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Campinas, São Paulo, Brazil
Psicólogo Clínico Junguiano com formação pela Unicamp, terapia corporal Reichiana, Hipnoterapeuta com formação em Hipnose Ericksoniana com Stephen Gilligan.E outras formações com Ericksonianos: Ernest Rossi, Teresa Robles, Betty Alice Erickson. Formação em Constelação Familiar Sistémica pelo Instituto de Filosofia Prática da Alemanha. Uma rica e inovadora terapia divulgada em toda Europa. Professor de Hipnoterapia, além de ministrar cursos de Auto-conhecimento como Eneagrama da Personalidade e Workshop de Constelação Familiar Sistémica em todo o Brasil. Clínica em Campinas-SP. Rua Pilar do Sul, 173 Chácara da Barra. Campinas-SP F.(19) 32950381

Uma relação de ajuda

Como é bela, intensa e libertadora é a experiência de se aprender a ajudar o outro. É impossível descrever-se a necessidade imensa que têm as pessoas de serem realmente ouvidas, levadas a sério, compreendidas.
A psicologia de nossos dias nos tem, cada vez mais, chamado a atenção para esse aspecto. Bem no cerne de toda psicoterapia permanece esse tipo de relacionamento em que alguém pode falar tudo a seu próprio respeito, como uma criança fala tudo "a sua mãe.
Ninguém pode se desenvolver livremente nesse mundo, sem encontrar uma vida plena, pelo menos...
Aquele que se quiser perceber com clareza deve se abrir a um confidente, escolhido livremente e merecedor de tal confiança.
Ouça todas a conversas desse mundo, tanto entre nações quanto entre casais. São, na maior parte, diálogos entre surdos.
Paul Tournier.

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Estrutura Masoquista

Na infância, o amor dado à personalidade masoquista era condicional. A mãe, dominadora e sacrificadora, chegava a controlar-lhe a alimentação e as funções excretórias. Induzia-se a criança a sentir-se culpada por qualquer afirmação de si mesma ou tentativa de proclamar sua liberdade. Todas as tentativas de resistir à tremenda pressão exercida sobre ela eram esmagadas; ela agora se sente pega, derrotada e humilhada. Sua resposta a essa situação foi reprimir os sentimentos e a criatividade. Na realidade, ela tentou reprimir tudo. Isso a levou à raiva e ao ódio. Quer ser independente, mas, quando interage com outros, emprega expressões polidas, emitidas com chorosa, repugnância, para manipular indiretamente os outros, que passam a arreliá-la. A arreliação, por sua vez, fá-la zangar-se. Ela já estava zangada, mas agora, foi-lhe dado o direito de expressar a zanga. Dessa maneira, vê-se presa num ciclo que a mantém dependente.
Do lado negativo, essa pessoa sofre, lamenta-se e queixa-se, permanece exteriormente submissa, mas na verdade, nunca se submeterá. Em seu interior, estão bloqueados sentimentos fortes de rancor, negatividade, hostilidade, superioridade e medo de que venha a acabar numa explosão de fúria violenta. Ela pode ser impotente e manifestar um forte interesse pela pornografia. A mulher propende a ser não orgástica e a achar que a sexualidade é suja.
Seu sintoma ao entrar na terapia é a tensão. Ela quer libertar-se da tensão, mas inconscientemente, acredita que a liberação e a aceitação do que está dentro dela conduz à submissão e à humilhação. Desse modo, sua intenção negativa inconsciente é permanecer bloqueada e “amar a negatividade”, o que a leva ao dilema seguinte: “Se eu me zangar, serei humilhada; se não me zangar, serei humilhada.” Para resolver o problema na terapia, precisa tornar-se afirmativa, ser livre e abrir a seqüência espiritual.
Fisicamente pesada e compactada, essa pessoa tem músculos superdesenvolvidos e a cintura e o pescoço curtos. Carrega tensões fortes no pescoço, na mandíbula, na garganta e na pelve, que é forçada para baixo. As nádegas são frias. A energia é sufocada na área da garganta, e a cabeça se projeta para frente.
Psicodinamicamente, reprimi-se e acaba presa num pântano em que se lamenta, se queixa, retém sentimentos e provoca. Se a provocação for bem-sucedida, terá uma desculpa para explodir. Mas como não está consciente da provocação, acha que tenta agradar. O masoquista liberta-se da humilhação libertando a sua agressão.

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