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Campinas, São Paulo, Brazil
Psicólogo Clínico Junguiano com formação pela Unicamp, terapia corporal Reichiana, Hipnoterapeuta com formação em Hipnose Ericksoniana com Stephen Gilligan.E outras formações com Ericksonianos: Ernest Rossi, Teresa Robles, Betty Alice Erickson. Formação em Constelação Familiar Sistémica pelo Instituto de Filosofia Prática da Alemanha. Uma rica e inovadora terapia divulgada em toda Europa. Professor de Hipnoterapia, além de ministrar cursos de Auto-conhecimento como Eneagrama da Personalidade e Workshop de Constelação Familiar Sistémica em todo o Brasil. Clínica em Campinas-SP. Rua Pilar do Sul, 173 Chácara da Barra. Campinas-SP F.(19) 997153536

Uma relação de ajuda

Como é bela, intensa e libertadora é a experiência de se aprender a ajudar o outro. É impossível descrever-se a necessidade imensa que têm as pessoas de serem realmente ouvidas, levadas a sério, compreendidas.
A psicologia de nossos dias nos tem, cada vez mais, chamado a atenção para esse aspecto. Bem no cerne de toda psicoterapia permanece esse tipo de relacionamento em que alguém pode falar tudo a seu próprio respeito, como uma criança fala tudo "a sua mãe.
Ninguém pode se desenvolver livremente nesse mundo, sem encontrar uma vida plena, pelo menos...
Aquele que se quiser perceber com clareza deve se abrir a um confidente, escolhido livremente e merecedor de tal confiança.
Ouça todas a conversas desse mundo, tanto entre nações quanto entre casais. São, na maior parte, diálogos entre surdos.
Paul Tournier.

sábado, 18 de setembro de 2010

Hipnose Ericksoniana. Campinas


Hipnose em Campinas.
A Hipnose Ericksoniana é uma abordagem feita sob medida para cada tipo de paciente, focada na solução do problema e baseada na utilização de tudo aquilo que o paciente traz, inclusive a resistência à sua própria melhora. Milton Erickson introduziu a utilização de uma abordagem naturalista contando estórias, aplicando técnicas de hipnose e levando o paciente a se libertar dos conflitos emocionais.

O trabalho de Erickson começou naturalmente ao longo de sua vida. Ele era especialmente diferente! Contam que uma vez, nos arredores da fazendinha onde morava, ele andava a pé com alguns amigos, quando viu um cavalo passando a galope perdido. Ele pegou o cavalo, subiu em cima dele a pêlo e disse aos colegas que o levaria de volta à sua casa. Os colegas duvidaram e perguntaram como ele faria isso, como devolveria o cavalo à fazenda de onde ele viera? Ele respondeu que bastaria mantê-lo na estrada, sem deixá-lo pastar nas gramíneas, que ele voltaria naturalmente. Foi exatamente o que o cavalo fez. Erickson manteve-o em curso e ele mesmo encaminhou-se ao seu verdadeiro destino.

A psicoterapia focada na solução do problema tem este mesmo princípio. Todo conflito é uma tentativa natural da busca de cura. Se seguirmos o que o problema procura e dermos um caminho melhor, mais seguro e sem conflitos, com certeza a mente vai preferir!

Busca-se entender o que o sintoma quer dizer e que naturalmente está buscando alívio de conflitos subjacentes a situações paradoxais da mente, ou seja, tentar obedecer a ordens contraditórias simultaneamente.

O trabalho fica atento ao verdadeiro caminho do sintoma, a natureza daquele paciente e procuramos fazer a terapia sob medida, buscando caminhos que levem à verdadeira essência do melhor para o alívio do sofrimento.

Erickson era habilíssimo no uso da terapia estratégica e da hipnose, contando estórias, fazendo confusão mental, induzindo hipnose abria caminhos novos para a solução dos problemas.

A partir dos anos 80, iniciou-se a abordagem ericksoniana. É uma terapia estratégica, mais rápida em suas respostas e que se trabalha com indução de hipnose e a utilização de metáforas, de uma forma indireta.

Conceito de hipnose

Hipnose é um estado alternativo de consciência aplicada, onde o sujeito permanece acordado todo o tempo, mas experimenta sensações, sentimentos, imagens, regressões, anestesia, parestesias e outros fenômenos hipnóticos enquanto está neste estado.

Na prática terapêutica da hipnose, você pode usar métodos tradicionais de induzir a hipnose, ou utilizar das características pessoais de cada sujeito e de cada problema para criar técnicas inusitadas.

Utilizar os padrões pessoais de cada um ajuda eliciar uma hipnose natural, quase espontânea, e é muito melhor do que obrigar o sujeito a se submeter às técnicas tradicionais de hipnose, ou se submeter às sugestões limitadas do hipnoterapeuta em sua visão do problema. As falhas na terapia hipnótica e no trabalho experencial vêm exatamente de achar que o paciente vai reagir como um expectador que executa comandos de acordo com os entendimentos do hipnoterapeuta, e não reconhecendo o sujeito com sua personalidade e seus padrões pessoais de resposta e comportamento.

Na prática da hipnose terapêutica, mesmo usando técnicas já prontas de indução da hipnose, o terapeuta, querendo ou não, vai já realizar a utilização daquilo que o paciente traz. Uns pacientes gostam de relaxar, outros preferem imaginação ativa, outros preferem que se contem histórias, e assim o terapeuta, ao introduzir a hipnose, vai costurando sob medida tudo que melhor couber no paciente, para mostrar novas saídas àquilo que lhe traz sofrimento.

Utilizo a Hipnose em Campinas como psicoterapia breve, para tratamento de fobias, depressão e ansiedade.

Hipnose. Campinas

Técnicas de hipnose

A indução hipnótica baseia-se na absorção da atenção, focando seu pensamento e as sensações no âmbito dos cinco sentidos. Conversando uma conversa calma, pausada e bem focada naquilo que o paciente consegue ficar absorvido, você faz uma indução hipnótica.

Há pessoas que são facilmente hipnotizáveis. Elas já se deixam levar por uma voz suave, por um ritmo de respiração agradável, por uma música suave, ou por um relaxamento. Há outras pessoas que são hiperativas, ou muito agitadas. Não dá para induzi-las ao transe através de um relaxamento, ou de uma técnica de respiração. Primeiro é preciso fazer uma abordagem sob medida. Se o paciente gosta de ouvir estórias, conte estórias. Se o paciente observa muitos detalhes, coloque muitos detalhes na indução.

O importante é saber que todo mundo entra em transe. A hipnose é um estado de ampliar a consciência. Um atleta correndo pode entrar num estado de transe e ter maravilhosos “insights” enquanto corre. Ele conversa consigo mesmo. A hipnose nada mais é do que um estado acordado de consciência ampliada e voltada para dentro de si mesmo.

Portanto, quando você for utilizar a hipnose é preciso aprender a ver como é a atenção deste paciente. Se ele for um sujeito focado, foque em alguma absorção única (a cor do mar, a respiração, o relaxamento dos músculos etc.). Se ele tiver uma atenção difusa, procure dar muitos estímulos.

Esqueleto geral da hipnose

1) Absorção da atenção

Utilize linguagem permissiva:

Você pode ir me ouvindo agora – Pressuposição

Enquanto sua respiração vai se abrindo – Yes set

Você pode ouvir minhas palavras

Você pode ouvir os barulhos da sala

Você pode ouvir o som da sua respiração

Enquanto sua mente mais profunda pode ir mais profundamente

Talvez você sinta seu corpo se acomodando

Talvez você sinta seus pés se apoiando no chão

Talvez você sinta suas costas se acomodando

Mas sua mente inconsciente já pode ir se acomodando mais profundamente – No set

E aos poucos sua mente inconsciente vai me ouvindo

Enquanto sua mente inconsciente pode pensar coisas mais interessantes sobre você – Duplo vínculo

2) Ratificação

Enquanto você está me ouvindo já percebo em você algumas mudanças...

Seu pulso mudou

Seu semblante está mais suave

Sua respiração está mais calma

3) Eliciação

E agora. você pode imaginar _________.

regredir _________.

Ter uma linda imagem de um lugar agradável

etc...

A indução é construída numa linguagem permissiva com conteúdos sugestivos de aprofundar para dentro de você. Alguns pacientes levam minutos (2 a 5 min.) para entrar em transe, enquanto outros levam de 15 min até 1 hora. Veja como é tudo muito variável. Vá aprendendo a fazer a indução na medida do seu paciente.

A hipnoterapia de Erickson é única para cada cliente, e até mesmo mudanças radicais ou criar uma indução nova para cada paciente.

Indução.

A hipnose é um estado contemplativo interior. Que podemos alcançá-lo de várias maneiras, e uma maneira muito agradável é você imaginar um lugar que você adora.

Quando estamos muito ansiosos ou angustiados, a respiração fica curta e ineficaz. Por vezes, suspiramos nos momentos mais tensos. Nada melhor do que usar da sua própria respiração para induzir o transe da hipnose. Todo mundo respira e melhorar a respiração ajuda a todo mundo. Portanto, usar as técnicas de respiração para colocar seu paciente em transe é muito bem vindo.

Você pode começar falando sobre a angústia, palavra que significa peito apertado...

... Nada melhor do que parar por um momento e deixar o pensamento fluir... apenas feche seus olhos e deixe sua respiração correr em ritmo bem natural... não force nada... apenas observe você respirando... observe o ritmo da respiração... observe o ar entrando e saindo... e aos poucos tudo vai se acomodando saudavelmente dentro de você... a respiração é importantíssima! Além das trocas gasosas, levando o oxigênio... saudável a todas as suas células... retira o corpo o gás carbônico e as toxinas... mas além disso... tem outra função (de acordo com Teresa Robles), a função de digerir a emoção!... Você já reparou que falamos assim... espera um minutinho, me deixa tomar fôlego!... pois então, é hora de você respirar o oxigênio e digerir emoções presas lá dentro de você... enquanto você inspira o oxigênio... vai soltando protegidamente as dores... os dissabores... vai abrindo seu peito... deixando o oxigênio, a saúde ir entrando agradavelmente aí dentro de você... e como é gostoso poder fechar os olhos e abrir a mente... abrir sua respiração nesta troca saudável e tranqüila... e aos poucos você pode ir soltando seu corpo... descansando sua mente... sentindo sensações agradáveis só a você e se deixar ir mais e mais profundamente numa agradável sensação de paz e bem estar...

A partir deste ponto você pode continuar esta indução eliciando fenômenos hipnóticos. Como por exemplo, pedindo uma anestesia ou analgesia; ou regredindo seu paciente a algum momento traumático que necessita ser trabalhado; ou usando técnicas de imaginação ativa de Epstein; ou contando metáforas que façam alguma comunicação indireta.

Todo o tempo, você pode enxertar palavras permissivas como... você pode ir aprendendo... você pode ir mais e mais profundamente para dentro de você... você pode escutar sua mente mais profunda e sábia... você pode descobrir novos significados/saídas para isto que você está vivendo... você pode ir desfrutando e aprendendo mais e mais ao ouvir esta estória ou fazendo este exercício...

Assim, aos poucos, você pode ir modelando a hipnose de acordo com o jeito de o seu paciente entrar em transe. Você também pode ir induzindo a hipnose, apenas usando a linguagem hipnótica permissiva. Você pode ir falando ora da respiração, se o paciente for mais ansioso; ora do relaxamento se o paciente for mais calmo ou estiver mais deprimido, ora de um lugar seguro para distrair a mente. Deste modo, você leva naturalmente seu paciente ao estado de atenção mais interna sobre ele mesmo, que nós chamamos de hipnose.

O seu próprio paciente vai lhe dizer o que ele preferiu mais e você pode ir criando, a cada sessão, alguma novidade no modelo preferido desta pessoa.

Você irá encontrar muitos livros interessantes que lhe dão muitas técnicas hipnóticas para você utilizar como indução de transe. Mas lembre-se, apenas para induzir a hipnose neste sujeito! O principal, a terapia sob medida, é única para cada pessoa e seu problema. A partir do momento em que o cliente já está em estado de hipnose, você começa a trabalhar a liberação dos traumas, o sintoma, a dor, seja lá o que for.

Neste ponto, entra aquele esquema de terapia sob medida que vimos anteriormente. Temos técnicas mais avançadas para trabalhar com traumas como as técnicas de regressão, de palco e conversação ativa com as pessoas que causaram o trauma, técnicas de perdão, de imaginação ativa do futuro que você também achará nos livros de psicoterapia Ericksoniana.

É importante dizer que a terapia vai enfocar o sintoma e aonde o sintoma quer chegar – a solução de um conflito. Vamos dar um caminho mais saudável, adulto de lidar com situações traumáticas.

Todo ser humano passa por momentos difíceis, ainda quando criança e não tem a habilidade para sair de situações do gênero. Acaba por adotar maneiras infantis de lidar com conflitos e tornam-se “crenças limitantes”. Sempre que aquele tipo de situação aparece, mesmo já adulto, se reage como a criança interior. Ela tem lá dentro, um sistema de alarme que é ativado toda vez que o gatilho é disparado. Só sabe responder da forma que a mente infantil respondeu há anos atrás.
Clínica de Hipnose em Campinas.

Adolescente. ausência paterna. Campinas

A sociedade destina muito pouco espaço à figura paterna em relação ao cuidado com os filhos, seja na sua atuação diante da família e na socialização dos seus membros.

Em virtude da nova organização do núcleo familiar burguês, onde a educação de seus membros ficou sendo exclusiva dos pais, e não mais da sociedade. Onde a mulher ficou sendo responsável pela educação dos filhos, cabendo também o controle da sexualidade, e ao pai coube o papel de provedor da família, além de exercer sua autoridade.

Podemos entender que, enquanto o pai exerce seu papel como provedor da família, sua relação com seu filho se torna mais distante afetivamente, e com isso ocorre uma barreira para a comunicação e demonstração de afeto.

O distanciamento afetivo do pai, com seu silêncio, e mutismo, devem ser entendidos pelos vínculos relacionados também com seus pais, e com o nascimento de seu filho, isto é como ser pai. Parseval mostra que o precário envolvimento do papel masculino no nascimento do filho, deve ser entendido por ser apenas o genitor, e mesmo com isso nunca tem a certeza de sua condição de pai.

E continua o autor, dizendo que em nossa sociedade o útero é o principal vetor da gestação, e que após a participação ao pai com o esperma, ao longo da gestação a importância do pai é reduzida, cabendo-lhe apenas a espera.

Segundo Trindade e Bruns (1999), assim como na gestação, e depois a amamentação do bebê, o homem também é excluído, criando um silêncio que se instaura no que se refere à participação, e que será quebrado, timidamente, quando o bebê tiver com seus dois ou três anos de idade.

De acordo com essas autoras, os conceitos de maternidade e paternidade são construídos culturalmente, em razão do processo social de construção da identidade de gênero do homem e da mulher, que internalizam funções diferentes, e que acabam por ser considerados naturais, havendo uma tendência a tornar natural a intimidade feminina e o afastamento masculino.

A vivência dos meninos em relação à intimidade sem dúvida reflete-se no modo de se tornarem adultos diante da paternidade, ao contrário das mulheres, os futuros pais tornar-se-ão distantes dos filhos, por não ter aprendido a vivenciar relações de intimidade com seus pais. Quanto aos aspectos psicológicos, Nolasco, acredita que dada a trajetória da construção da própria masculinidade, muitos homens ainda têm dificuldades para expressar e vivenciar sua afetividade. Porque se refere à identificação do pai com seu filho e também com seu próprio pai, o avô de seu filho e o pai acaba transferindo para os filhos muitos de seus anseios e fantasias.

Podemos observar que a figura paterna é muito importante para o desenvolvimento da personalidade do adolescente, e a sua ausência tanto a nível físico como emocional pode trazer danos ao desenvolvimento psicológico do adolescente.

E em nossa realidade social, tem mostrado a ausência paterna com um fator muito comum na atualidade, com a divisão de papeis, onde o homem ainda continua delegando à mulher a educação dos filhos criando uma distância afetiva, pelas condições de trabalho e quanto ao crescente número de separações conjugais.

Um pai ausente ou psicologicamente fraco, causará danos à identidade genital do filho, e que este terá dificuldade em assumir-se como homem. A ausência paterna em nossa sociedade tem se tornado muito freqüente, e que essa falta deixa profundas marcas no ego da criança.

Segundo Corneau, quando um menino não possui um pai em quem possa se apoiar, em vez de desenvolver sua identidade positiva em relação ao pai, ele a desenvolve negativamente contra a mãe. O pai ajuda o filho a construir uma identidade interna, porque sua presença permite que ele tenha acesso a agressividade, a afirmação de si mesmo, tornando-se mais seguro de sua própria identidade.

Ele ainda diz que, uma identidade paterna negativa, causa uma desordem interna, que pode ir de um sentimento superficial de confusão até a desorganização mental, em virtude desse enfraquecimento interno, os homens vão tentar, por compensação, suprir a falta estruturando-se a partir do exterior.

Segundo Corneau, as crianças que não conheceram limites impostos pelo pai irão procurá-los em tudo, e com freqüência os encontrarão numa prisão.

O adolescente infrator sente o pai como ausente, e sente um desejo real de matá-lo. É devido ao fato de o pai simbólico estar ausente que o adolescente busca inconscientemente o juiz, com a esperança, de tornar-se vivo. O juiz pode, muitas vezes, modificar e orientar, ajudando-o a resgatar a possibilidade de encontrar uma lei, e a conviver em uma sociedade onde existem regras.

Quando falamos de ausente paterna, querendo dizendo não apenas no sentido físico (morto por desastre ou ausente por causa do divórcio dos pais), mas principalmente sua ausência afetiva na vida intrapsíquica do adolescente.

A falta do terceiro na relação com a criança e/ou adolescente impele o mesmo à delinqüência e ao cometimento de ato infracional. Cabendo a presença paterna a função de capacitar a criança a ter domínio da realidade, de não praticar o incesto, de não matar, de não roubar e aceitar que não pode fazer tudo que deseja sem conseqüências.

Toda lei, de alguma forma é frustrante, principalmente quando vem de fora, e é sentida pelo adolescente de maneira mais violenta, porque ocorreu tardiamente em seu desenvolvimento psíquico. Pois nesse caso não é mais o pai que impõe o limite, mas o juiz, e de forma mais severa, submetendo-o a medidas socioeducativas, tais como; advertências, obrigações de reparar o dano causado, prestação de serviços à comunidade, liberdade assistida e internação em estabelecimento educacional. Causando no adolescente uma frustração, decorrente de uma repressão educativa, que tem por finalidade impedir a liberação de seus impulsos agressivos.

O adolescente que comete infrações apresenta tendências destrutivas. São crianças que não puderam contar com os pais, esperam que a sociedade de alguma forma as proteja, mesmo que para isso tenham que cometer uma infração, denunciando que precisam de ajuda.

Com isso, podemos entender que quando o adolescente abandona sua casa, ele parte para sua jornada iniciática, para reconhecer o pai, para tornar-se homem. E com isso busca se identificar no pai coletivo, na sociedade, com homens que julgam fortes, como por exemplo, os traficantes, e ao entrar no grupo de delinqüentes.

Adolescente, identidade e crise. Campinas

O adolescente em sua jornada em busca da integração de sua personalidade enfrenta diversas dificuldades pelo caminho; como a demanda da sociedade, a escolha profissional, a separação gradual e necessária de sua família em busca de sua independência.

Ele necessita buscar sua própria identidade, separar da família de origem, deixando de ser conhecido como o filho de fulano, para ser reconhecido pelo outro como uma identidade própria, e esse reconhecimento o ajuda a encontrar um lugar seguro na sociedade.

A identidade é característica de cada momento evolutivo, onde o adolescente se prepara para entrar no mundo do adulto.

É um período de turbulência e de instabilidade, de ansiedade adolescente, e é caracterizado pelo feito biopsicodinâmico, que determina o processo da conquista da identidade adulta, e em cada fase evolutiva, o indivíduo precisa desenvolver sua autocognição biológica, psicológica e social.

A identidade segundo Erikson, é processo psicossocial, que leva em consideração a integração da personalidade, e não pode ser entendida apenas pelas fases do desenvolvimento psicosexual, mas depende de uma constante reorganização que culmina a fase da adolescência, suas necessidades libidinais, a capacidade de desenvolver identificações significativas, de defesas, sublimações e papeis adequados.

A integração da personalidade, conforme Erikson estão associados as identificações passadas introjetadas das figuras materna e paterna, e mais recente como figuras ideais, porções significativas dos pais, de antigos amigos, de professores, de inimigos, de valores, crenças e tradições, classe social e grupo familiar.

Tudo isso são misturados no ego e resultando em uma posição psicossocial integrada e diferenciada. Portanto a identificação é um processo psicossocial, que depende tanto do indivíduo como da sociedade, consiste na capacidade do ego de manter a semelhança e a continuidade frente a um destino mutável, isto é a identidade não é um sistema interno, fechado, impenetrável a mudanças.

Seguindo na mesma linha, Erikson, chamou também de "identidade negativa", baseada nas figuras negativas dos pais, dizendo que é preferível (ser alguém perverso, indesejado, a não ser nada), e que isto constitui uma das bases do problema das turmas de delinqüentes, dos grupos de homossexual, e dos adeptos à drogas.

Que segundo o mesmo autor, quando houve transtornos na aquisição da identidade infantil, se torna patológica, porque ocorre uma dificuldade de fazer o luto da infância, pois o adolescente necessita conquistar uma identidade tão importante para poder abandonar a da criança, que segue se mantendo.

Todo o processo evolutivo é marcado por microlutos, e nesta fase ocorrem lutos muito mais significativos, onde o adolescente necessita elaborar os lutos pelo papel e pela identidade infantis, junto com o luto da bissexualidade, e pelos pais da infância.

A separação externa dos pais não só é importante, como se torna necessária. O adolescente internalizou em sua personalidade as figuras paternas, e então pode começar seu processo de individuação.

As figuras internalizadas adequadamente enriquecem o ego, reforçando seus mecanismos de defesa, permitindo o desenvolvimento de suas áreas mais sãs, ou não psicóticas, estruturando o superego, e permitindo o adolescente a viver sexualmente de forma madura, em busca de si mesmo e de sua identidade.

A estabilização da personalidade não se consegue sem passar por certo grau de conduta patológica, e que deve ser considerada como uma evolução normal nesta etapa de vida do adolescente.

A adolescência é muito difícil assinalar um limite entre o normal e o patológico, e considera que na realidade esse período conturbado de vida deve ser considerado como normal, e que seria anormal se houvesse equilíbrio durante essa fase de desenvolvimento.

O conceito de normalidade não é fácil de estabelecer, porque tende a variar conforme o meio sócio-econômico, político e cultural, e que esta normalidade se estabelece sobre a adaptação ao meio, buscando uma interação de forma que alcance sua satisfação pessoal e social.

Esse mesmo autor acredita que, as lutas e rebeliões do adolescente não são mais que reflexões dos conflitos de dependência infantil que intimamente ainda persistem. Os processos de luto obrigam as atuações que têm características defensivas, de caráter psicopático, fóbico ou contrafóbico, maníacos ou esquizoparanoide, conforme o individuo e suas circunstâncias. Onde o adolescente exterioriza seus conflitos de acordo com sua estrutura e suas experiências, podendo ser chamado de patologia normal.

O adolescente passa por desequilíbrio e instabilidade extremos, demostrando período de introversão, alterando com audácia, timidez, descoordenação, desinteresse ou apatia, que se sucedem ou são juntas. Passando por períodos existenciais, procurando a religião e de profundo ateísmo, condutas sexuais orientadas para o heteroerotismo, buscando conhecer seu próprio corpo, e até a homossexualidade.

A maior ou menor anormalidade desta síndrome normal deve-se aos processos de identificação e de luto que o adolescente pode realizar. " Na medida em que o adolescente tenha elaborado os lutos, que são em última instância os que levam à identificação, ele verá seu mundo interno mais fortalecido, e esta normal anormalidade será menos conflitiva, e perturbadora " .

A maturidade começa quando a identidade esta estabelecida, integrado, independente, podendo manter-se por si mesmo, sem apoio emocional de outras pessoas, sem repudiar seu passado, e finalmente quando não é mais obrigado a duvidar de sua própria identidade.

Somente o estabelecimento completo de todos os aspectos da identidade do ego, que poderá ser chamado de integridade, permitindo um amor de intimidade sexual e afetiva, amizade profunda e outras situações que exigem o abandono de si mesmo, sem o temor de perder a identidade do ego.

Ritos de passagens, adolescente. Campinas

Em algumas culturas, principalmente de povos primitivos, as normas da sociedade facilitam a passagem do adolescente para o mundo adulto, através de rituais de iniciação.

Esses rituais são marcados por conteúdos de natureza mágica, onde predomina elementos sádicos, representando uma barreira colocada para dificultar o acesso ao mundo adulto, e com o propósito de elevação de status na sociedade.

Corneau (1993) acredita que esse rito primitivo (tribal), tem como objetivo de tornar oficial a separação da mãe e transformar o adolescente em um homem. E a nível psicológico, essa iniciação ajuda a reforçar o ego masculino, onde a mutilação exprime a submissão ao princípio masculino.

Nessa submissão do iniciado ao sofrimento infligido pelo pai, é preciso ver o ato de amor masculino que significa a morte do filhinho da mamãe, e a dor da mutilação exprime o corte de um vínculo com sua mãe. Portanto a iniciação faz a passagem do jovem adolescente do estado de pubere para o de adulto, fazendo-o experienciar o fato de ser homem.

Bly nos mostra que os aborígenes Australianos imitam o nascimento. Eles constróem um túnel de ramos e galhos com vinte à trinta metros de comprimento, sendo que os meninos entram, e depois de muita gritaria são recebidos de braços abertos no outro ponto e declarados solenemente homens renascidos, pelo corpo do homem, com um novo espírito e corpo.

Ele nos lembra também os primogênitos da tribo dos Kihuyu, na África, onde o ritual ilustra o papel de machos alimentadores, onde os filhos adolescentes cortam os braços de seus pais com uma faca, e depois bebem o sangue, tornando-se homens. Simbolizando um segundo nascimento pelo sangue do pai, fazendo o luto do mundo infantil e leite materno.

Segundo Osório (1992), os ritos de iniciação contemporâneos lembram certas cerimônias religiosas, o serviço militar e o trote universitário.

Hoje em dia, a ausência do pai refere-se em nível coletivo na ausência de rituais que tenham por objetivo ajudar os homens a passar da adolescência para a idade adulta.

E que os rituais de passagem modernos são inconscientes, e ocorrem logo depois de uma crise, uma depressão e ou um acidente que o faz procurar uma terapia. E sem esses rituais de passagem para a fase adulta, a adolescência vem se tornando um período cada vez mais longo e mais complexo.

Adolescente. Campinas,

A adolescência é um período conturbado, cheio de contradições e conflitos para o adolescente, que procura entrar no mundo adulto tão desejado como temido, precisando fazer a elaboração lenta e dolorosa do luto de sua condição de criança, ocupando grande parte de sua energia, causando flutuações e ansiedade em sua personalidade. Ele necessita construir a sua própria identidade, separando-se da sua família de origem.

A identidade do adolescente vai depender da qualidade das interações e papeis que são propostos pela família primeiramente como um todo, levando em conta a herança das gerações, costumes e meios que dispõem como grupo.

A influência mais direta é através dos pais, seu modelo cultural e o meio ao qual está inserido.

Ele busca sua identidade a cada momento em sua vida, onde o papel da família é muito importante e pode ser determinante para a internalização de normas e valores, os quais serão cobrados pelo grupo, pela sociedade, e mostrará a qualidade de sua interação social.

A passagem da adolescência para a vida adulta, é um momento crítico e ansioso para toda a família, porque os pais revivem suas próprias dificuldades ainda não elaboradas e seus conflitos na vida em comum, e muitas vezes projetando no próprio adolescente suas angustias não resolvidas, criando barreiras e dificuldades para seu crescimento.

Os pais precisam elaborar o luto pelos filhos, se desprendendo do filho criança, e enfrentar a sua própria realidade, como o envelhecimento, perdas e ganhos e fracassos pessoais, não criando dificuldade para o crescimento do adolescente.

O pai representa para o filho, um veículo de contato com o mundo, com sua adaptação à realidade, participando na formação de símbolos, e desenvolvimento do ego e superego.

A criança deve perder as benesses do mundo matriarcal, a perda da onipotência narcísica, e sofrer a castração para entrar no mundo do pai. A castração efetuada pelo pai, ajuda o menino a introjetar o superego, uma autoridade que impõe uma ordem, uma lei inflexível que deve ser aceita. E com isso o adolescente identifica-se com seu pai, podendo demonstrar sua agressividade.

A falta de um pai forte para o filho se identificar, ele fica preso à sua mãe, com sérias conseqüências danosas à sua psique, pois seu desenvolvimento fica bloqueado, voltando-se para o interior, com muita raiva e ressentimento.

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Terapia da regressão, traumas passados, regressão de memória, TVP, Campinas

Terapia da Regressão em Campinas.
A finalidade do trabalho regressivo é descobrir traumas passados ou fantasias desses traumas. O inconsciente é simultâneo e atemporal, leva o paciente aonde ele precisa ir e tem poder curativo. Libera recordações quando o individuo se encontra pronto para enfrentá-la e assim integrá-la em sua estrutura de personalidade consciente.

Durante o transe hipnótico, a maioria dos pacientes não perde a consciência, nem dorme nem fica anestesiada. Alguns pacientes entram em transe profundo, embora tal procedimento não seja necessário para que se lembre de um fato reprimido.

Toda sessão de regressão, segundo Netherton, inicia-se com uma ação provocadora, caminha para uma ação conscientizadora e termina com uma ação transformadora.

A ação provocadora é uma ação no passado, em que se busca a lembrança do fato traumático reprimido no inconsciente e as decisões adotadas pelo paciente a partir deste. Essa etapa visa a revivência do fato traumático e o esgotamento das emoções vinculadas à lembrança desse fato.

A ação conscientizadora é uma ação no presente; o paciente conscientiza-se dos incidentes passados e passa a entender que eles pertencem ao seu passado; assim, não deve mais trazer ao presente as influencias sintomáticas de que era portador.

O paciente toma consciência de como as decisões adotadas no passado influenciam o seu aqui e agora. Nessa etapa, o psicoterapeuta age como facilitador.

A ação transformadora é uma ação no futuro, na qual o paciente se propõe uma renovação de seu modelo de vida. Ele redecide com dados do passado e do presente a melhor maneira de agir e proceder no futuro.
Utilizo a Terapia da Regressão em Campinas para tratamento de fobias, ansiedade, depressão, traumas.