incluindo o cérebro. E é também a maneira pela qual purificamos nosso corpo de um produto tóxico desse processo: o dióxido de carbono. Tudo isso parece tão simples que geralmente não pensamos duas vezes.

Entretanto, a ioga ensina, e a ciência moderna confirma que existe uma maneira correta e outra errada de se respirar. Paramahansa Yogananda disse: “aprenda a respirar corretamente... aquele que senta com a coluna fletida e que caminha com o tórax voltado para dentro, não pode respirar corretamente. Ele comprime o diafragma e pulmões, evitando que os pulmões atinjam a expansão plena e recebam a quantidade de oxigênio necessária para purificar completamente o sangue desvitalizado que flui para eles com este propósito... quando você inspira, se sentir a expansão dos lobos inferiores do pulmão (não apenas o tórax superior, como a maioria das pessoas faz), você capta a quantidade apropriada de oxigênio, todo seu sangue escuro é transformado em sangue vermelho purificado, como um suprimento novo de vitalidade flui em seu organismo.”

Respiração Diafragmática Profunda

Cientistas e iogues concordam que a chave para a respiração saudável é permitir que o diafragma (a lâmina muscular em forma de cúpula que separa a cavidade torácica da cavidade abdominal) de mover para baixo durante a inspiração, empurrando suavemente o abdome para fora e criando um vácuo parcial que permite o pulmão retirar oxigênio dos lobos inferiores dos pulmões. Pesquisadores destacam que este tipo de respiração é natural nos bebês; quem observa uma criança respirando pode notar que é a região abdominal, não o tórax superior que sobe e desce, durante a inspiração e a expiração. Mas quando crescemos, à medida que envelhecemos, a falta de exercícios, postura inadequada e roupas restritivas fazem com que a maioria das pessoas desenvolva o hábito não saudável de respirar superficialmente com o tórax, usando apenas uma porção (10%) da capacidade de seus pulmões.

Respiração Adequada Necessária para uma Boa Saúde

Os cientistas estão descobrindo que respiração inadequada por um longo período de tempo impede uma ótima saúde do corpo e da mente. O Dr. Alan Hymes, um cirurgião cardio-vascular e membro da Universidade de Minnesota em Minneapolis, explica que quando respiramos com o tórax , não permitindo que o abdome se expanda, o ar é dirigido principalmente para as áreas superior e média dos pulmões que representa apenas 10% da capacidade respiratória. Porém, a gravidade faz com que o sangue no pulmão fique coletado mais no lobo inferior; assim, o dióxido de carbono não pode ser removido eficientemente.

Segundo a nutricionista Dra. Brenda Owens, “esta ineficiência faz com que o sangue retorne aos tecidos ainda carregados de uma quantidade de dióxido de carbono, o que interfere com o metabolismo adequado das células”. Se superficial, a respiração incorreta torna-se um hábito através dos anos, cada vez mais toxinas se acumulam no corpo, acarretando baixa vitalidade, tendência a doenças respiratórias e outras doenças, inquietação, embotamento, depressão e outras desarmonias relacionadas com o corpo e a mente.

Assim, a respiração saudável depende da formação do hábito de respirar eficientemente com o diafragma que representa cerca de 70% da nossa capacidade respiratória. Como este é o modo natural de se respirar, é geralmente simples para a maioria das pessoas; mas formar o hábito pode necessitar atenção consciente. Um modo de fazer isso é observar-se várias vezes durante o dia para certificar-se de que a respiração é suficientemente profunda. Ponha a mão no abdome ao inspirar e expirar; se o diafragma estiver sendo usado adequadamente, você será capaz de observar a mão mover-se levemente para cima e para baixo com cada respirada. Respiração torácica não fará com que a mão se mova.

Como Paramahansa Yogananda salientou, o primeiro requisito para uma respiração diafragmática profunda é postura correta. A respiração pelas narinas é melhor do que pela boca. Outra ajuda no treino de si mesmo para respirar corretamente é prática regular do exercício de respiração profunda básica, ensinado na Ioga.

Respiração Ióguica Completa

A respiração ióguica profunda é também chamada de respiração total. Ela combina as respirações diafragmática e torácica para encher completamente todos os três lobos dos pulmões (inferior, médio e superior) através de uma inalação suave e contínua. Ao se exercitarem os pulmões numa respiração ióguica profunda , expandindo-os completamente, os pulmões ficam fortalecidos e livres de impurezas e a respiração normal torna-se automaticamente mais profunda e mais eficiente. A prática deste exercício uma ou duas vezes diariamente, ajuda-nos a aprender a respirar adequadamente durante as atividades normais e acarreta muitos outros benefícios físicos e mentais.

Técnica

(Para melhores resultados, faça-os sete vezes, uma ou duas vezes por dia.)

Inale lentamente pelas narinas enquanto expande gradualmente, nesta ordem:
1. o abdome,
2. parte inferior do tórax,
3. parte superior do tórax.

Exale lentamente através das narinas, enquanto gradualmente exalando na seguinte

ordem:
1. parte superior do tórax,
2. parte inferior do tórax,

3. o abdome.

Os pulmões se expandem e se esvaziam gradualmente, como dois balões inflados com pressão a gás e depois deixados para se esvaziarem. As três fases da inalação e da exalação não são separadas, mas juntam natural e consecutivamente uma na outra. Não há pausa no final da inalação ou no final da exalação.

Pontos Chaves:

O abdome deve ficar relaxado durante a respiração profunda. A expansão abdominal na primeira fase da respiração profunda é alcançada, empurrando-se para baixo o diafragma , não pelos próprios músculos abdominais. Certifique-se também de que não esteja com vestimenta apertada (como cinto ou gravata) que evitaria a expansão adequada do abdome e da parte superior do tórax, junto ao pescoço.

A respiração ióguica completa é melhor realizada enquanto sentado, mantendo a coluna ereta, os ombros para trás e o peito para fora (mas não de forma exagerada).

A respiração completa não é uma respiração forçada. Não há solavanco de forma nenhuma. Não é um desafio para ver quanto ar seu pulmão pode conter. No final da inalação os ombros não devem estar elevados. Do mesmo modo, no final da exalação os músculos abdominais não ficam contraídos. Não deve haver força ou desconforto.

A respiração ióguica completa requer um processo de aprendizado definido, por parte tanto do homem quanto da mulher. Pesquisadores descobriram que a maioria dos homens respira com a parte inferior do tórax e a maioria das mulheres, com a parte superior. Assim os homens têm que aprender a preceder a inalação com a parte inferior do tórax pela inalação diafragmática, e as mulheres têm que aprender a preceder a inalação do tórax superior com a inalação diafragmática do tórax inferior.

Como parte de seu sistema de Exercícios de Energização (ensinado nas Lições da Self- Realization Fellowship), Paramahansa Yogananda ensinou a técnica da “respiração dupla” Isto é realizado, inalando-se através das narinas, uma inspiração curta seguida por uma inspiração longa: “huh, huhhh.” (“huh” não é uma palavra proferida, mas um som aspirado.) A exalação é feita pela boca, uma expiração curta, seguida por uma expiração longa. Estudos laboriatoriais, na Universidade da Califórnia em Los Angeles, mostraram que este tipo de respiração enche os pulmões quase tão completamente quanto a respiração ióguica completa. A respiração dupla é mais fácil para a maioria das pessoas e acarreta menos risco de esforço.

Benefícios Físicos da Respiração Adequada

Profissionais da saúde estão descobrindo que completa oxigenação do corpo oferecida pela respiração ióguica profunda é um dos meios mais simples e eficazes de combater a fadiga. Como disse Paramahansa Yogananda: “assim como um bastão de substância condutiva é eletrificado, ou carregado quando a eletricidade passa através dele, também a bateria do corpo torna-se completamente carregada com a força vital derivada do oxigênio quando ar fresco é inalado para dentro do corpo. Quando seu corpo estiver cansado, se você inalar e exalar profundamente várias vezes, em um lugar aberto ou na frente de uma janela aberta, você se sentirá revigorado.”

Uma lista dos outros benefícios físicos da respiração adequada deve impressionar qualquer pessoa interessada em alcançar um estado de boa saúde vibrante.Segundo o Dr. Owens, a respiração diafragmática profunda “faz muito mais que simplesmente ajudar a circulaçao do oxigênio no corpo. Os músculos abdominais são fortalecidos e tonificados durante esta respiração profunda e os órgãos da área são fortemente massageados. O fígado, o estômago, os rins, a vesícula, o baço e o pâncreas, todos se beneficiam. Os intestinos recebem estimulação que encorajam o peristaltismo, o movimento do cólon semelhante a ondas que movimenta o material fecal, expelindo-o. Os músculos do cólon são tonificados e é menos provável que ocorra constipação. A respiração diafragmática também libera as enzimas digestivas para que funcionem melhor e aumenta a circulação na área... a respiração diafragmática ajuda automaticamente a postura, uma vez que é impossível atingi-la se o corpo não estiver ereto.”

A respiração adequada com o diafragma também ajuda o coração a desempenhar seus trabalhos incessantes de fazer o sangue circular. Quando o diafragma se achata, como na inalação profunda, a expansão toráxica resultante ajuda a retirar o sangue carregado de toxinas do corpo e levá-lo para dentro do coração e pulmões para a purificação. Quando o diafragma retorna à sua posição de relaxamento na exalação, ajuda a empurrar o sangue arterial para fora do coração e levá- lo para todas as partes do corpo. Assim, na respiração profunda, menos esforço é colocado no coração do que na respiração torácica superficial.

A Respiração e a Harmonia Corpo/Mente

Os resultados físicos são apenas partes da história. Psicólogos, bem como médicos, prescrevem respiração ióguica profunda como uma verdadeira forma de terapia holística, promovendo harmonia nos níveis mental e físico de nosso ser. De fato, alguns pesquisadores acreditam que a respiração pode ser um elo que falta na relação complexa entre o corpo e a mente---dando uma chave que pode dar-nos alguma medida da influência sobre as funções física e mental até agora considerada fora do controle consciente_metabolismo, ondas cerebrais e mecanismos de estresse---além de estados emocionais como a ansiedade, o nervosismo e a raiva.

Vários estudos recentes demonstraram a correlação entre a taxa de respiração e nossos estados mental e emocional.. Dois estudos de ondas cerebrais, realizados na Universidade da Califórnia mostraram que durante a respiração diafragmática lenta, o cérebro gera mais ondas alfa (o que indica calma e relaxamento) do que durante a respiração torácica mais rápida, sendo que esta provoca ansiedade. (ver texto sobre síndrome de hiperventilação).

“Muitas ilustrações poderiam ser dadas sobre a relação matemática entre a taxa respiratória do homem e as variações em seu estado de consciência”, escreveu Paramahansa Yogananda há quase sessenta anos. “A pessoa cuja atenção está totalmente absorta, como quando seguindo algum argumento intelectual intrincado, ou tentando algum feito físico delicado ou difícil, respira automaticamente muito lentamente... respirações rápidas ou desiguais é um acompanhamento inevitável de estados emocionais prejudiciais: medo, cobiça e raiva.”

Em virtude de a respiração toráxica ser muito menos eficiente do que a diafragmática, purificando o sangue de dióxido de carbono, quem respira com o tórax é forçado a inalar e exalar mais freqüentemente do que quem respira com o diafragma. Portanto não é surpresa que os cientistas encontraram evidências de que a respiração torácica pode realmente estimular os mecanismos de estresse do corpo e da mente, tornando difícil que as pessoas que habitualmente respiram deste modo relaxem completamente. “O modo pelo qual respiramos tem um efeito profundo no modo como nos sentimos”, diz o psicólogo Dr.Phillip Nuernberger, um consultor de gerenciamento do estresse. “Muitas queixas relacionadas ao estresse---quer física, mental ou emocional---são causadas pela respiração inadequada. Mas felizmente, muitas destas queixas podem ser revertidas, simplesmente aprendendo-se a respirar adequadamente.”

O Dr. Hymes descobriu que a respiração diafragmática profunda é um modo muito eficiente de lidar com o estresse mental e emocional. “Tente-o na próxima vez que sentir que está ficando preocupado ou bravo,” ele sugere. “Você ficará surpreso com a mudança que faz em sua perspectiva e quão calmo seu pensamento se torna.”

Uma mente calma, um corpo saudável, transbordando com vitalidade, uma crescente harmonia em todos os níveis de seu ser---a respiração adequada pode ajudar-nos a alcançar todas estas coisas. Aprendendo a respirar profundamente com o diafragma durante as atividades normais e pela prática regular da respiração ióguica completa, cada um de nós poderá mover-se rumo àquele bem-estar que é o estado natural do corpo e da mente.

Destaques:

1-Melhorando os Ciclos de Sono e Energia

“A técnica mais simples e mais poderosa para proteger sua saúde é a respiração”, diz Andrew Weil, professor clínico de medicina interna na Universidade do Arizona em Tucson. “Tenho visto o controle da respiração sozinho atingir resultados notáveis: baixar a pressão sangüínea acabar com arritmias cardíacas, melhorar os padrões pobres de digestão estabelecidos há muito tempo, aumentando a circulação sangüínea pelo corpo todo, diminuir a ansiedade, permitindo que as pessoas se livrem de drogas viciantes anti-ansiedade e melhorando os ciclos de sono e energia.

2-O Melhor Remédio Anti-estresse que nós temos

O médico James Gordon, professor clínico de psiquiatria na Universidade de Georgetown ,ensina a respiração profunda à maioria de seus pacientes.. Por exemplo, ela já ajudou adultos a reduzir o sofrimento de câncer avançado e artrite deformante e ajudou jovens com desordem de deficit de atenção. “!Respiração profunda e lenta é provavelmente o único remédio melhor anti- estresse que temos”,diz Dr.Gordon. “Quando você traz o ar para a parte inferior dos pulmões, onde a troca de oxigênio é mais eficiente, tudo muda. O batimento cardíaco fica mais lento, a pressão sangüínea decresce, os músculos relaxam , a ansiedade diminui e a mente acalma . Respirar dessa forma também dá às pessoas um senso de controle sobre seus corpos e suas emoções que é extremamente terapêutico.”

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

A introdução do cliente na constelação

A pessoa que coloca a família é geralmente introduzida na constelação quando já se visualiza para onde caminha a solução e quando o processo decisivo precisa ser percorrido com a presença da própria pessoa. Assim, quando o sistema já está mais ou menos ordenado e a dinâmica mais profunda foi esclarecida, a pessoa interessada é colocada diante do pai, da mãe ou de outras pessoas, para fazer ou dizer algo que a desprende de um destino alheio e faz com que ela tome e deixe fluir o amor, com os olhos abertos.

Neste particular, muitas variantes são aceitáveis.

Às vezes, o terapeuta trabalha só com os representantes até o final. Isto é aconselhável quando a própria pessoa ainda não consegue defrontar-se com processos difíceis de suportar em sua família, quando duvida, resiste ou simplesmente precisa de mais tempo e distância para assumir plenamente o que se revela. Entretanto, o terapeuta precisa sentir que a pessoa foi tocada pelo que acontece na representação.

Quando os representantes estão muito emocionados e foram tomados a serviço de assuntos funestos, muitas vezes é bom percorrer com eles os passos da solução. Pois a pessoa interessada também está acompanhando de fora com seu sentimento e é mais fácil para o representante sair do seu papel quando pôde vivenciar não apenas o peso, mas também o alívio. Já o cliente pode assumir o peso com mais facilidade, porque é algo que lhe pertence, o que não sucede com seu representante. E o cliente terá tempo, em seu dia a dia, para o processo liberador e para seu aprofundamento, enquanto 0 representante será retirado do processo ainda no decurso da constelação. Além disso, os representantes que participam da constelação de alguém recebem algo de bom para si quando são tocados em algo que também os afeta. Esta é, entre outros, a grande vantagem do trabalho da constelação num grupo: através da representação de destinos estranhos, também se recebe muito para si mesmo.

Existem constelações onde o representante da pessoa interessada está pouco tocado, embora o próprio terapeuta o esteja. Nesse caso pode-se introduzir o próprio cliente, logo que seja possível. Com freqüência aparece então, com muito mais clareza, a profundidade do que acontece. Se porém a troca do representante pela pessoa interessada iria prejudicar ou mesmo suprimir a emoção, é melhor continuar trabalhando com o representante. Deve-se evitar fazer um processo com o representante e depois repeti-lo com o interessado, pois com isto a força e a tensão se dissipam. Caso seja preciso fazer um movimento amoroso em direção ao pai ou à mãe, o próprio interessado deve ser tomado para o processo; porém se este acontece espontaneamente com o representante, o terapeuta deixa que ele fique, por algum tempo, nos braços da mãe ou do pai, e então geralmente precisa repetir o processo com o interessado.

A pessoa que coloca sua família não é introduzida desde o início na constelação porque ela própria não percebe a dinâmica oculta em sua família — caso contrário, não necessitaria desse processo. Por esta razão, ela só entra em cena quando a dinâmica da família foi esclarecida. Isto vale, sobretudo quando a pessoa está enredada. Existem casos de movimento interrompido em que as experiências dolorosas sepultaram a confiança da criança em ser acolhida pelos pais ou em que o filho se recusa a fazer tal movimento, rejeitando os pais com arrogância. Nesses casos, pode ser conveniente colocar representantes apenas para a mãe ou o pai, e trabalhar desde o início com a própria pessoa interessada. No movimento livre fica então muito clara a dinâmica do relacionamento e a pessoa interessada chega freqüentemente a uma boa solução ou ao processo curativo, por si mesma ou com pequena ajuda do terapeuta.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

A imagem da solução

A imagem da solução acontece quando, depois de tudo o que ainda precisou ser dito e executado (por exemplo, uma reverência), todos os representantes e a pessoa interessada se sentem bem em seus lugares. Muitas vezes, uma respiração profunda e um visível alívio percorrem toda a família colocada. As fisionomias estão claras e abertas e, às vezes, realmente irradiantes.

A imagem da solução, quando é vivenciada como verdadeira e liberadora, tem para a pessoa envolvida uma grande força, que estrutura sua vida. Se, numa situação de estresse, o efeito de uma constelação corre o risco de perder-se, a lembrança ativa ou inconsciente da imagem da constelação conduz a alma, como um guia, através das dificuldades. O terapeuta pode chamar a atenção para esse ponto quando alguém se pergunta ansioso se a solução vai se manter. Mas se alguém pergunta: “o que faço agora com essa imagem da solução?”, isto revela que a constelação (ainda) não moveu coisa alguma na alma, seja porque essa imagem não pode ser assumida, seja porque não tocou em profundidade a alma do grupo familiar.

Alguns participantes pedem a outros que anotem a constelação e também escrevam as frases, porque temem que o importante se perca. Entretanto, esse direcionamento interior para “possuir” a imagem de uma constelação fecha a alma. Quando uma constelação toca a alma ela também faz efeito, justamente porque a pessoa se entrega ao que vivencia, sem uma preocupação dispersiva sobre seu efeito no futuro.

O terapeuta percebe com clareza se a constelação tem um efeito visível na pessoa envolvida, e em certas circunstâncias a interroga a respeito. Um bom indício do efeito de uma constelação é o sentimento de soltura em todo o grupo, quando este deixa que atue sobre si a imagem da solução. Existem, porém também imagens de solução que, apesar de serem certas, ainda ficam como que pairando no espaço. Repetidas vezes recebi longo tempo depois de uma constelação, cartas de pessoas em que adequadamente me comunicam: “Agora entendi”.

Por benéfica que seja para toda uma boa imagem de solução, nem sempre é aconselhável uma constelação seja “bem” resolvida. Justamente nos casos onde existe dificuldade de assumir a dinâmica que se manifesta, a força da constelação aumenta se o terapeuta a interrompe no auge dos acontecimentos e a deixa ficar sem solução. Muitas vezes, isto estimula mais as forças saudáveis na alma do que uma imagem da solução. Porém este recurso só é aconselhável quando o terapeuta tem clareza e está em sintonia com o que acontece na constelação.

Uma imagem de solução, assim como a própria constelação, não precisa ser completa. Portanto, não precisam estar presentes todas as pessoas que pertencem ao sistema. Entretanto, quando a pessoa que coloca já foi incluída na imagem da solução, é possível que ela diga: “Estou sentindo falta de meu irmão”. Nesse caso, pode-se colocar ainda o irmão. O terapeuta também pode completar a imagem introduzindo pessoas que, embora não sejam imediatamente importantes para a dinâmica, pertencem à imagem da solução e a tornam mais “redonda” e poderosa.

Acontece, repetidas vezes, que a imagem da solução colocada pelo terapeuta não é aceita pelos representantes ou mesmo pela pessoa interessada. Neste caso, freqüentemente falta ainda alguma informação, alguma pessoa ou algum acontecimento importante, que até então não foi considerado no processo da solução. Se aparecem indícios nesse sentido, é preciso completar o trabalho. Se, porém, a energia da constelação já se dissipou, geralmente é preciso interromper. São situações que muitas vezes pesam em todos os envolvidos. O terapeuta precisa suportar isso e permanecer interiormente conectado com a solução, mesmo que ela não tenha se manifestado.

Pode acontecer, ainda, que os representantes sugiram uma imagem que é bem recebida, mas que, de uma forma ou de outra, contraria as ordens do amor. Nesse caso, a terapeuta não deve deixar-se seduzir pelos representantes ou pela pessoa envolvida. Por exemplo, numa constelação todas as pessoas se sentiram bem quando a primeira mulher do pai e a filha comum de ambos foram voltadas para fora e se afastaram alguns passos. Porém o terapeuta não confiou nisso. Levou o pai outra vez à presença de sua primeira mulher e fez com que ele lhe dissesse algo que a tocou muito. Então o terapeuta pôde trazer a mulher para perto da segunda família do pai e sua presença e proximidade foi aceita pelos representantes.

Com isso eu gostaria de apontar para algo importante. Uma imagem de solução, como também todo o processo da constelação, recebe geralmente sua adequação, antes de tudo, daquilo que precisa ser dito, portanto das palavras reveladoras e das frases liberadoras. A imagem proporciona clareza, as frases proporcionam direção e força. Sem as palavras que precisam ser ditas, uma imagem pode bem aliviar e ser “bonita”, mas talvez permaneça superficial. O que atua na alma realmente atua através de imagens, mas não consiste em imagens. O essencial é antes invisível. A ressonância com a alma pode de fato instalar-se por meio da imagem, mas freqüentemente só vibra com as palavras que atingem e liberam. É sempre surpreendente verificar como imagens de constelação muito semelhantes abrem na alma processos totalmente distintos, e como processos de solução totalmente distintos conduzem a imagens de solução semelhantes.

As frases liberadoras

O terapeuta pode indicar as frases da solução ou deixar que sejam encontradas pelos representantes. 0 essencial é que elas resultem do processo da constelação e sejam adequadas. Elas surgem da compreensão dos processos profundos da alma numa família. Com freqüência elas ocorrem simplesmente ao terapeuta ou aos representantes quando eles se abrem aos acontecimentos familiares e quando a alma do grupo está preparada para uma solução. Elas dão expressão ao vínculo e à solução, tocam e comovem a alma.

Nas constelações utilizamos duas espécies de frases de solução: as que descobrem um vínculo de destino e as que desatam um vínculo de destino. As frases descobridoras têm um efeito liberador, porque nelas vem à luz numa vivência de espanto, muitas vezes muito tocante, o vínculo de destino que até agora determinou a vida, e porque elas exprimem a concordância com o amor que causou a vinculação ao destino. Tais frases são, por exemplo: “Mamãe, por você vou encontrar sua irmã na morte, e então você pode ficar com papai”, ou: “Querido vovô, você perdeu tudo; eu também não conservo nada, então fico perto de você”.

As frases que liberam proporcionam ao amor a conversão para o domínio aberto da vida. Elas honram o destino das pessoas conectadas, contemplam seu amor e deixam o destino com aqueles que o devem carregar — e geralmente já o carregaram. Assim, uma filha poderia dizer à noiva abandonada por seu pai: “Vejo sua dor mas não posso tirá-la de você; tenho que deixar sua dor e sua raiva com você e com papai. Seja bondosa comigo se eu deixo você, fico com minha mãe e conservo meu namorado”.

As frases liberadoras só funcionam em confronto com a pessoa a quem alguém está vinculado. Esse olhar de pessoa a pessoa precisa de um certo tempo, até que a relação e a ligação sejam percebidas. A solução acontece “cara a cara”. Portanto, as frases da solução não devem ser ditas cedo demais. E é preciso ficar atento para que as pessoas envolvidas realmente entrem em ligação recíproca. Só então as frases se comunicam, como que espontaneamente, e podem desenvolver todo o seu efeito.

Nesse processo, o terapeuta fica atento a que a pessoa envolvida, enquanto diz as frases liberadoras, mantenha o contato do olhar com a pessoa com a qual está envolvida pelo destino, pois com freqüência ela procura desviar o olhar e com isso conservar os sentimentos que mantêm o enredamento. O terapeuta faz então, cuidadosamente, com que ela recupere o contato do olhar, de forma que os sentimentos que liberam encontrem sua expressão. Da mesma forma, o terapeuta fica atento, na repetição das frases da solução, à adequação da voz e à sua força liberadora, de modo que também a pessoa a quem se dirige e todo o grupo se convençam do passo liberador.

Nem sempre as frases de solução ocorrem logo aos representantes, ao terapeuta e mesmo à pessoa envolvida. O terapeuta talvez se sinta então um pouco desorientado. Nesse caso, é bom que ele mantenha a situação num curto silêncio. Ele também pode recorrer às frases padronizadas que lhe são conhecidas, de Bert Hellinger ou de outros terapeutas. Elas conservam uma grande função orientadora, mesmo que sejam freqüentemente repetidas.

É essencial que a pessoa envolvida possa pegar as frases e vivenciá-las de maneira adequada e liberadora. Às vezes o terapeuta precisará igualmente experimentar frases, até encontrar aquelas que trazem solução. Isto também não traz problema, na medida em que a busca das frases permanecerem no contexto da alma e em contato com ela.

O terapeuta deve verificar com cuidado se a pessoa simplesmente repete as frases ou se estas são também acertadas para ela e a tocam. Se não alcançam o que é adequado, é preciso procurar outras frases. Se o terapeuta sente que as frases são acertadas, mas não toca, ele precisará talvez lançar mão de mais alguma coisa na dinâmica do sistema. Por exemplo, ele induz a um diálogo os representantes da mãe e do pai e, depois, coloca a pessoa envolvida outra vez em relação e faz com que ela repita, na nova base, as frases da solução. Quando uma confrontação não liberta do emaranhamento, freqüentemente há outras pessoas no sistema que precisam primeiro liberar algo entre si. Portanto, durante as frases de solução não se deve olhar apenas a pessoa envolvida, mas manter presente todo o sistema.

As frases liberadoras tocam o cerne do trabalho com constelações। Elas fazem vibrar as “imagens da alma”. Tais frases não se vinculam necessariamente às imagens da constelação, se bem que uma linguagem tocante tem sempre a capacidade de “ver”. Experimentamos isto quando, independentemente de constelações, e até mesmo numa conversa no telefone, a alma toca através das palavras. E fica claro, no mais tardar até que as soluções da alma advenham pela mediação das palavras, que a psicoterapia está longe de ser uma técnica de transmissão de informações, e que o elemento fundamental da psicologia consiste “no dizer, como forma de mostrar e fazer comparecer o presente e o ausente, a realidade em seu sentido mais amplo”. Na psicoterapia, através de uma linguagem que preserva e guarda o que pertence à alma, o mundo é dito de novo em sua qualidade anímica e o ainda-não-visto é trazido à luz.


terça-feira, 12 de outubro de 2010

Timidez. Campinas


Tratamento de timidez em campinas.

Ansiedade social é o que quase todas as pessoas têm um pouco. É algum tipo de timidez em determinadas situações sociais. Por exemplo quando alguém é um pouco reservado num primeiro encontro, ou quando fica ansioso ao ter de falar na frente de um grupo de pessoas, seja num ambiente mais formal ou informal.

Esses sentimentos são muito comuns, e a maioria das pessoas é capaz de lidar com esses pensamentos e sentimentos que ocorrem em algumas fases de suas vidas. Essas pessoas sabem que toda a gente os tem e simplesmente colocam de lado o receio e a ansiedade e continuam a fazer o que é mais importante nas suas vidas. No entanto, para algumas pessoas essas mesmas experiências ou situações podem ser vividas com grande mal-estar e esse mal-estar é referido como Fobia Social/timidez.

O núcleo da fobia social/Timidez é a necessidade de ser aceito e aprovado pelos outros. São pessoas inseguras e com baixa auto-estima, tem dificuldade de se auto-afirmar diante de pessoas que representam autoridades (pais) e quando se expõem diante de pessoas, ou situações que causam muitas tensões emocionais. Ela tem dificuldade de se impor de uma maneira natural agressiva, dispondo de certa dosagem de raiva que faz parte de uma personalidade sadia e madura, quando enfrenta uma situação de estresse emocional ou diante de uma situação de perigo.

Porque quando enfrentamos uma situação de perigo, nosso corpo reage nos protegendo liberando uma carga de adrenalina que vai para a musculatura para que tenhamos uma reação de fuga ou luta tão necessária para nossa sobrevivência.

O fóbico social aprendeu a negar sua agressividade natural, reprimindo sua raiva instintiva tão necessária para sua confiança interna e uma boa auto-estima.

Ele aprendeu a ser bonzinho, a ser um bom filho para agradar os pais, acreditando que dessa maneira seria aceito e amado por eles. Mas quando ele precisa utilizar sua força (agressividade) tão natural no ser humano, ele tem dificuldade para acessá-la, pois ela esta reprimida e muito inconsciente.

Portanto, ele precisa sempre agradar os outros, procurando ser aceito e aprovado. Por isso, sua auto estima é muito baixa, não tem confiança nele mesmo por não saber se defender. Então as outras pessoas ganham uma grande importância em sua vida, tal a necessidade de ser aceito e aprovado por elas, assim como era por seus pais.

É preciso entender que sua segurança e confiança estão fora dele, nas outras pessoas assim como estava nos seus pais. Possuindo baixa auto-estima (amor próprio baixo), isto é ele não se ama e se respeita como deveria; então ele procura esse amor (aprovação nos outros) fora dele, correndo um grande risco de ser rejeitado e desaprovado.

Então muitas vezes ele não se respeita, passando por cima de seus verdadeiros sentimentos, fazendo coisas que não gosta, vestindo e representando um papel de bonzinho para agradar os outros, evitando dessa forma desagradar os amigos e correndo o risco de perder suas amizades.

Muitas vezes quando ele não respeita seus verdadeiros sentimentos, não se impondo, dando limites aos outros, dizendo não para coisas que não gosta, ele convive com uma angustia muito forte que geralmente o leva a depressão.

Quando não somos autênticos e verdadeiros com nossos sentimentos, a depressão esta sempre rondando nossa vida. A depressão sempre nos mostra que estamos fugindo da nossa essência e da nossa verdade interna, que estamos desconectados de nosso coração, por medo da rejeição e de não sermos aceitos e aprovados pelos outros.

Em casos mais leves de fobia social, os pacientes são tomados por ansiedade excessiva quando desempenham tarefas na frente dos outros, como comer num restaurante, assinar um cheque ou outro documento qualquer, participar de uma dinâmica de grupo, de um seminário na faculdade, de uma entrevista de emprego e, principalmente, falar em público.

À medida que esse transtorno evolui, passa para um tipo que chamamos de generalizado e, além das situações de desempenho, a pessoa evita as que favorecem o contato interpessoal (ir a festas, ser apresentada a estranhos, iniciar uma paquera) e nas quais é indispensável perceber como está sendo sua aceitação pelo outro a fim de nortear a pauta para seu comportamento.

Muitas pessoas com fobia social deixaram de se formar na faculdade ou num curso de especialização porque no final seria necessária uma apresentação para a turma e isto seria intolerável. Pacientes que recusaram promoções no trabalho apesar de saberem que era competente o suficiente para a função, mesmo deixando de ganhar mais e bloqueando sua ascensão na empresa, unicamente pelo medo de terem que falar em reuniões de trabalho.

É preciso entender também que nosso corpo é emocional e reage conforme nossas emoções, procurando sempre nos proteger de situações perigosas. O pânico na fobia social ocorre uma tensão tão grande no plexo solar, como um aperto na barriga estrangulando-a como uma couraça (ver Reich) impedindo a descida do diafragma que representa cerca de 70% da respiração natural do nosso organismo. A respiração se torna superior peitoral cerca de 12% apenas, sendo curta e rápida provocando uma hiperventilação (ver mais detalhes), com isso o coração dispara, trabalhando mais rápido que o normal, o cérebro fica hiperventilado causando muita ansiedade e com dificuldade de discernir a realidade e os sentimentos que ocorrem no momento. Nesse momento acontece o chamado “branco” onde a pessoa esquece até o próprio nome. O cérebro entende que a pessoa esta em perigo, (como se tivesse diante de um leão), libera uma descarga grande de adrenalina para a pessoa reagir lutando ou fugindo.

Como a pessoa fóbica tem dificuldade de expressar sua agressividade natural, porque foi privada por seus pais, ela geralmente foge ou evita essas situações que causam grandes tensões emocionais, muitas vezes atrapalhando seu desempenho social e profissional.

Muitas pessoas utilizam o álcool para relaxar em ocasiões sociais, entretanto, para os pacientes com Fobia Social/timidez, a ansiedade associada com situações sociais freqüentemente resultam em dependência ao álcool. Esses pacientes utilizam o álcool para auxiliar em situações sociais que os deixam temerosos, e muitos o usam deliberadamente para aliviar os sintomas da ansiedade antecipatória.

Sintomas
Não há sintomas típicos de fobia social; como qualquer transtorno de ansiedade os sintomas são aqueles típicos de qualquer manifestação de ansiedade. O que caracteriza a fobia social particularmente é o desencadeamento dos sintomas sempre que a pessoa é submetida à observação externa enquanto executa uma atividade. Observa-se dentre os fóbicos tremores, sudorese, sensação de bolo na garganta, dificuldade para falar, mal estar abdominal, diarréia, tonteiras, falta de ar, vontade de sair do local onde se encontra o quanto antes. A preocupação por antecipação com as situações onde estará sob apreciação alheia, desperta a ansiedade antecipatória, fazendo com que o paciente fique vários dias antes de uma apresentação sofrendo ao imaginar-se na situação.

Diagnóstico para Fobia Social:

Escrever ou assinar em público

Falar em público

Dirigir, estacionar um carro enquanto é observado.

Cantar ou tocar um instrumento musical

Comer ou beber em público

Ser fotografado ou filmado

Usar mictórios públicos (mais para homens)

Caso você se identifique com esses sintomas descritos, busque ajuda de um profissional de saúde.

Tratamento de fobia social e timidez em campinas: utilizo Psicoterapia Breve, Hipnose, EMDR, e técnicas de respiração Bioenergética.

Síndrome de Hiperventilação e Ataque de Pânico

A hiperventilaçäo tem sido reconhecida como um importante indutor de ataques de pânico. Como parte de um estudo piloto, observamos a provocação de ataques de pânico através da hiperventilaçäo em pacientes com transtorno de pânico.

Método: Selecionamos 5 pacientes com transtorno de pânico (DSM-IV). Eles estavam sem medicação psicotrópica por uma semana, eram não fumantes sem medicação psicotrópica por uma semana, eram não fumantes e sem doença respiratória. Apresentaram no mínimo 3 ataques de pânico nas últimas duas semanas. Todos foram induzidos a hiperventilar por 3 minutos. Pressão arterial, freqüência respiratória e escalas de avaliação de ansiedade foram mensuradas antes e após o teste. Resultados: 3 dos 5 pacientes tiveram ataque de pânico similar a um ataque de pânico espontâneo moderado. Todos os pacientes apresentaram níveis de ansiedade elevados após a hiperventilaçäo.

Conclusões: Os sintomas da síndrome de hiperventilaçäo e dos ataques de pânico são muito similares. A hiperventilaçäo pode ser um teste útil em alguns pacientes. Desenvolvimentos metodológicos são necessários para a obtenção de maiores resultados práticos. Aspectos teóricos e achados experimentais, como a possibilidade de se induzir ataques de pânico pela hiperventilação.

Tratamento de Ataque de pânico em Campinas.

Utilizo psicoterapia breve, com Hipnose, EMDR, Respiração Diafragmática.

SHV-Síndrome de Hiperventilação

A síndrome de hiperventilação (SHV) é uma das causas mais comuns de falta de ar; muitos pacientes procuram a emergência por SHV, que resulta em ataques de falta de ar.

Hiperventilação é o aumento da quantidade de ar que ventila os pulmões, seja pelo aumento da freqüência ou da intensidade da respiração. A causa mais comum da hiperventilação é a ansiedade, mas exercícios físicos, febres e doenças respiratórias também costumam levar a esse estado. A hiperventilação pode estar associada a ataque de pânico, histeria e outros transtornos de ansiedade.

Uma pessoa normal respira de 6 a10 litros de ar por minuto, o que se chama ventilação. A ventilação é rigorosamente controlada pelo comando respiratório, um marca-passo que fica localizado no tronco cerebral. O objetivo da ventilação é regular o gás carbônico no sangue em níveis estreitos. A SHV, como classicamente definida, implica uma ventilação excessiva com queda do gás carbônico no sangue (CO2), resultando em diversas alterações no organismo, que podem ser reproduzidas pedindo-se ao paciente que respire profunda e rapidamente por 3 a 4 minutos. Nos últimos anos, por medida instantânea do gás carbônico através de sensores colocados na pele, demonstrou-se que, em muitos pacientes, o gás carbônico não cai durante os ataques de falta de ar, ou a queda acontece depois de iniciada a crise. Uma melhor designação para a síndrome seria de dispnéia (falta de ar) psicogênica ou comportamental. O comando da respiração sofre influêcias de diversas regiões superiores do cérebro e certas emoções como ansiedade pode desencadear os sintomas. Por sua vez, o comando respiratório tem sensibilidade variável em diferentes pessoas, o que facilita o desenvolvimento desta condição em pessoas com comando respiratório mais sensível.

A consequência metabólica da hiperventilação é a hipocapnia, isto é: a diminuição do teor de dióxido de carbono dissolvido no sangue. Como o dióxido de carbono é transportado no sangue como acido carbonico, a hiperventilação eleva o pH sanguíneo, fenômeno conhecido como alcalose respiratória.

O que causa SHV?

A causa é desconhecida, mas as pessoas afetadas parecem ter uma resposta anormal ao stress e outros fatores desencadeantes. Sob stress, os pacientes com SHV passam a respirar muito mais com o tórax do que com o diafragma, resultando numa distensão exagerada da caixa torácica superior. Este padrão de respiração leva à falta de ar porque respirar distendendo a parte superior do tórax é muito mais difícil. Receptores situados nos pulmões e na caixa torácica disparam mensagens de “alarme de sufocação” para o cérebro. Diversos transmissores são liberados pelo organismo levando a palpitação, tremor, ansiedade e suor excessivo.

Sintomas da SHV

Os sintomas da SHV e doença do pânico se sobrepõem consideravelmente, embora as duas condições sejam distintas. Aproximadamente 50% dos pacientes com distúrbio do pânico e 60% dos pacientes com agorafobia (comportamento de evitar lugares ou situações onde o escape seria difícil caso se tenha uma crise de pânico ou algum mal estar ou embaraço), manifestam hiperventilação como parte de seus sintomas, enquanto que apenas 25% dos pacientes com SHV manifestam doença do pânico.

Os sintomas mais comuns da hiperventilação são: sensação de estar flutuando, tontura, vertigem, dores no peito, parestesias (formigamento ou adormecimento) em vários locais do corpo, como a ponta dos dedos em volta da boca, taquicardia, palpitações, visão borrada, sensação de falta de ar, disfagia, náuseas, dor abdominal, distensão abdominal, dores musculares, tremores, tetania, ansiedade, medo, fadiga, exaustão, sonolência, fraqueza.

Pacientes com SHV crônica freqüentemente são submetidos a inúmeros exames na tentativa de esclarecimento da causa da falta de ar. Como a dor torácica pode ocorrer, exames para doença coronariana, como teste ergométrico e até angiografia são freqüentes. Pacientes com SHV aguda, que procuram um pronto-socorro, recebem o rótulo de neuróticos e são dispensados com o alerta de que “nada há de errado com seu organismo”, isto é, uma causa orgânica não foi encontrada e, portanto o quadro seria irrelevante do ponto de vista médico.

A doença é mais freqüente em mulheres, numa proporção de 7:1 e ocorre mais freqüentemente entre 15 a 55 anos de idade.

Os sintomas são:

  • Pacientes com SHV aguda podem apresentar agitação e ansiedade intensas.
  • Mais frequentemente, a história é de início súbito de dor torácica, falta de ar, ou sintomas neurológicos - tonturas, fraqueza, formigamentos, ou ameaça de desmaio - após um evento estressante.
  • Pacientes com SHV crônica se apresentam com sintomas semelhantes de dor torácica, falta de ar ou distúrbios neurológicos recorrentes, que se repetem ao longo do tempo.
  • Hiperventilação aguda
    • Os pacientes frequentemente têm sintomas dramáticos, com agitação, hiperventilação, incapacidade de encher os pulmões, respiração rápida, dor torácica, chiado, vertigem, palpitações, câimbras com contratura dos dedos, formigamento em torno da boca e de extremidades, fraqueza generalizada, e desmaio. O quadro às vezes é confundido com crise de asma. A queda do gás carbônico pode resultar em broncoespasmo. A asma, por sua vez, pode se acompanhar de sintomas da SHV.
    • O paciente freqüentemente se queixa de sufocação. Um evento precipitante emocional freqüentemente pode ser identificado.
  • Sintomas cardíacos
    • A dor torácica associada com a SHV usualmente é incaracterística, mas às vezes pode imitar uma angina típica. Ela tende a durar horas ao invés de minutos. É frequentemente aliviada mais do que provocada por exercício. Normalmente não melhora com medicamentos para angina.
    • O diagnóstico de SHV de ser considerado em pacientes jovens sem fatores de risco para doença coronariana, especialmente na presença de outros sintomas da SHV.
    • A SHV pode resultar em alterações no eletrocardiograma que confundem o médico. A SHV é mais freqüente em portadores de prolapso da válvula mitral, e a dor torácica nesta situação pode se dever a hiperventilação.
    • Uma condição séria que pode resultar em falta de ar súbita e alguns sintomas de SHV é a embolia pulmonar, que deve ser afastada na presença de fatores de risco (ver embolia pulmonar).
  • Sistema nervoso central
    • A redução do gás carbônico no sangue causa redução do fluxo sanguíneo para o cérebro. Vertigem, fraqueza, confusão e agitação são comuns.
    • Os pacientes podem relatar sensação de despersonalização (fuga de si mesmo) e podem experimentar alucinações visuais.
    • Raramente, desmaio ou convulsão podem ser provocadas por hiperventilação.
    • Ideações catastróficas (idéias de que coisas muito ruins irão acontecer com o próprio indivíduo) são comuns.
    • Parestesias (formigamentos) ocorrem mais frequentemente nas extremidades superiores e são geralmente bilaterais. Quando unilaterais ocorrem em geral à esquerda.
    • Formigamento em torno da boca é muito comum.
  • Sintomas gastrintestinais
    • Eructações, distensão abdominal e flatos podem resultar da deglutição exagerada de ar
    • Boca seca pode ocorrer com respiração bucal e ansiedade
    • Outras alterações como fasciculações musculares, fraqueza generalizada ocorrem por efeito de distúrbios metabólicos.
  • Hiperventilação crônica

O diagnóstico é mais difícil. Os pacientes se queixam de:

    • Falta de ar
    • Bocejos freqüentes
    • Dor torácica
    • Suspiros freqüentes, com sensação de respiração insatisfatória
    • Muitos pacientes sofrem de distúrbio obsessivo-compulsivo, dificuldades sexuais e conjugais, e pobre adaptação ao stress

Como é feito o tratamento?

Uma explicação a respeito dos sintomas deve ser feita para o paciente.

A provocação dos sintomas por hiperventilação voluntária por 3-4 minutos frequentemente convence o paciente do diagnóstico, mas o teste pode ser negativo.

O paciente deve ser instruído para praticar respiração abdominal, usando o diafragma mais do que a parede torácica, o que melhora a falta de ar e os sintomas associados. A respiração diafragmática reduz a freqüência respiratória (figura), distrai o paciente durante as crises, e dá ao paciente uma sensação de autocontrole durante os episódios. Esta técnica é eficaz em muitos pacientes. O paciente deve procurar um profissional de saúde, que reforce a respiração diafragmática ou praticar Yoga que reforça o relaxamento e a respiração diafragmática.

Terapia para redução do stress, beta-bloqueadores, antidepressivos (quando há síndrome do pânico associada são essenciais) e retreinamento respiratório pode reduzir os sintomas e a freqüência das crises. Consulta com psicólogo ou psiquiatra é recomendada.

Fobia Social



Tratamento de fobia social e timidez em campinas.
Ansiedade social é o que quase todas as pessoas têm um pouco. É algum tipo de timidez em determinadas situações sociais. Por exemplo quando alguém é um pouco reservado num primeiro encontro, ou quando fica ansioso ao ter de falar na frente de um grupo de pessoas, seja num ambiente mais formal ou informal.
Esses sentimentos são muito comuns, e a maioria das pessoas é capaz de lidar com esses pensamentos e sentimentos que ocorrem em algumas fases de suas vidas. Essas pessoas sabem que toda a gente os tem e simplesmente colocam de lado o receio e a ansiedade e continuam a fazer o que é mais importante nas suas vidas. No entanto, para algumas pessoas essas mesmas experiências ou situações podem ser vividas com grande mal-estar e esse mal-estar é referido como Fobia Social.
O núcleo da fobia social é a necessidade de ser aceito e aprovado pelos outros. São pessoas inseguras e com baixa auto-estima, tem dificuldade de se auto-afirmar diante de pessoas que representam autoridades (pais) e quando se expõem diante de pessoas, ou situações que causam muitas tensões emocionais. Ela tem dificuldade de se impor de uma maneira natural agressiva, dispondo de certa dosagem de raiva que faz parte de uma personalidade sadia e madura, quando enfrenta uma situação de estresse emocional ou diante de uma situação de perigo.
Porque quando enfrentamos uma situação de perigo, nosso corpo reage nos protegendo liberando uma carga de adrenalina que vai para a musculatura para que tenhamos uma reação de fuga ou luta tão necessária para nossa sobrevivência.
O fóbico social aprendeu a negar sua agressividade natural, reprimindo sua raiva instintiva tão necessária para sua confiança interna e uma boa auto-estima.
Ele aprendeu a ser bonzinho, a ser um bom filho para agradar os pais, acreditando que dessa maneira seria aceito e amado por eles. Mas quando ele precisa utilizar sua força (agressividade) tão natural no ser humano, ele tem dificuldade para acessá-la, pois ela esta reprimida e muito inconsciente.
Portanto, ele precisa sempre agradar os outros, procurando ser aceito e aprovado. Por isso, sua auto estima é muito baixa, não tem confiança nele mesmo por não saber se defender. Então as outras pessoas ganham uma grande importância em sua vida, tal a necessidade de ser aceito e aprovado por elas, assim como era por seus pais.
É preciso entender que sua segurança e confiança estão fora dele, nas outras pessoas assim como estava nos seus pais. Possuindo baixa auto-estima (amor próprio baixo), isto é ele não se ama e se respeita como deveria; então ele procura esse amor (aprovação nos outros) fora dele, correndo um grande risco de ser rejeitado e desaprovado.
Então muitas vezes ele não se respeita, passando por cima de seus verdadeiros sentimentos, fazendo coisas que não gosta, vestindo e representando um papel de bonzinho para agradar os outros, evitando dessa forma desagradar os amigos e correndo o risco de perder suas amizades.
Muitas vezes quando ele não respeita seus verdadeiros sentimentos, não se impondo, dando limites aos outros, dizendo não para coisas que não gosta, ele convive com uma angustia muito forte que geralmente o leva a depressão.
Quando não somos autênticos e verdadeiros com nossos sentimentos, a depressão esta sempre rondando nossa vida. A depressão sempre nos mostra que estamos fugindo da nossa essência e da nossa verdade interna, que estamos desconectados de nosso coração, por medo da rejeição e de não sermos aceitos e aprovados pelos outros.
Em casos mais leves de fobia social, os pacientes são tomados por ansiedade excessiva quando desempenham tarefas na frente dos outros, como comer num restaurante, assinar um cheque ou outro documento qualquer, participar de uma dinâmica de grupo, de um seminário na faculdade, de uma entrevista de emprego e, principalmente, falar em público.
À medida que esse transtorno evolui, passa para um tipo que chamamos de generalizado e, além das situações de desempenho, a pessoa evita as que favorecem o contato interpessoal (ir a festas, ser apresentada a estranhos, iniciar uma paquera) e nas quais é indispensável perceber como está sendo sua aceitação pelo outro a fim de nortear a pauta para seu comportamento.
Muitas pessoas com fobia social deixaram de se formar na faculdade ou num curso de especialização porque no final seria necessária uma apresentação para a turma e isto seria intolerável. Pacientes que recusaram promoções no trabalho apesar de saberem que era competente o suficiente para a função, mesmo deixando de ganhar mais e bloqueando sua ascensão na empresa, unicamente pelo medo de terem que falar em reuniões de trabalho.
É preciso entender também que nosso corpo é emocional e reage conforme nossas emoções, procurando sempre nos proteger de situações perigosas. O pânico na fobia social ocorre uma tensão tão grande no plexo solar, como um aperto na barriga estrangulando-a como uma couraça (ver Reich) impedindo a descida do diafragma que representa cerca de 70% da respiração natural do nosso organismo. A respiração se torna superior peitoral cerca de 12% apenas, sendo curta e rápida provocando uma hiperventilação (ver mais detalhes), com isso o coração dispara, trabalhando mais rápido que o normal, o cérebro fica hiperventilado causando muita ansiedade e com dificuldade de discernir a realidade e os sentimentos que ocorrem no momento. Nesse momento acontece o chamado “branco” onde a pessoa esquece até o próprio nome. O cérebro entende que a pessoa esta em perigo, (como se tivesse diante de um leão), libera uma descarga grande de adrenalina para a pessoa reagir lutando ou fugindo.
Como a pessoa fóbica tem dificuldade de expressar sua agressividade natural, porque foi privada por seus pais, ela geralmente foge ou evita essas situações que causam grandes tensões emocionais, muitas vezes atrapalhando seu desempenho social e profissional.
Muitas pessoas utilizam o álcool para relaxar em ocasiões sociais, entretanto, para os pacientes com Fobia Social, a ansiedade associada com situações sociais freqüentemente resultam em dependência ao álcool. Esses pacientes utilizam o álcool para auxiliar em situações sociais que os deixam temerosos, e muitos o usam deliberadamente para aliviar os sintomas da ansiedade antecipatória.
Sintomas
Não há sintomas típicos de fobia social; como qualquer transtorno de ansiedade os sintomas são aqueles típicos de qualquer manifestação de ansiedade. O que caracteriza a fobia social particularmente é o desencadeamento dos sintomas sempre que a pessoa é submetida à observação externa enquanto executa uma atividade. Observa-se dentre os fóbicos tremores, sudorese, sensação de bolo na garganta, dificuldade para falar, mal estar abdominal, diarréia, tonteiras, falta de ar, vontade de sair do local onde se encontra o quanto antes. A preocupação por antecipação com as situações onde estará sob apreciação alheia, desperta a ansiedade antecipatória, fazendo com que o paciente fique vários dias antes de uma apresentação sofrendo ao imaginar-se na situação.
Diagnóstico para Fobia Social:
Escrever ou assinar em público
Falar em público
Dirigir, estacionar um carro enquanto é observado.
Cantar ou tocar um instrumento musical
Comer ou beber em público
Ser fotografado ou filmado
Usar mictórios públicos (mais para homens)
Caso você se identifique com esses sintomas descritos, busque ajuda de um profissional de saúde.
Tratamento de fobia social em campinas: utilizo Psicoterapia Breve, Hipnose, EMDR, e técnicas de respiração  e Bioenergética.

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Rituais nas constelações familiares

Nas constelações familiares, os rituais desempenham um importante papel. O ritual, como um procedimento repetido da mesma forma, associa-se às dimensões mais profundas da realidade. Nele são experimentadas forças anímicas que não podem, sem perder seu sentido, ser transmitidas pela simples linguagem. Vou abordar aqui brevemente apenas três rituais: a reverência, o deitar-se ao lado dos mortos e a fileira dos antepassados. A inclinação e a reverência

Na reverência, a pessoa que coloca sua família inclina-se diante de seus pais. Ela se inclina diante do destino que atua em sua família e das pessoas que carregam esse destino. A reverência é entendida de modo mais amplo do que a inclinação profunda.

Na inclinação profunda, muitas vezes até o chão, uma pessoa deixa cair a presunção, sobretudo em face do pai ou da mãe. Tal gesto é indicado quando alguém permanece na recusa de se mover em direção aos pais, fez-lhes graves acusações ou talvez mesmo cometeu atos contra eles. Mesmo quando alguém, por amor ou orgulho, se coloca acima dos pais e com isso os perdeu internamente e às vezes também externamente, a inclinação profunda libera. Esse gesto restabelece o desnível entre os pais e o filho e é muitas vezes a condição para que o amor volte a fluir. Não raramente, a inclinação profunda leva uma pessoa a lágrimas abundantes, nas quais a compulsão da presunção e talvez também a culpa podem se dissolver.

O gesto de curvar-se não é indicado quando a pessoa envolvida tem a sensação de ser humilhada pelos pais. Isto acontece, por exemplo, quando vem à tona a recordação de graves maus tratos infligidos pelos pais. Aqui é necessário um outro processo de liberação, e geralmente é preciso trabalhar primeiro com os pais na constelação.

Uma inclinação profunda, feita com o devido sentimento, sempre libera, mesmo que nem sempre seja aceita pela outra pessoa. Às vezes é muito tarde para tal gesto, e então a pessoa precisa carregar diante dos pais a culpa e suas conseqüências. Se é grande a resistência contra a inclinação, pode-se pedir ao representante que a faça em lugar da pessoa envolvida. Isto muitas vezes produz um efeito ainda maior. O representante pode entregar-se mais facilmente ao que acontece. Nele, e no efeito sobre ele, costuma ser mais fácil perceber se é autêntico o gesto de curvar-se, e normalmente a pessoa envolvida participa plenamente, de fora. A inclinação profunda feita pelo representante talvez suporte mais, porque nela não existe o medo inibidor diante do despojamento e porque também a resistência é respeitada. Esse curvar-se envolve também um segundo movimento, igualmente importante, que é o erguer-se. Através dele volta a força e a coragem para um relacionamento adequado e para o movimento amoroso.

A reverência é um gesto abrangente de respeito e homenagem e de soltar-se. Por ela são honradas pessoas que nos precederam, juntamente com seus destinos. Através dela aceitamos os efeitos que o destino de outros trouxe à nossa própria vida e nos desprendemos desse destino. Pela inclinação algo pode “declinar”, isto é, caminhar para seu fim, de forma a poder passar depois de algum tempo, mesmo quanto a seu efeito. Deitar-se ao lado dos mortos

Se alguém morreu no sistema e queremos perceber o efeito de sua morte sobre a família, podemos virar para fora o representante da pessoa morta e afastá-lo da família alguns passos. Podemos também fazer com que alguém se retire do recinto. Se alguém teve uma morte trágica ou se sua morte não foi devidamente considerada e honrada, pode-se fazer com que seu representante se deite no chão, geralmente de costas. Isto provoca geralmente reações muito fortes na constelação, pois o ato de morrer e a morte são sentidos com todo o seu efeito. Talvez alguém queira deitar-se ao lado da pessoa morta, ou esta queira ser abraçada mais uma vez, ou uma mãe ao morrer queira tomar, mais uma vez, seu filho nos braços, ou os vivos se curvam. Freqüentemente não houve uma despedida entre vivos e mortos, que então pode ser resgatada.

Quando se pede a uma pessoa que se deite ao lado de um morto, pode-se notar a atração que a morte exerce e a necessidade freqüente que sentem os vivos de estar entre os mortos. Com efeito, observa-se, muitas vezes, que os vivos querem trazer os mortos de volta à vida. Quando se deitam ao lado deles, percebem logo que isso não é possível e que os mortos também não o desejam. Para outras pessoas, deitar-se ao lado dos mortos faz o efeito de uma redenção e pode-se perceber então algo do poder que possui a vontade de morrer. Se um vivo permanece por algum tempo deitado ao lado de um morto, a intimidade na ligação vem à tona. Porém muitas vezes os mortos também ficam inquietos, querem voltar as costas e ser deixados em paz. A pessoa que vive sente então que sua presença junto aos mortos não é desejada e pode mais facilmente encarar a vida.

Uma mulher tinha passado por graves depressões e algumas tentativas de suicídio. Como quadro de fundo, revelou-se que sentia uma profunda ligação com as vítimas de seu querido avô, que no regime nazista tinha denunciado muitas pessoas e as levado a um campo de concentração. Quando as vítimas e o avô se deitaram no solo, a mulher quis imediatamente deitar-se ao lado das vítimas. Olhou-as com lágrimas nos olhos e sentiu um profundo peso. O terapeuta trabalhou primeiro com o avô e suas vítimas e o resultado foi que estas se afastaram da mulher. De repente, ela se sentiu muito só. Depois de algum tempo, seus olhos procuraram os olhos de seu marido e de seus filhos e ela disse: “Agora gostaria de ficar de novo com os vivos”.

Um movimento como este geralmente só é possível depois que alguém se deitou por algum tempo junto aos mortos. Como ritual, o deitar-se com os mortos transcende esse processo. Nele se experimenta que a vida e a morte fazem parte de uma só realidade. Para além da vontade da vida em afirmar-se, da esperança e do consolo, experimenta-se o efeito liberador que resulta da concordância e da sintonia com o abismo da realidade. Podemos experimentar que a vida é algo que emerge, por um momento, de algo obscuro e que se completa e consuma quando volta a cair nesse obscuro. A vida e a morte, o sucesso e o horror, como tudo o que existe, são acolhidos na grande realidade única. A fileira dos antepassados

Às vezes, mesmo depois que uma constelação foi resolvida, alguém dá a impressão de estar ainda sem força em seu lugar. Pode-se então colocar essa pessoa com as costas apoiadas em seus pais. Desta forma, ela pode perceber e receber em si a força deles, sentindo seu suporte e apoio. Se a força dos pais não for bastante, pode-se colocar atrás deles outros antepassados, até que flua a corrente de força.

Quando os pais se separaram ou é preciso assumir que estão separados, o terapeuta os coloca juntos nesse ritual e depois os separa de novo. Pois, pelo menos no momento de gerar, os pais estiveram assim juntos para a criança. A força masculina pode ser especialmente sentida numa fileira de homens e a força feminina numa fileira de mulheres.

Na fileira dos antepassados, a pessoa não ganha apenas o sentimento de que é sustentada e apoiada pelos pais, pelo grupo familiar e pela grande alma, mas também o saber e a força de perceber que ela própria é agora uma pessoa adulta. Justamente quando foram trabalhadas as vivências traumáticas da criança e as necessidades infantis, entra em ação desta forma, além do movimento amoroso, aquilo que dá apoio e sustento à pessoa. Ao mesmo tempo, abre-se nesse ritual, para muitas pessoas, o olhar para frente. Nossa vida não é apenas carregada pela “fonte”, mas também pelo “desnível” que nos puxa para frente

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

A constelação condensada

Nos últimos anos, Bert Hellinger vem trabalhando, com freqüência cada vez maior, com constelações condensadas. Nessa forma breve – ou melhor, intensiva – de representação, não colocamos e mantemos diante dos olhos um sistema familiar, mas a pessoa interessada, em seu relacionamento individual com a mãe, o pai, um parceiro, um filho, uma doença ou a morte. O que aqui está no centro da atenção não é tanto 0 emaranhamento ou a vinculação ao destino que abrange toda a família, quanto as forças que atuam sobre a alma de alguém com respeito a certos relacionamentos ou a temas como culpa pessoal, ressentimento e morte.

O terapeuta pede ao cliente que escolha e posicione em relação recíproca representantes para as poucas pessoas que importam ou para as forças que atuam. A seguir, confia os representantes à dinâmica que os move na representação, sem interferir no processo. Os representantes expressam com o corpo e sem palavras aquilo que move sua alma.

O terapeuta geralmente não interfere. Desta forma coloca-se muitas vezes em movimento um processo muito impressionante, que mostra tanto o problema e a necessidade quando a solução. A pessoa envolvida presencia geralmente de fora e se entrega ao que ela vê que se comunica a ela e a toca.

Esse tipo de representação é especialmente recomendado quando uma constelação familiar poderia desviar de algo que está imediatamente desafiando a alma. Quando alguém está gravemente doente, pesquisar um emaranhamento não ajuda muito ou, em todo caso, só ajudará depois que essa pessoa se defrontou com sua doença.

Um homem que sofria de câncer queria saber em que contexto familiar poderia entender sua doença. Entretanto, o terapeuta lhe pediu que colocasse apenas a si mesmo, sua doença e sua morte. No decurso da constelação, o representante escolhido evitava a doença e a morte e não queria encará-las. A morte dava uma impressão de desamparo e a doença se postava de braços abertos. Quando o representante, depois de algum tempo, se voltou para a doença — representada por uma mulher mais velha — e caminhou ao seu encontro, aconteceu um abraço terno entre ambos. A morte se retirou um pouco, permaneceu ligada e deu a impressão de tranqüilidade.

O terapeuta não interrogou o representante e também não comentou o trabalho realizado. O homem pareceu muito tocado e tranqüilo. Apenas numa rodada seguinte ele se declarou decepcionado por não saber o que fazer com aquela representação. Mas quando o terapeuta lhe perguntou: “Que peso teria o saber que você busca, em confronto com aquilo que você viu?”, vieram-lhe lágrimas de novo e ele concordou com a cabeça. Numa encenação como esta ninguém sabe exatamente o que acontece e o que atua. Contudo, algo de essencial surge diante dos olhos.

Às vezes, sobretudo quando se trata de um movimento interrompido, o terapeuta pode também fazer com que a pessoa envolvida se coloque pessoalmente na relação, dispensando o representante, e se exponha diretamente ao processo da encenação. Isto é indicado quando o que está em primeiro plano é menos o que o cliente “vê” e mais o que ele sente, por exemplo, a força liberadora do movimento para a mãe. Se a representação não progride, o terapeuta pode interferir com cuidado para que o cliente ou um representante ultrapasse algum limiar, deixando-os então entregues à continuação do processo até sua conclusão. Se o cliente ou os representantes, apesar de sensibilizados, não se colocam em movimento, o terapeuta pode também interrogá-los em busca de nova informação. Talvez seja ainda preciso introduzir outra pessoa ou força personificada, ou também se possa ampliar a representação até que se transforme numa constelação familiar. O terapeuta simplesmente se entrega ao que vê e sente, e progride com a força da alma.

Mais ainda do que a constelação familiar, a representação condensada escapa de qualquer rotina terapêutica e de qualquer “fazer” que pretenda ajudar. Embora transcorra de forma simples e singela, ela exige dos representantes uma entrega completa e do terapeuta – que aparentemente só deixa as coisas acontecerem – alto grau de atenção e concentração. Justamente quando se trata de doença, morte e culpa, os participantes se defrontam com as zonas limítrofes da vida e com a necessidade de uma profunda sintonia com a realidade.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Duração e término de uma constelação familiar

Duração

Uma constelação breve e concentrada é geralmente a mais eficiente. Podem-se gastar cinco a dez minutos numa representação condensada, ou vinte a trinta minutos numa constelação familiar. Porém já tive constelações que duraram quase uma hora, porque precisaram de todo esse tempo. Isso acontece, sobretudo quando, ao final de uma constelação, aparece uma informação importante que exige a continuação do processo, quando é preciso procurar solução também para outras pessoas da família, quando se devem aliviar representantes muito sobrecarregados. O mesmo acontece em confrontos entre perpetradores e vítimas, onde é preciso lutar intensamente por uma solução, e também quando um movimento interrompido precisa ser resgatado dentro da constelação.

É essencial que a energia e a atenção sejam mantidas durante toda a constelação. Se os representantes ficam cansados, o grupo inquieto e o cliente confuso, então geralmente a constelação já durou um tempo excessivo. O risco de prolongá-la demais existe principalmente quando o terapeuta se desvia numa interpretação, deixa os representantes excessivamente entregues à própria dinâmica ou pretende resolver de uma vez todos os problemas que surgem numa família. A força de uma constelação reside no seu mínimo.

Naturalmente existem constelações que estacam de repente ou cuja energia não se mantém sempre num nível elevado. Às vezes, o terapeuta precisa buscar e experimentar o que faz progredir e nessa tentativa nem sempre encontra o caminho certo. Ele tem o direito de se dar o tempo de que precisa para que a constelação possa chegar a um bom resultado. É melhor pagar o preço de uma baixa de energia durante a representação do que interrompê-la prematuramente e forçar uma solução não confiável. Enquanto 0 terapeuta estiver agindo em consonância com a alma da família que está sendo configurada, ele não poderá cometer muitos erros. Caso perca o contato com a alma da família, ou esta se esquive, ou a busca da solução se torne muito trabalhosa e cansativa, a constelação precisa ser interrompida. A interrupção

A interrupção de uma constelação familiar é uma intervenção de poderoso efeito, que deve absolutamente resultar do que acontece na própria representação. Com freqüência a interrupção alivia o cliente, porque ele mesmo percebe que ela não progride ou que entrou em pista errada. Talvez ele tenha mais tarde nova oportunidade de colocar sua família quando isto se torne possível em virtude de uma nova informação, de um novo direcionamento ou da melhora de sua conexão interna com a família.

Às vezes, porém, o cliente foi muito mobilizado e reage até com ressentimento contra a interrupção. O terapeuta deve mantê-la e não debitá-la a si mesmo, a não ser que a tenha interrompido por estar fora de sintonia com o que estava acontecendo. Freqüentemente uma interrupção incentiva a alma do cliente a buscar informações importantes ou o confronta com a própria impotência em querer algo sem condições. Ou ainda, a interrupção pode mostrar que se buscou a solução no lugar errado, por exemplo, no sistema de origem, embora a força da solução aponte para o sistema atual. Sejam quais forem às razões para uma interrupção, ela precisa estar sempre a serviço da alma de quem buscou conselho e não deve ser dirigida contra ele.

A maioria das interrupções resulta da falta de informações importantes. A responsabilidade pelo fato deve pertencer ao cliente ou à sua família. Freqüentemente, porém, as interrupções são necessárias quando a pessoa se depara com uma fronteira difícil que ela não quer ou não pode ultrapassar. O terapeuta renuncia então ao processo que resolveria a constelação, para que essa fronteira seja plenamente encarada. Muitos clientes, que inicialmente ficam chocados, mostram-se depois muito agradecidos. Pode acontecer, por exemplo, que alguém seja deixado junto de pessoas mortas de quem não queira desprender-se. Há pouco tempo, recebi uma carta de uma mulher gravemente enferma. Eu a tinha confrontado com a morte numa representação e deixei a morte junto dela, sem ceder a seu pedido de uma solução melhor. Agora, passados três anos, ela me escreveu: “Agradeço. A morte continua a meu lado e estou viva”. O término

O melhor momento para terminar uma constelação familiar é quando aparece a solução e chegam ao auge a força e a energia. A pessoa envolvida pode então abandonar a constelação “carregada de solução”. O fim da constelação é realmente um começo, que produz algo que leva adiante na vida e que é alimentado por uma nova força da alma.

Isto não significa, porém, que só se deva encerrar uma constelação no seu auge. Muitas vezes é preciso que se faça um pequeno acréscimo ou um fecho harmonioso. E embora o auge da constelação tenha sido alcançado com uma emocionante reverência a um dos pais, o processo precisa ser arredondado com o encontro com o outro progenitor, com o alinhamento dos irmãos ou com alguma frase de solução que seja dita a outras pessoas da família que passaram a ser importantes. Para muitas pessoas, é muito liberador experimentar como, ao sair de um emaranhamento, o olhar fica livre para outros membros da família e a pessoa sente o impulso de ir até elas para dizer-lhes algo ou abraçá-las. Sobretudo em constelações muito liberadoras, nas quais também os representantes, que costumam ficar à margem do processo da solução, estiveram muito presentes, existe uma necessidade de terminar a constelação como uma festa e expressar solidariedade e alegria na despedida.

Se, entretanto, alguns representantes já querem voltar aos seus lugares enquanto outros começam a conversar durante o processo, seguramente não se chegou a um final concentrado e a constelação se desmancha. Por outro lado, se os representantes a abandonam contra a vontade e sentem o impulso de prolongá-la posteriormente com suas reações, ela provavelmente foi encerrada antes da hora. O encontro do final correto talvez seja a maior arte. O final tem o melhor êxito quando permanece ligado ao início da constelação, à intenção que o cliente expressou e à força que sustentou o processo.

O término de uma constelação exige também que, concluído o trabalho, o terapeuta e o grupo deixem em paz a pessoa envolvida e sua alma. Muitas vezes, na melhor das intenções, os representantes ainda querem acrescentar alguma coisa ou ocorre algo ao terapeuta que ele ainda queira comunicar, e talvez o próprio cliente ainda não esteja satisfeito. Ceder a tais impulsos prejudica a alma e compromete o efeito da constelação. Caso haja um complemento importante do cliente, dos representantes ou do terapeuta, ele deve ser feito a serviço do cliente e do que foi conseguido durante o trabalho. O que é importante não se perde e encontra seu momento adequado.

Para que uma constelação possa ser eficaz, seu efeito precisa ficar visível no próprio decorrer do processo. A própria pessoa que colocou a família mostra algo desse efeito, o terapeuta se assegura dele na solução e também o grupo pode percebê-lo. Esse efeito permanece então confiado à alma. Em última instância, não sabemos o que realmente resolve. Já presenciei constelações muito satisfatórias que a longo prazo se revelaram pouco eficazes. E já presenciei constelações “más” que posteriormente se mostraram extremamente eficazes. O terapeuta só pode confiar naquilo que vê na constelação e então entregá-lo aonde pertence e onde seguirá seu próprio caminho. Não podemos assegurar o êxito de uma constelação, por mais experimentados e seguros que sejamos no trato com esse trabalho. O terapeuta colabora com pouca coisa para o seu sucesso. Mas esse pouco compensa à coragem, o exercício, a experiência e o esforço da compreensão crescente do terapeuta e o recompensa com um trabalho muito satisfatório.

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Das ordens do amor aos movimentos da alma

Nos últimos tempos, existe nas constelações de Bert Hellinger uma evolução das “ordens do amor” para os “movimentos da alma”. Tal evolução já se manifestou na “constelação condensada”. Sobretudo em casos onde os destinos familiares estão envolvidos em contextos maiores e onde as soluções não podem mais provir da alma da família, mas apenas do espaço da “alma maior”, por exemplo, em destinos de vítimas e agressores, especialmente em conexão com acontecimentos políticos e sociais, Bert Hellinger muitas vezes deixa que os representantes, freqüentemente colocados por ele mesmo, se movam livremente sem palavras, sem interferir em seu processo interno e externo. Então se desenvolve um drama sem palavras, com uma dinâmica espantosamente profunda. Às vezes Hellinger permite que os representantes relatem posteriormente seus processos interiores, outras vezes não. Em tais contextos tão amplos, nenhum terapeuta pode proporcionar uma “visão geral” e o encaminhamento para uma solução. Ele próprio, como os demais que presenciam o processo, limita-se a contemplar e acolher o que, no espaço dessa “alma maior”, se manifesta em termos de movimento e de solução.

Tais representações ultrapassam os limites da constelação familiar. Muitas vezes os representantes relatam depois vivências e insights que os surpreenderam totalmente e que eles não teriam podido imaginar. Mesmo quando trabalha com famílias, Bert Hellinger vem confiando totalmente na manifestação dos movimentos da alma. Ainda Jakob Robert Schneider, Sobre a ‘Técnica (Ias Constelações Familiares 27 mais fortemente do que antes, o olhar se converte das soluções procuradas dentro das ordens do amor à sintonia da alma com a realidade, da forma como esta se revela).

Minha intenção aqui é apenas de aludir a esse desenvolvimento no trabalho de Bert Hellinger com as constelações. Tal desenvolvimento não exclui o procedimento apresentado neste artigo sobre as constelações familiares, mas vai além dele, mostrando em que medida permanece ainda aberto e inconcluso o trabalho que se faz a serviço dos movimentos da alma.

Trabalho apresentado pelo autor para o 1 ° Módulo do ]’Treinamento Sul-americano em Terapia sistêmica fenomenológica de Bert Hellinger, Rio de Janeiro, setembro de 2001

Do original alemão: Zur Technik des Familienstellens

Tradução de Newton Queiroz

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Agorafobia. Campinas

Tratamento de Agorafobia em Campinas.

A característica essencial da Agorafobia é uma ansiedade acerca de estar em locais ou situações das quais escapar poderia ser difícil (ou embaraçoso) ou nas quais o auxílio pode não estar disponível na eventualidade de ter um Ataque de Pânico ou sintomas tipo pânico (por ex., medo de ter um ataque súbito de tontura ou um ataque súbito de diarréia).

A ansiedade tipicamente leva à esquiva global de uma variedade de situações, que podem incluir: estar sozinho fora de casa ou estar sozinho em casa; estar em meio a uma multidão; viajar de automóvel, ônibus ou avião, ou estar em uma ponte ou elevador.

Alguns indivíduos são capazes de se expor às situações temidas, mas enfrentam essas experiências com considerável temor. Freqüentemente, um indivíduo é mais capaz de enfrentar uma situação temida quando acompanhado por alguém de confiança.

A esquiva de situações pode prejudicar a capacidade do indivíduo de ir ao trabalho ou realizar atividades cotidianas (por ex., fazer compras do dia-a-dia, levar os filhos ao médico). A ansiedade ou esquiva fóbica não é mais bem explicada por um outro transtorno mental.

A sensação de estar em locais de onde sair é difícil, onde possa passar mal sem ser socorrido desenvolve os sintomas da agorafobia.

A Ansiedade agorafóbica pode ser inclusive, antecipatória, ou seja, aparecer diante da simples possibilidade de ter que enfrentar determinadas situações. Essa Ansiedade antecipatória pode levar ao afastamento (fuga) dessas situações causadoras da fobia. Tais situações podem incluir:

a) - estar sozinho fora de casa ou estar sozinho em casa;
b) - estar em meio a uma multidão;
c) - viajar de automóvel, ônibus ou avião;

d) - estar em uma ponte ou lugar alto.

Alguns indivíduos mais teimosos podem ser capazes de se expor às situações causadoras de Ansiedade agorafóbica, até com o propósito de tentar melhorar pelo enfrentamento intencional, mas acabam sempre experimentando considerável temor. De um modo geral essas pessoas são mais capazes de enfrentar as situações temidas quando acompanhado por alguém de confiança. A esquiva ou fuga dessas situações pode prejudicar, de alguma forma, o desempenho sócio-ocupacional da pessoa.

O diagnóstico diferencial para se distinguir os quadros de Agorafobia, Fobia Social, Fobia Específica e Transtorno de Ansiedade de Separação pode ser difícil, uma vez que todas essas condições se caracterizam pelo afastamento e evitação de situações específicas. Clinica e terapeuticamente falando, entretanto, tal dificuldade parece não ter a mínima importância, devido ao fato do tratamento psicólogo ser, basicamente, o mesmo para todos esses casos.

O diagnóstico diferencial para distinguir entre Agorafobia e Fobia Social, Fobia Específica e Transtorno de Ansiedade de Separação severo pode ser difícil, uma vez que todas essas condições caracterizam-se pela esquiva de situações específicas.

Critérios para Agorafobia
A. Ansiedade acerca de estar em locais ou situações de onde possa ser difícil (ou embaraçoso) escapar ou onde o auxílio pode não estar disponível, na eventualidade de ter um Ataque de Pânico inesperado ou predisposto pela situação, ou sintomas tipo pânico. Os temores agorafóbicos tipicamente envolvem agrupamentos característicos de situações, que incluem: estar fora de casa desacompanhado; estar em meio a uma multidão ou permanecer em uma fila; estar em uma ponte; viajar de ônibus, trem ou automóvel.
Nota: Considerar o diagnóstico de Fobia Específica, se a esquiva se limita apenas a uma ou algumas situações específicas, ou de Fobia Social, se a esquiva se limita a situações sociais.

B. As situações são evitadas (por ex., viagens são restringidas) ou suportadas com acentuado sofrimento ou com ansiedade acerca de ter um Ataque de Pânico ou sintomas tipo pânico, ou exigem companhia.

C. A ansiedade ou esquiva agorafóbica não é melhor explicada por um outro transtorno mental, como
Fobia Social (por ex., a esquiva se limita a situações sociais pelo medo do embaraço), Fobia Específica (por ex., a esquiva se limita a uma única situação, como elevadores), Transtorno Obsessivo-Compulsivo (por ex., esquiva à sujeira, em alguém com uma obsessão de contaminação), Transtorno de Estresse Pós-Traumático (por ex., esquiva de estímulos associados com um estressor severo) ou Transtorno de Ansiedade de Separação (por ex., esquiva a afastar-se do lar ou de parentes).

Caso você se identifique com alguns desses sintomas, procure ajuda de um profissional de saúde. Como psicólogo clínico em campinas, utilizo para tratamento de agorafobia a psicoterapia breve, hipnose, terapia da regressão, EMDR e psicoterapia bioenergética.