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Campinas, São Paulo, Brazil
Psicólogo Clínico Junguiano com formação pela Unicamp, terapia corporal Reichiana, Hipnoterapeuta com formação em Hipnose Ericksoniana com Stephen Gilligan.E outras formações com Ericksonianos: Ernest Rossi, Teresa Robles, Betty Alice Erickson. Formação em Constelação Familiar Sistémica pelo Instituto de Filosofia Prática da Alemanha. Uma rica e inovadora terapia divulgada em toda Europa. Professor de Hipnoterapia, além de ministrar cursos de Auto-conhecimento como Eneagrama da Personalidade e Workshop de Constelação Familiar Sistémica em todo o Brasil. Clínica em Campinas-SP. Rua Pilar do Sul, 173 Chácara da Barra. Campinas-SP F.(19) 32950381

Uma relação de ajuda

Como é bela, intensa e libertadora é a experiência de se aprender a ajudar o outro. É impossível descrever-se a necessidade imensa que têm as pessoas de serem realmente ouvidas, levadas a sério, compreendidas.
A psicologia de nossos dias nos tem, cada vez mais, chamado a atenção para esse aspecto. Bem no cerne de toda psicoterapia permanece esse tipo de relacionamento em que alguém pode falar tudo a seu próprio respeito, como uma criança fala tudo "a sua mãe.
Ninguém pode se desenvolver livremente nesse mundo, sem encontrar uma vida plena, pelo menos...
Aquele que se quiser perceber com clareza deve se abrir a um confidente, escolhido livremente e merecedor de tal confiança.
Ouça todas a conversas desse mundo, tanto entre nações quanto entre casais. São, na maior parte, diálogos entre surdos.
Paul Tournier.

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Perdas e julgamentos.


Havia numa aldeia um velho pobre, mas até reis o invejavam, pois ele tinha um lindo cavalo branco. Reis ofereciam quantias fabulosas pelo animal, mas o homem dizia:
- Senhor, este cavalo não é um cavalo a ser usado por mim, pois é uma pessoa. E como pode se vender uma pessoa, um amigo?
O homem era pobre, porém, jamais o vendeu.
Numa dada manhã, descobriu que o cavalo não estava na cocheira. A aldeia inteira se reuniu e as pessoas disseram:
- Seu velho estúpido! Sabíamos que um dia o cavalo seria roubado.
Teria sido melhor vendê-lo. Que desgraça!
O velho respondeu:
- Não cheguem a tanto. Simplesmente digam que o cavalo não está mais na cocheira.
Este é o fato. O resto é julgamento! Se é uma desgraça ou uma benção, não sei, pois este é apenas um fragmento. Quem pode saber o que vai ser?
As pessoas riram do velho. Elas sempre souberam que ele era um pouco maluco.
Quinze dias depois, numa noite, o cavalo voltou. Ele não havia sido roubado, tinha fugido para a floresta.
E não apenas isso: trouxe consigo uma dúzia de cavalos selvagens.
O povo da aldeia então disse ao velho:
- Você estava certo. Não se tratava de uma desgraça; na verdade, provou ser uma benção.
O velho falou:
- Novamente vocês estão se adiantando. Apenas digam que o cavalo está de volta.
Se é uma benção ou não, quem sabe? Esta é apenas um fragmento. Ao ler uma única palavra de uma sentença, como vocês podem julgar todo o livro?
Desta vez as pessoas não podiam dizer muito, mas anteriormente pensaram que ele estava errado. Afinal, lindos cavalos tinham vindo. O velho tinha um único filho que começou a
treinar os cavalos selvagens.
Apenas uma semana depois, ele caiu de um cavalo e fraturou as pernas, novamente as pessoas se reuniram e julgaram, elas disseram:
- Você tinha razão novamente, foi uma desgraça. Seu único filho perdeu o uso das pernas e na sua velhice ele seria seu único amparo. Agora você está mais pobre do que nunca.
O velho disse:
- Vocês estão obcecados por julgamentos. Não se adiantem tanto. Digam apenas que meu filho fraturou as pernas. Ninguém sabe se isso é uma desgraça ou uma benção.
A vida vem em fragmentos. Mais que isso nunca é dado.
Aconteceu que, depois de algumas semanas, o país entrou numa guerra e todos os jovens da aldeia foram forçados a se alistar. Somente o filho do velho foi deixado para traz, pois era aleijado. a cidade inteira chorava, lamentando-se, porque sabiam que era uma luta perdida e que a maior parte dos jovens jamais voltaria.
Elas vieram até o velho e disseram:
- Você tinha razão velho. Aquilo se revelou uma benção. Seu filho pode estar aleijado, mas ainda está com você. Nossos filhos se foram para sempre.
O velho disse:
- Vocês continuam julgando. Ninguém sabe!
Digam apenas que seus filhos foram forçados a entrar para o exército e que o meu não foi.
Somente Deus, a totalidade, sabe se isso é uma benção ou uma desgraça.
Não julgue, pois jamais se tornará um com a totalidade. Você ficará obcecado com fragmentos e tirará conclusões a partir de coisas pequenas. Quando você julga, deixa de crescer. Julgamento significa um estado mental estagnado. E a mente sempre deseja julgar, pois estar em progresso é sempre arriscado e desconfortável. Na verdade, a jornada nunca chega ao fim. Um caminho termina, outro começa; uma porta se fecha, outra se abre. Você atinge um cume e surge outro mais alto, Deus é uma jornada sem fim. Somente os tão corajosos a ponto de não se importarem com a meta, e que se contentam com a jornada e com simplesmente viver o momento e nele crescer, somente esses são capazes de caminhar com a totalidade.
(história da China nos dias de Lao-Tsé).

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