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Campinas, São Paulo, Brazil
Psicólogo Clínico Junguiano com formação pela Unicamp, terapia corporal Reichiana, Hipnoterapeuta com formação em Hipnose Ericksoniana com Stephen Gilligan.E outras formações com Ericksonianos: Ernest Rossi, Teresa Robles, Betty Alice Erickson. Formação em Constelação Familiar Sistémica pelo Instituto de Filosofia Prática da Alemanha. Uma rica e inovadora terapia divulgada em toda Europa. Professor de Hipnoterapia, além de ministrar cursos de Auto-conhecimento como Eneagrama da Personalidade e Workshop de Constelação Familiar Sistémica em todo o Brasil. Clínica em Campinas-SP. Rua Pilar do Sul, 173 Chácara da Barra. Campinas-SP F.(19) 32950381

Uma relação de ajuda

Como é bela, intensa e libertadora é a experiência de se aprender a ajudar o outro. É impossível descrever-se a necessidade imensa que têm as pessoas de serem realmente ouvidas, levadas a sério, compreendidas.
A psicologia de nossos dias nos tem, cada vez mais, chamado a atenção para esse aspecto. Bem no cerne de toda psicoterapia permanece esse tipo de relacionamento em que alguém pode falar tudo a seu próprio respeito, como uma criança fala tudo "a sua mãe.
Ninguém pode se desenvolver livremente nesse mundo, sem encontrar uma vida plena, pelo menos...
Aquele que se quiser perceber com clareza deve se abrir a um confidente, escolhido livremente e merecedor de tal confiança.
Ouça todas a conversas desse mundo, tanto entre nações quanto entre casais. São, na maior parte, diálogos entre surdos.
Paul Tournier.

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

História Pessoal Carl Gustav Jung

Carl Gustav Jung nasceu na Suíça a 26 de julho de 1875. Seu pai e vários parentes próximos eram pastores luteranos e, portanto, já na infância Jung foi afetado de maneira profunda por questões religiosas e espirituais. Em sua autobiografia, Memórias, Sonhos e Reflexões, Jung relata duas experiências precoces extremamente poderosas, que influenciaram de forma marcante sua atitude frente à religião. Entre 3 e 4 anos, sonhou com um imagem fálica aterrorizante, em cima de um trono, num quarto subterrâneo. O sonho assediou Jung durante anos. Só muito tempo mais tarde ele descobriu que a imagem era um falso ritual; representava um “Deus subterrâneo”, mais amedrontador porem mais real e poderoso para Jung que Jesus e a igreja.
A segunda experiência ocorreu quando Jung tinha 12 anos. Ele saiu da escola, ao meio-dia, e viu o sol cintilando no telhado e a majestade de Deus sentado, no alto do firmamento, num trono de ouro. Jung ficou então, de súbito, aterrorizado com a direção de seus pensamentos e recusou-se a continuar a pensar nesta linha, que ele sentia como altamente sacrílega. Tentou, por vários dias, suprimir o pensamento proibido. Afinal Jung permitiu a si mesmo completa-lo: ele viu a bonita catedral e Deus sentado em seu trono, lá no alto, sobre o mundo, e por baixo do trono saiu um enorme excremento que caiu sobre o teto da catedral, despedaçando-a e quebrou suas paredes.
De alguma forma pode ser difícil para nós, hoje, imaginar o aterrorizante poder da visão de Jung. Dados o convencional pietismo e a falta de sofisticação psicológica em 1887, tais pensamentos eram são somente inconfessáveis, como também impensáveis. Entretanto, seguindo sua visão, Jung sentiu, ao invés da danação esperada, um enorme alívio e um estado de graça. Interpretou sua experiência como uma prova enviada por Deus para mostrar-lhe que cumprir o seu desejo pode fazer com a pessoa vá contra a igreja e contra as mais sagradas tradições. Daí em diante, Jung sentiu-se distanciar da devoção convencional de seu pai e de seus parentes religiosos. Ele viu como a maioria das pessoas se afasta de uma experiência religiosa direta, permanecendo limitada pela letra de convenção da Igreja ao invés de considerar seriamente o espírito de Deus como uma realidade viva.
Em parte como resultado de suas experiências interiores, Jung sentiu-se isolado das pessoas. Às vezes, ele se sentia intoleravelmente sozinho. A escola o aborrecia; entretanto, ele desenvolveu uma paixão pela leitura, uma ânsia absoluta de ler qualquer recorte de material impresso que caísse em suas mãos.
Na época de entrar na universidade, Jung resolveu estudar medicina mantendo um compromisso entre seus interesses por ciências naturais e humanas. Foi atraído pela psiquiatria como estudo dos “distúrbios da personalidade”; percebeu que a psiquiatria envolvia ambas as perspectivas cientificas e humana. Jung também desenvolveu um interesse pelos fenômenos psíquicos e investigou as mensagens recebidas por um médium local, para sua tese sobre “Psicologia e Patologia dos assim chamados fenômenos ocultos”.
Em 1904, Jung montou um laboratório experimental na Clínica Psiquiátrica e desenvolveu o teste de associação de palavras para diagnóstico psiquiátrico. Neste teste, o sujeito é convidado a responder a uma lista padronizada de palavras-estímulo; qualquer demora irregular entre o estimulo e a resposta é um indicador de tensão emocional relacionada, de alguma forma, à palavra-estímulo. Jung tornou-se também perito em interpretar os significados psicólogos implícitos nas várias associações produzidas. Em 1905, com trinta anos, tornou-se professor em psiquiatria na Universidade de Zurique e médico efetivo na clinica psiquiátrica.
A despeito das fortes críticas apontadas a Freud nos meios científicos e acadêmicos, Jung estava convencido do valor do trabalho de Freud. Enviou a este cópias de seus artigos e de seu primeiro livro The Psychology of Dementia Praecox e, em seguida, Freud convidou-o a ir a Viena. Em seu primeiro encontro, os dois homens conversaram virtualmente, sem pausa, durante treze horas. Passou a haver troca de correspondência semanal depois disso, e Freud chegou a considerar Jung seu sucessor lógico.
A despeito de sua íntima amizade, os homens discordavam em pontos fundamentais. Jung nunca foi capaz de aceitar a insistência de Freud de que as causas da repressão eram sempre traumas sexuais. Este último, por sua vez, ficava sempre apreensivo com o interesse de Jung pelos fenômenos mitológicos, espirituais e ocultos. Os dois homens tiveram um rompimento definitivo em 1912, quando Jung publicou Symbols of Transformation, que incluía sua análise da libido como uma energia psíquica generalizada, assim como outras idéias que diferiam das de Freud. Este rompimento foi doloroso para Jung, mas ele havia decidido permanecer fiel às próprias convicções.
Jung desenvolveu gradualmente suas próprias teorias sobre processos inconscientes e sobre a análise dos símbolos oníricos. Ele chegou a perceber que seus procedimentos para análise dos símbolos oníricos de seus pacientes poderiam também ser aplicados na análise de outras formas de simbolismo que ele tinha uma chave para interpretação de mitos, contos populares, símbolos religiosos e arte.
O interesse pelos processos psicológicos fundamentais conduziu Jung ao estudo das antigas tradições ocidentais da Alquimia e Gnosticismo e também à investigação de culturas não-européias. Jung fez duas excursões à África e viajou para o Novo México a fim de visitar os índios Pueblos. Ele também foi à Índia, onde estudou com dedicação o pensamento hindu, chinês e tibetano.

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