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Campinas, São Paulo, Brazil
Psicólogo Clínico Junguiano com formação pela Unicamp, terapia corporal Reichiana, Hipnoterapeuta com formação em Hipnose Ericksoniana com Stephen Gilligan.E outras formações com Ericksonianos: Ernest Rossi, Teresa Robles, Betty Alice Erickson. Formação em Constelação Familiar Sistémica pelo Instituto de Filosofia Prática da Alemanha. Uma rica e inovadora terapia divulgada em toda Europa. Professor de Hipnoterapia, além de ministrar cursos de Auto-conhecimento como Eneagrama da Personalidade e Workshop de Constelação Familiar Sistémica em todo o Brasil. Clínica em Campinas-SP. Rua Pilar do Sul, 173 Chácara da Barra. Campinas-SP F.(19) 32950381

Uma relação de ajuda

Como é bela, intensa e libertadora é a experiência de se aprender a ajudar o outro. É impossível descrever-se a necessidade imensa que têm as pessoas de serem realmente ouvidas, levadas a sério, compreendidas.
A psicologia de nossos dias nos tem, cada vez mais, chamado a atenção para esse aspecto. Bem no cerne de toda psicoterapia permanece esse tipo de relacionamento em que alguém pode falar tudo a seu próprio respeito, como uma criança fala tudo "a sua mãe.
Ninguém pode se desenvolver livremente nesse mundo, sem encontrar uma vida plena, pelo menos...
Aquele que se quiser perceber com clareza deve se abrir a um confidente, escolhido livremente e merecedor de tal confiança.
Ouça todas a conversas desse mundo, tanto entre nações quanto entre casais. São, na maior parte, diálogos entre surdos.
Paul Tournier.

sexta-feira, 18 de abril de 2014

Doença como oportunidade

Os sintomas sempre podem ser considerados sob um duplo aspecto.

Em primeiro lugar, eles se comportam honestamente e nos mostram aquilo que até então não quisemos perceber. Uma paralisia pode, por exemplo, dar a entender ao afetado o quanto ele é (se tornou) aleijado e imóvel no âmbito anímico-espiritual.

Em segundo lugar, cada sintoma tem um sentido e revela uma tarefa. A paralisia poderia talvez deixar entrever que vale a pena afrouxar os controles conscientes e entregar-se ao descanso. O axioma "a doença torna a pessoa honesta" mostra o plano do padrão ainda não resgatado, enquanto através de “a doença mostra a tarefa" torna-se claro aquele padrão que já o foi.

De acordo com o primeiro ponto de vista, manifesta-se um padrão de sofrimento e uma evolução da doença que não estão presentes na consciência. A aceitação desse padrão e sua mensagem podem levar ao segundo plano e transformar a experiência dolorosa em um ritual que torne possível o crescimento.

Alguém desinteressado, observando de fora, não pode jamais afirmar em que plano e em que fase os afetados já estão. Uma exuberância corporal aparente é freqüentemente a compensação para uma falta de realização interna, segundo o moto: “assim dentro como fora". Mas “assim dentro como fora" ela poderia também refletir a realização interna. Ainda que este último caso seja mais raro, nem por isso deixa de ser possível. 

Quando pensamos no Buda, inclinamo-nos a supor que a abundância externa, as almofadas de gordura sobre as quais ele repousa, são expressão de sua realização interna. E veja bem, o Budismo parte do princípio de que todo ser humano traz em si a natureza do Buda. Isso como nova advertência para que um maravilhoso mecanismo de autoconhecimento não degenere em meio de distribuição de culpas através da valoração, da emissão de juízos de valor.
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Fonte. A doença como linguagem da alma.
           Rudiger Dhalke 

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